08/06/2021
Bancária é vítima de agressão em agência do Bradesco em Londrina (PR)

Uma bancária que trabalha em uma “agência de negócios” do Bradesco em Londrina (PR) foi arrastada pelos cabelos e jogada contra a parede de vidro do banco. O agressor foi um cliente insatisfeito com o modelo de atendimento precário imposto pelo banco.
Para o coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Elias Jordão, além do próprio agressor, o banco deve ser responsabilizado pela agressão contra a bancária em Londrina. “Não somos contra este modelo de agência. É uma escolha de gestão que cabe aos bancos. Mas, desde que eles decidiram implantar este modelo de ‘agência de negócios’ (a nomenclatura muda conforme o banco), retirando os vigilantes e as portas giratórias de segurança, cobramos a segurança para funcionários e clientes e alertamos sobre os riscos de incidentes como o ocorrido ou ainda mais graves”, disse. “O caso de Londrina, infelizmente, corrobora com nossa tese e será usado como exemplo em nossa próxima reunião de negociações sobre o tema com os bancos. Esperamos que eles se sensibilizem”, completou.
Acompanhamento do caso
A bancária foi afastada do trabalho com problemas psicológicos e o Sindicato dos Bancários de Londrina e Região acompanha o caso e presta assistência para a funcionária. “Cobramos do Bradesco a emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e toda a assistência necessária para que esta bancária possa se recuperar”, informou o diretor do sindicato e membro da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Valdecir Cenali.
O dirigente disse, ainda, que o sindicato está monitorando as unidades de negócios e verificando se foram registradas outras ocorrências desse tipo no país para cobrar da direção do banco o retorno do modelo de segurança anterior que existia nas agências. “Não podemos permitir que o Bradesco deixe seus funcionários e clientes largados à própria sorte por conta da redução de custos para ampliar ainda mais seus exorbitantes lucros”, disse.
Além de retirar as portas giratórias de segurança, com detector de metais, e os vigilantes das agências de negócios, o banco tem tocado uma política de redução do quadro de pessoal, o que prejudica o atendimento e deixa clientes insatisfeitos. Entre março de 2020 e março de 2021, em plena pandemia, o Bradesco reduziu seu quadro de pessoal em 8.547 funcionários.
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