23/12/2020
Caixa quer implementar Comissão Autoritária para economizar com promoção por mérito

Reunião do GT Promoção por Mérito em 16 de dezembro
(Foto: Apcef/SP)
(Foto: Apcef/SP)
A Comissão Paritária que debate a Promoção por Mérito, formada por representantes dos executivos da Caixa e dos empregados, reuniu-se novamente nesta terça-feira (22), por videoconferência, para debater a sistemática da promoção para o ano-base 2020.
A primeira reunião do ano ocorreu apenas dia 16 de dezembro, e somente foi realizada após muita insistência dos representantes dos empregados. Nela, a representação dos bancários da Caixa apresentou a proposta da distribuição de um delta a todos os empregados que não estivessem enquadrados nos impedimentos previstos pelo RH 176, por entender que a discussão ocorre sem que haja, na prática, tempo hábil para a aplicação da sistemática de maneira justa e que, além disso, não há espaço para questionar o mérito na atuação dos empregados neste ano de pandemia.
A Caixa não apenas rejeitou a proposta como defendeu a aplicação da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) – que teve seus critérios divulgados apenas em dezembro – como critério exclusivo da sistemática, dizendo que “premiaria” com o delta aqueles classificados como superiores ou excepcionais, o que prejudica bastante os empregados por seu potencial excludente.
Nova proposta
A reunião acabou sem que houvesse consenso, e os representantes dos empregados procuraram a empresa para apresentar uma nova proposta, em reunião marcada para a terça-feira (22).
A proposta alternativa apresentada pela representação dos empregados mantinha a condição de o empregado atingir um delta, caso cumprisse os critérios objetivos, que são:
A primeira reunião do ano ocorreu apenas dia 16 de dezembro, e somente foi realizada após muita insistência dos representantes dos empregados. Nela, a representação dos bancários da Caixa apresentou a proposta da distribuição de um delta a todos os empregados que não estivessem enquadrados nos impedimentos previstos pelo RH 176, por entender que a discussão ocorre sem que haja, na prática, tempo hábil para a aplicação da sistemática de maneira justa e que, além disso, não há espaço para questionar o mérito na atuação dos empregados neste ano de pandemia.
A Caixa não apenas rejeitou a proposta como defendeu a aplicação da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) – que teve seus critérios divulgados apenas em dezembro – como critério exclusivo da sistemática, dizendo que “premiaria” com o delta aqueles classificados como superiores ou excepcionais, o que prejudica bastante os empregados por seu potencial excludente.
Nova proposta
A reunião acabou sem que houvesse consenso, e os representantes dos empregados procuraram a empresa para apresentar uma nova proposta, em reunião marcada para a terça-feira (22).
A proposta alternativa apresentada pela representação dos empregados mantinha a condição de o empregado atingir um delta, caso cumprisse os critérios objetivos, que são:
- Frequência, valendo 20 pontos;
- Curso da UCC que é cobrado no “eixo estilo” da GDP, valendo 20 pontos (podendo ser realizado até 28/02/2021);
- Pontuação extra: 5 pontos para quem tiver o PCMSO válido em 31/12/2020;
- Pontuação extra: ações de autodesenvolvimento, com 2 pontos por curso registrado no currículo;
- (A pontuação extra teria limite de 10 pontos)
- Avaliação de competências da GDP, valendo 20 pontos;
Quem alcançasse 40 pontos nesta nova sistemática teria direito a um delta. O segundo delta seria distribuído às maiores notas da unidade, como nos anos anteriores.
Os representantes dos executivos da Caixa na Comissão Paritária, porém, insistiram na proposta de “GDP Emergencial”, pois disseram que a “alta direção” da empresa não aceitou a proposta dos empregados.
“Os representantes dos executivos da Caixa querem transformar a Comissão Paritária em Comissão Autoritária. Fizemos pesquisas, conhecemos a realidade dos empregados, trouxemos uma proposta viável e, após a recusa, levamos uma alternativa razoável. A ‘alta direção’, porém, rejeitou nossas tentativas de negociação ao insistir em uma proposta que prevê apenas a GDP, que é definida e alterada unilateralmente pela empresa”, explicou o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
Apesar de os empregados terem arriscado suas vidas durante toda a pandemia para cumprir o papel social da Caixa e atender à população, a direção da Caixa não abre mão de excluir empregados do processo.
“Querem tirar dos empregados para distribuir aos executivos? A orientação para a redução dos gastos como parâmetro para o pagamento dos bônus ao alto escalão da Caixa foi relatada pela imprensa há poucos dias. O que vimos durante a negociação é que estão levando isso bem a sério”, comentou o dirigente da Apcef/SP André Sardão, que faz parte do GT Promoção por Mérito.
Para a mídia, o presidente da Caixa Pedro Guimarães vangloria o esforço dos empregados, e chega até a chorar se for preciso. Mas, na prática, não reconhece e sequer negocia qualquer reconhecimento para quem tanto se dedica ao banco.
Enquete
A Apcef/SP disponibilizou um formulário no site para saber a opinião dos trabalhadores sobre os critérios. Quase a totalidade dos empregados que se manifestaram rejeitaram os critérios apresentados pela Caixa.
Os representantes dos executivos da Caixa na Comissão Paritária, porém, insistiram na proposta de “GDP Emergencial”, pois disseram que a “alta direção” da empresa não aceitou a proposta dos empregados.
“Os representantes dos executivos da Caixa querem transformar a Comissão Paritária em Comissão Autoritária. Fizemos pesquisas, conhecemos a realidade dos empregados, trouxemos uma proposta viável e, após a recusa, levamos uma alternativa razoável. A ‘alta direção’, porém, rejeitou nossas tentativas de negociação ao insistir em uma proposta que prevê apenas a GDP, que é definida e alterada unilateralmente pela empresa”, explicou o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
Apesar de os empregados terem arriscado suas vidas durante toda a pandemia para cumprir o papel social da Caixa e atender à população, a direção da Caixa não abre mão de excluir empregados do processo.
“Querem tirar dos empregados para distribuir aos executivos? A orientação para a redução dos gastos como parâmetro para o pagamento dos bônus ao alto escalão da Caixa foi relatada pela imprensa há poucos dias. O que vimos durante a negociação é que estão levando isso bem a sério”, comentou o dirigente da Apcef/SP André Sardão, que faz parte do GT Promoção por Mérito.
Para a mídia, o presidente da Caixa Pedro Guimarães vangloria o esforço dos empregados, e chega até a chorar se for preciso. Mas, na prática, não reconhece e sequer negocia qualquer reconhecimento para quem tanto se dedica ao banco.
Enquete
A Apcef/SP disponibilizou um formulário no site para saber a opinião dos trabalhadores sobre os critérios. Quase a totalidade dos empregados que se manifestaram rejeitaram os critérios apresentados pela Caixa.
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