26/11/2020
Sindicato realiza novos protestos contra as demissões no Bradesco nesta quinta-feira (26)

Bancários de todo o Brasil realizam hoje (26) manifestações em agências e departamentos do Bradesco. Os atos são uma forma de protesto contra as demissões realizadas pelo banco. Na terça-feira (24), aconteceu um tuitaço contra a politica do Bradesco de demitir em plena pandemia, desrespeitando acordo firmado com o movimento sindical no primeiro semestre.
Na base do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, as manifestações desta quinta-feira se concentraram na unidade do Bradesco em Monte Alto (SP). Dirigentes realizaram uma reunião com os funcionários da agência, detalhando a onda indiscriminada de demissões promovida em todo o país, as ações realizadas pela entidade para tentar conter e reverter esses desligamentos, além de colocar à disposição dos bancários o departamento jurídico do Sindicato. Após, houve distribuição de material informativo para a população, para denunciar a falta de respeito do banco com os trabalhadores, a irresponsabilidade com o país e a exploração de clientes através da cobrança de tarifas abusivas.

Presidente do Sindicato, Roberto Vicentim, distribui material informativo
e dialoga com clientes e população sobre as "maldades" do Bradesco
(Foto: Seeb Catanduva)
"Sem nenhuma consideração por todo trabalho prestado nem pelo estado mental e físico dos trabalhadores, muitas vezes abalado devido às constantes cobranças por metas inatingíveis e pelo medo - daqueles que permanecem na linha de frente - de contrair o Covid-19 e adoecer também seus familiares, o banco já colocou na rua mais de 2.000 funcionários. Há casos em que os bancários trabalham o dia todo e são dispensados ao final do dia. Há outros que estão em home office por conta da pandemia e são demitidos por meio de vídeo conferência, sem contar as demissões de gestantes e funcionários em tratamento de saúde. Um banco que lucra mais de R$ 12 bilhões e fala em futuro, mas que, na prática, compromete o futuro de quem se dedicou diariamente a construir o seu lucro, cada vez mais crescente. É uma verdadeira barbárie o que o Bradesco tem feito com os trabalhadores!", denuncia o presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim.
"A população também sofre quando vai às agências e não recebe atendimento adequado por falta de profissionais. Se tem alguém que ganhou nesse país e continua ganhando, mesmo na crise, são os bancos. Os trabalhadores, mesmo os que estão em home office, continuam dando sua contribuição. Não há justificativa para as demissões", acrescenta o diretor Sérgio Luís de Castro Ribeiro, o Chimbica.
“Estamos há semanas realizando várias ações para combater este processo de demissões. Atos públicos em frente às agências com distribuição de material para a população e clientes, reuniões com os funcionários, matérias denunciando as "maldades" do banco, atividades virtuais que afetam a imagem do Bradesco como forma de pressiona-lo a parar e cumprir com o acordo firmado com o movimento sindical, além de ações jurídicas para tentar reverter os desligamentos. Permaneceremos em luta e não mediremos esforços para defender o emprego!", reforça Vicentim.
A ação desta quinta (26), que faz parte da campanha organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e sindicatos dos bancários de todo o país, não irá parar até que as demissões sejam encerradas e as feitas até o momento revertidas. Na semana passada, outras manifestações e um tuitaço em agências e departamentos do banco foram realizados. O Bradesco já demitiu este ano mais de 2.000 trabalhadores, de acordo com cálculos da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco. Isso no mesmo período em que obteve Lucro Líquido Recorrente de R$ 12,657 bilhões nos primeiros nove meses de 2020.
As manifestações contra o Bradesco nas redes sociais figuraram entre os assuntos mais comentados do Twitter. O tuitaço chamou a atenção de vários veículos de comunicação, com as hashtags #QueVergonhaBradesco e #QuemLucraNãoDemite entre as mais postadas.
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