12/11/2020
Bancários de todo o país realizam manifestações contra demissões no Bradesco
.jpg)
Bancários realizam, nesta quinta-feira (12), nos principais centros urbanos do país, manifestações em agências e departamentos do Bradesco para protestar contra as demissões realizadas pelo banco.
A ação faz parte da campanha organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e sindicatos dos bancários, que denunciam a quebra do compromisso de não realizar demissões durante a pandemia, assumido pelo banco e pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em mesa de negociação com o Comando Nacional Bancário.
Mas, os três maiores bancos do país estão demitindo. O Bradesco já demitiu este ano mais de 1.200 trabalhadores, de acordo com cálculos da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco. Isso no mesmo período em que obteve Lucro Líquido Recorrente de R$ 12,657 bilhões nos primeiros nove meses de 2020.
Ao todo, os bancos já demitiram no Brasil mais de 12 mil trabalhadores este ano, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. É um claro descumprimento ao acordo firmado em março.
Nas redes sociais
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região tem participado assiduamente da Campanha contra as demissões nos bancos, seja através de atos públicos ou mobilizações virtuais. Ontem (11), realizou junto das demais entidades de representação dos trabalhadores, mais uma vez, um protesto nas redes sociais, fortalecendo o movimento em defesa dos empregos e visando denunciar à sociedade as maldades promovidas pelo Bradesco ao demitir milhares de bancários em plena pandemia, descumprindo acordo assumido com a categoria.
As hashtags #QueVergonhaBradesco e #QuemLucraNãoDemite figuraram entre os assuntos mais comentados do Twitter durante a manhã.
"De forma desumana, o Bradesco está demitindo trabalhadores em plena crise econômica e sanitária causada pelo novo coronavírus, enquanto gasta milhões em publicidade para vender à sociedade a imagem de "bom moço". O Brasil mergulha em uma grave recessão econômica e essas pessoas terão dificuldade de se recolocar no mercado. A falta de respeito com os bancários e de responsabilidade social com o país levou a hashtag #QueVergonhaBradesco aos Trending Topics do Twitter em mais uma atividade realizada pelo movimento sindical. Os protestos demonstram nossa indignação e ajudam a intensificar nossa luta em defesa de pais e mães de família que dedicaram seu esforço e trabalho para construir o lucro bilionário do banco, que precisam do emprego neste momento, e que estão sendo colocados no olho da rua devido à ganância do Bradesco. Enquanto os bancos não desistirem dessa política de demitir em massa, não iremos recuar. Novos protestos serão realizados e não iremos ceder a qualquer forma de pressão ou intimidação. Basta de demissões!", ressaltou o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- COE Itaú cobra avanços em teletrabalho, monitoramento digital e condições de trabalho na renovação do Acordo Coletivo
- Caixa pública é patrimônio do Brasil e instrumento estratégico de desenvolvimento
- Itaú anuncia compra de startup de inteligência artificial por R$ 2,925 bilhões
- Bradesco lucra R$ 20,9 bilhões e fecha 3,2 mil postos de trabalho bancário em um ano
- Sindicato convoca bancários do Mercantil para deliberar ACT da PLR. Confira o edital
- NOTA DE PESAR: Rosângela de Farias Silva Lorenzetti
- A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro
- Nota de Pesar: Sindicato dos Bancários de Catanduva e região lamenta a morte de Maria Heloísa Pereira Marcos
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese