21/01/2019
Após muita cobrança, Caixa Federal anuncia contratação de aprovados no último concurso

A direção da Caixa emitiu na quinta-feira, 17 de janeiro, um comunicado interno informando que irá realizar contratações chamando os selecionados no último concurso realizado pelo banco (2014).
Segundo o comunicado, a decisão foi anunciada pelo presidente Pedro Guimarães durante visita à Diretoria de Gestão de Pessoas em Brasília. A intenção de Guimarães seria “oxigenar” a instituição financeira trocando empregados antigos por novos.
Desde 2016, cerca de 12,5 mil empregados se desligaram da Caixa, sendo 8,6 mil por adesão aos programas de demissão voluntária. Ainda não há informação de quantas contratações serão feitas, mas mesmo que todos os aprovados sejam chamados, não será suficiente para cobrir o número de trabalhadores que saíram nos últimos anos.
Os novos empregados serão contratados sob regras diferentes dos empregados antigos, o que pode representar um custo menor e menos direitos para estes trabalhadores.
Diversos aprovados do último concurso já foram contratados via ação na justiça.
A necessidade de contratações também é foco da campanha “Mais Empregados para a Caixa – Mais Caixa para o Brasil” criada pelas entidades representativas em 2009 e que vem, desde então, realizando ações alertando sobre a falta de trabalhadores no banco.
Histórico - O concurso de 2014 foi um dos maiores realizados pela Caixa, com quase 1,2 milhão de inscritos. Foram considerados aprovados 32.879 mil candidatos. No entanto, foram contratados menos de 8% do total. A Caixa chegou a convocar um número razoável de concursados em alguns meses, mas já faz mais de dois anos que ninguém é chamado. Nesse período, várias mobilizações foram realizadas, convocadas pelo Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, pela Contraf-CUT, CEE/Caixa e pelos próprios concursados.
"Há anos, o Sindicato denuncia a falta de trabalhadores no banco e luta por melhores condições de trabalho. A realidade hoje é de empregados sobrecarregados nas unidades de todo o país. O Brasil precisa de uma Caixa Econômica Federal forte, e isso só é possível com a contratação de mais empregados", defende o presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim.
A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa se reunirá com a direção do banco no dia 1 de fevereiro para discutir o tema.
"Vamos reafirmar na mesma de negociação a importância da Caixa como banco 100% público, fundamental para o desenvolvimento social e econômico do país, que não pode ter sua atuação reduzida”, concluiu Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa.
Segundo o comunicado, a decisão foi anunciada pelo presidente Pedro Guimarães durante visita à Diretoria de Gestão de Pessoas em Brasília. A intenção de Guimarães seria “oxigenar” a instituição financeira trocando empregados antigos por novos.
Desde 2016, cerca de 12,5 mil empregados se desligaram da Caixa, sendo 8,6 mil por adesão aos programas de demissão voluntária. Ainda não há informação de quantas contratações serão feitas, mas mesmo que todos os aprovados sejam chamados, não será suficiente para cobrir o número de trabalhadores que saíram nos últimos anos.
Os novos empregados serão contratados sob regras diferentes dos empregados antigos, o que pode representar um custo menor e menos direitos para estes trabalhadores.
Diversos aprovados do último concurso já foram contratados via ação na justiça.
A necessidade de contratações também é foco da campanha “Mais Empregados para a Caixa – Mais Caixa para o Brasil” criada pelas entidades representativas em 2009 e que vem, desde então, realizando ações alertando sobre a falta de trabalhadores no banco.
Histórico - O concurso de 2014 foi um dos maiores realizados pela Caixa, com quase 1,2 milhão de inscritos. Foram considerados aprovados 32.879 mil candidatos. No entanto, foram contratados menos de 8% do total. A Caixa chegou a convocar um número razoável de concursados em alguns meses, mas já faz mais de dois anos que ninguém é chamado. Nesse período, várias mobilizações foram realizadas, convocadas pelo Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, pela Contraf-CUT, CEE/Caixa e pelos próprios concursados.
"Há anos, o Sindicato denuncia a falta de trabalhadores no banco e luta por melhores condições de trabalho. A realidade hoje é de empregados sobrecarregados nas unidades de todo o país. O Brasil precisa de uma Caixa Econômica Federal forte, e isso só é possível com a contratação de mais empregados", defende o presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim.
A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa se reunirá com a direção do banco no dia 1 de fevereiro para discutir o tema.
"Vamos reafirmar na mesma de negociação a importância da Caixa como banco 100% público, fundamental para o desenvolvimento social e econômico do país, que não pode ter sua atuação reduzida”, concluiu Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa.
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