23/07/2018
Ato em Brasília alerta para riscos das mudanças na Cassi

O protesto surpreendeu os conselheiros deliberativos da Cassi,
que estavam reunidos para discutir a proposta do BB
Numa atividade conjunta entre o Sindicato dos Bancários de Brasília, a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e a Fetec-CUTCN (Federação dos Bancários do Centro Norte), realizada na sexta-feira (20/07) foi destacada a defesa da Cassi e surpreendeu a diretoria da caixa de assistência dos funcionários e funcionárias do Banco do Brasil.
No mesmo dia, os conselheiros eleitos e indicados apreciariam as propostas do BB que retiram direitos pelos associados.
Diretores do Sindicato entregaram um documento aos membros do Conselho Deliberativo para orientar e balizar a decisão acerca do aumento da coparticipação e da proposta do BB de revisão estatutária que implementa a CGPAR 23, que o movimento sindical está lutando para derrubar.
Clique aqui para ler o documento.
Nele tem informações sobre a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de suspender, na segunda-feira (16), as novas regras da ANS (Agência Nacional da Saúde) em relação à elevação dos valores na coparticipação e franquia dos Planos de Saúde.
O Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Wagner Nascimento, afirma que o documento entregue aos conselheiros da Cassi traz um chamamento à responsabilidade daquele conselho em aprovar temas contrários às decisões dos funcionários nos seus congressos representativos e também contra os debates nos diversos conselhos de usuários e associações de aposentados. “Precisamos unir nossas forças em achar soluções construídas com os associados e não apenas fabricadas nos gabinetes do BB, quebrando princípios históricos como o da solidariedade”, afirmou.
O secretário de Saúde da Fetec-CUT/CN, Wadson Boaventura, esclarece que a coparticipação como fator de arrecadação para o custeio da Cassi somente onera o associado, sem a participação da empresa. Diante disso e da decisão do STF, diz o dirigente, “na discussão desta sexta-feira do Conselho Deliberativo, queremos que o assunto seja retirado de pauta”.
“Vamos continuar na luta em defesa da Cassi, que é dos associados. Precisamos chegar a uma solução para a nossa Caixa de Assistência, e que não seja no afogadilho das horas. Que a gente possa ter uma discussão para que seja tomada a melhor decisão sobre a sustentabilidade do plano”, defende a diretora do sindicato e da Contraf-CUT Zezé Furtado.
As propostas de mudanças feitas pelo BB para a Cassi visam, dentre outras medidas, onerar somente o associado com a alteração do modelo de custeio sem a contrapartida do patrocinador. O aumento das despesas da Cassi, o fim do modelo de gestão paritária, a destruição do princípio de solidariedade e o fechamento do plano de associados também estão entre as propostas do banco.
“Se aprovadas essas medidas, estarão sendo quebrados os princípios essenciais de existência da Cassi. Será a Cassi da exclusão. Não podemos permitir isso, pois compromete a vida de milhares de pessoas. Saúde não é mercadoria. É direito”, arrematou Martha Tramm, diretora do Sindicato, cobrando que a diretoria da Caixa de Assistência e do BB sentem-se com os representantes dos trabalhadores para encontrar uma solução negociada.
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