12/06/2018
Campanha: bancários do Bradesco entregam minuta de reivindicações específicas ao banco
Os bancários do Bradesco entregaram, na segunda-feira (11), a minuta reivindicações específicas à direção do banco. O documento é resultado do Encontro Nacional dos Bancários do Bradesco, realizado na semana passada, em São Paulo.
O emprego é uma das questões centrais da pauta. “O emprego nos preocupa muito, queremos saber como o banco vai aplicar esta nova lei trabalhista”, questionou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.
Os representantes dos trabalhadores abordaram ainda o fechamento das agências. No último ano, 414 agências foram fechadas. “Nós cobramos contratações de novos funcionários, pois em muitos locais há uma sobrecarga de trabalho. É importante que eles sejam contratados como bancários, pela CLT, e não de qualquer outra maneira permitida pela nova lei.”
O novo diretor de Recursos Humanos informou que até então as contratações têm ocorrido como bancários e que não há nenhuma outra orientação diferente.
Outro tema debatido foi a implantação do programa Smart, no qual o cliente avalia o contato com o banco por meio de SMS. O banco informou que a ferramenta não veio para punir e sim para apoiar. No caso de Não conformidade (N) só gera impacto no programa de objetivos (POBJ) na segunda vez que acontece. Informou também que a avaliação negativa não impacta no POBJ.
O movimento sindical denunciou ao banco que, na realidade, o Smart está sendo usado para punir e que esta é a sensação dos funcionários e que em alguns locais tem gestor ameaçando demissão e solicitou que o banco reoriente a área comercial.
“O banco confirmou que o bancário não sabe qual cliente deu a não conformidade e que não lhe é dado direito de defesa. O que é muito ruim, pois o bancário pode ter se atrapalhado na hora de informar qual cliente foi contatado. Destacamos a importância dessa questão ser revista”, explicou Juvandia.
Outra questão que os sindicalistas apontaram foi o ranking das não conformidades. “A CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) proíbe qualquer tipo de exposição dos bancários com ranqueamento. Cobramos o banco, que reafirmou que cumpre a Convenção e que os locais onde estiver ocorrendo devem ser apontados ao RH que eles tomarão providências”, afirmou Gheorge Vitti, coordenador em exercício da Comissão de Organização de Empresa (COE) Bradesco.
“Tratamos também a situação das pessoas com altas do INSS, após um período de aposentadoria por invalidez; quando de seu retorno e acolhimento ao local de trabalho. Muitos não sabem aonde se apresentar, pois o local de origem está fechado há tempos”.
O banco disse que elas podem se apresentar em qualquer agência.
Também participaram da reunião Geraldo Rodrigue, da Fetrafi-MG, Sandro Cheiram, da Fetraf RS, Cristiane Zacarias, da Fetec-PR, Suez Garcia Santiago, da Fetrafi RJ-ES, e Lourival Rodrigues, da Feeb SP-ES.
Os demais pontos da minuta específica serão debatidos na sequência das negociações. A direção do Bradesco ficou de informar as datas disponíveis para as próximas reuniões.
O emprego é uma das questões centrais da pauta. “O emprego nos preocupa muito, queremos saber como o banco vai aplicar esta nova lei trabalhista”, questionou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.
Os representantes dos trabalhadores abordaram ainda o fechamento das agências. No último ano, 414 agências foram fechadas. “Nós cobramos contratações de novos funcionários, pois em muitos locais há uma sobrecarga de trabalho. É importante que eles sejam contratados como bancários, pela CLT, e não de qualquer outra maneira permitida pela nova lei.”
O novo diretor de Recursos Humanos informou que até então as contratações têm ocorrido como bancários e que não há nenhuma outra orientação diferente.
Outro tema debatido foi a implantação do programa Smart, no qual o cliente avalia o contato com o banco por meio de SMS. O banco informou que a ferramenta não veio para punir e sim para apoiar. No caso de Não conformidade (N) só gera impacto no programa de objetivos (POBJ) na segunda vez que acontece. Informou também que a avaliação negativa não impacta no POBJ.
O movimento sindical denunciou ao banco que, na realidade, o Smart está sendo usado para punir e que esta é a sensação dos funcionários e que em alguns locais tem gestor ameaçando demissão e solicitou que o banco reoriente a área comercial.
“O banco confirmou que o bancário não sabe qual cliente deu a não conformidade e que não lhe é dado direito de defesa. O que é muito ruim, pois o bancário pode ter se atrapalhado na hora de informar qual cliente foi contatado. Destacamos a importância dessa questão ser revista”, explicou Juvandia.
Outra questão que os sindicalistas apontaram foi o ranking das não conformidades. “A CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) proíbe qualquer tipo de exposição dos bancários com ranqueamento. Cobramos o banco, que reafirmou que cumpre a Convenção e que os locais onde estiver ocorrendo devem ser apontados ao RH que eles tomarão providências”, afirmou Gheorge Vitti, coordenador em exercício da Comissão de Organização de Empresa (COE) Bradesco.
“Tratamos também a situação das pessoas com altas do INSS, após um período de aposentadoria por invalidez; quando de seu retorno e acolhimento ao local de trabalho. Muitos não sabem aonde se apresentar, pois o local de origem está fechado há tempos”.
O banco disse que elas podem se apresentar em qualquer agência.
Também participaram da reunião Geraldo Rodrigue, da Fetrafi-MG, Sandro Cheiram, da Fetraf RS, Cristiane Zacarias, da Fetec-PR, Suez Garcia Santiago, da Fetrafi RJ-ES, e Lourival Rodrigues, da Feeb SP-ES.
Os demais pontos da minuta específica serão debatidos na sequência das negociações. A direção do Bradesco ficou de informar as datas disponíveis para as próximas reuniões.
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