Santander Brasil lucra R$ 2,859 bilhões e contribui com 27% do resultado global

Só com as receitas pela prestação de serviços e as tarifas bancárias o Santander faturou R$ 4,1 bilhões em apenas três meses
O Santander obteve lucro líquido de R$ 2,859 bilhões no primeiro trimestre de 2018, valor que representa crescimento de 25,4% em relação ao mesmo período de 2017. Em relação ao 4º trimestre de 2017 o crescimento foi de 3,9%. O retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado (ROE) ficou em 19,1%, com crescimento de 3,2 p.p. em doze meses.
Com este excelente desempenho, a filial brasileira do grupo espanhol contribuiu com 27% do lucro global que foi de € 2,054 bilhões, sendo o principal responsável por crescimento de 10,0%, em 12 meses.
A holding encerrou o 1º trimestre de 2018 com 48.855 empregados, com abertura de 1.958 postos de trabalho em relação ao 1º trimestre de 2017. Em relação ao 4º trimestre de 2017, o saldo foi de 1.451 postos abertos. O número de agências cresceu em quatro unidades em 12 meses.
Clique aqui e veja os destaques da análise feita pelo Dieese.
A Carteira de Crédito Ampliada do banco teve crescimento de 8,7% em doze meses e atingiu R$ 353,9 bilhões. As operações com pessoas físicas cresceram 21,0% em relação a 2016 e 5,3% no trimestre, chegando a R$ 113,7 bilhões, impulsionado pelo crédito consignado (39,0%), cartão de crédito (20,2%), e crédito imobiliário (7,6%). A Carteira de Financiamento ao Consumo, originada fora da rede de agências, somou R$ 43,6 bilhões, com crescimento de 21,9% em doze meses. Do total desta carteira, R$ 36,3 bilhões referem-se a financiamentos de veículos para pessoa física, apresentando aumento de 22,4%.
Já o crédito à pessoa jurídica houve queda de 3,4% em doze meses, alcançando R$ 123,1 bilhões. No segmento de pequenas e médias empresas houve crescimento de 5,6% e no segmento de grandes empresas, a queda foi de 6,5% em relação ao 1º trimestre de 2017. O Índice de Inadimplência superior a 90 dias permaneceu estável no período, em 2,9%. As despesas com as PDDs (Provisões para créditos de liquidação duvidosa) apresentaram alta de 9,0%, acompanhando o crescimento da carteira, totalizando R$ 3,3 bilhões.
A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias apresentou alta de 11,5% em doze meses, totalizando R$ 4,1 bilhões. As despesas de pessoal mais PLR subiram 4,9%, atingindo R$ 4,1 bilhões. Assim, em 2017, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 179.04%.
Executivos ganham 136 vezes mais que escriturárioDe acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cada um dos 44 diretores executivos do Santander recebeu, em média, R$ 7,2 milhões em 2017, totalizando R$ 320 milhões.
O valor inclui remuneração fixa, variável e ações, e representa 28% a mais do que o que foi pago em 2016, quando cada um ganhou em média R$ R$ 5,6 milhões, totalizando R$ 251 milhões.
Os ganhos dos executivos do Santander em 2017 são 136 vezes maiores do que aquilo que um escriturário do banco ganhou no mesmo ano.
Lucros e dividendos pagos aos acionistas não pagam impostos
Os acionistas e sócios dos bancos como o Santander não pagam imposto de renda quando recebem dividendos e lucros – seja no exterior ou no Brasil –, graças a Lei 9.249, sancionada em 1995 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Aumento da exploração e da sobrecarga
Em março de 2017, o banco espanhol tinha 800 clientes por empregado. Um ano depois essa relação cresceu ainda mais: 828 clientes para cada bancário. Aumento de 3,4%.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Aparecido Augusto Marcelo, defende que é no Brasil que o grupo espanhol encontra tranqüilidade e que, portanto, nada mais justo que o banco valorize os trabalhadores brasileiros.
"Ao mesmo tempo em que vê seu lucro aumentar 10%, o banco espanhol investe em políticas de demissões. É preciso respeito àqueles que representam a maior parte do resultado mundial da instituição, com reconhecimento e valorização dos trabalhadores por meio de aumentos salariais e expansão dos postos de trabalho, entre outras medidas possíveis."
MAIS NOTÍCIAS
- Sindicato debate campanha nacional e fortalece estratégias de luta com análise de conjuntura e mobilização da diretoria
- Pagamento do Super Caixa de 2025 e regras para 2026 frustram empregados. Apcef/SP e Sindicato cobram negociação dos critérios em mesa
- Itaú lucra bilhões, corta empregos e precariza atendimento: Sindicato vai às ruas e cobra responsabilidade social
- Dia Nacional de Luta no Bradesco: Sindicato vai às ruas contra demissões e abandono da população
- 2º turno da eleição para o CA da Caixa começa nesta quarta-feira (18). Vote Fabiana Uehara - 0001!
- Contraf-CUT e Sindicatos lançam panfleto didático e interativo de como enfrentar atitudes tóxicas e de violência doméstica
- Apoio ao fim da escala 6×1 cresce e chega a 71% dos brasileiros, diz Datafolha
- Eleições da Cassi começam nesta sexta-feira (13); associados podem votar por aplicativo, site e terminais do BB
- Mesmo com mercado de trabalho aquecido, bancos eliminam 8,9 mil postos em 2025; mulheres são mais afetadas
- Pela vida das mulheres: Sindicato mobiliza agências e reforça combate à violência de gênero
- Resultado do ACT Saúde Caixa: manutenção de valores de mensalidades do plano em 2025 exigiu aporte de R$ 581 mi da Caixa
- Eleição para o CA da Caixa terá segundo turno. Apoio do Sindicato é para Fabi Uehara
- COE Itaú cobra transparência sobre plano de saúde, questiona fechamento de agências e discute renovação do acordo da CCV
- Banesprev: vem aí um novo equacionamento de déficit para o Plano II
- Sindicato denuncia fechamento de agência do Bradesco em Ariranha e cobra responsabilidade social do banco