Cassi: quatro anos de lutas do movimento sindical pela defesa e manutenção de direitos
Termina em maio próximo o atual mandato da Diretoria de Saúde da Cassi, que teve início em 2014. A gestão foi marcada pela proximidade com o movimento sindical e entidades representativas dos bancários. Essa relação foi decisiva para a manutenção dos direitos dos associados à caixa de assistência e permitiu a continuidade das suas atividades regulares nos últimos anos.
Em 2014, a Cassi operava em déficit considerado praticamente impagável. A fim de reverter esse quadro, a patrocinadora (Banco do Brasil) pressionava pela implantação de uma série de mudanças que prejudicariam exclusivamente os associados: aumento da coparticipação, criação de franquias sobre internações no valor de R$ 1500, suspensão do programa de saúde, aumento de 50% no valor das mensalidades, e acabar com a responsabilidade do banco sobre a os aposentados.
Para implantar essas medidas, o Banco do Brasil desejava barrar a participação dos eleitos nas negociações.
A atuação do diretor eleito pelos trabalhadores, William Mendes, em conjunto com o movimento sindical e entidades representativas, possibilitou a construção de uma mesa nacional de negociação junto a representantes da patrocinadora a fim de impedir essas medidas e sugerir alternativas.
As negociações resultaram em um acordo no qual o Banco do Brasil passou a contribuir com ressarcimentos mensais à caixa de assistência, e os bancários com 1% a mais do salário até dezembro de 2019.
Desde 2015, o diretor eleito alerta para a sustentabilidade da Cassi e a necessidade de participação e engajamento de todos os associados nas questões que envolvem a caixa de assistência.
As principais ações do mandato do representante eleito podem ser lidas no boletim eletrônico Prestando Contas à Cassi.
A mesa de negociação entre entidades representativas dos bancários e o Banco do Brasil conquistou um acordo para a Cassi. Foram necessários quase dois anos para se chegar a assinatura do Memorando de Entendimentos, a Consulta ao Corpo Social e o Convênio de Parceria Técnica entre o Banco do Brasil e a Cassi. As negociações resultaram em consensos construídos ao longo do processo. São eles:
– Manutenção do princípio da solidariedade como premissa fundamental do Plano de Associados em seu custeio mutualista intergeracional;
– Garantia de cobertura para ativos, aposentados, pensionistas e dependentes;
– Investimento no Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF);
– Corresponsabilidade na gestão entre os patrocinadores Banco do Brasil e Corpo Social;
– Não redução de direitos e programas de saúde.
O histórico da construção da mesa de negociação entre BB, entidades e participantes pode ser lido aqui.
Os Conselhos de Usuários tiveram atuação fundamental na atual gestão, por meio do compartilhamento de informações sobre a caixa de assistência em cada um dos 27 Estados.
A atual gestão do representante eleito dos trabalhadores também foi marcada pelo fortalecimento da Cassi na Região Norte, com o cumprimento de agendas e encontros realizados nos Estados.
Assédio moral, adoecimento e sobrecarga da Cassi - O Banco do Brasil não poupa seus funcionários do estresse laboral e tampouco toma atitudes eficazes contra os danos causados pelo assédio moral dentro da empresa, o que aumenta casos de adoecimentos e, consequentemente, sobrecarrega a Cassi.
Além da questão laboral e adoecimento do associado da ativa, a judicialização de ações contra a Cassi, muitas vezes por causa de soluções ofertadas e não aceitas pelo, tem elevado seu déficit. Este e outros problemas existem desde mandatos anteriores e não foram tratados com a devida relevância.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região cobra o retorno do licença saúde – inclusive para casos de doenças ocupacional, que muitas vezes derivam de assédio moral – e também a emissão da Comunicação de Acidente de trabalho (CAT), que serve para reconhecer que a doença foi causada pela atividade profissional. Entretanto, muitas vezes o banco se nega a emitir o documento.
MAIS NOTÍCIAS
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- COE Itaú cobra avanços em teletrabalho, monitoramento digital e condições de trabalho na renovação do Acordo Coletivo
- Caixa pública é patrimônio do Brasil e instrumento estratégico de desenvolvimento
- Itaú anuncia compra de startup de inteligência artificial por R$ 2,925 bilhões
- Bradesco lucra R$ 20,9 bilhões e fecha 3,2 mil postos de trabalho bancário em um ano
- Sindicato convoca bancários do Mercantil para deliberar ACT da PLR. Confira o edital
- NOTA DE PESAR: Rosângela de Farias Silva Lorenzetti
- A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro
- Nota de Pesar: Sindicato dos Bancários de Catanduva e região lamenta a morte de Maria Heloísa Pereira Marcos
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese