GT de Saúde e Condições de Trabalho do Itaú volta a debater Programa de Readaptação
O GT (Grupo de Trabalho) de Saúde e Condições de Trabalho do Itaú voltou a discutir o Programa de Readaptação, instituído pelo banco sem a participação do movimento sindical, em reunião realizada na quinta-feira (30/11) na sede da Contraf-CUT, em São Paulo.
O debate girou em torno da contraproposta apresentada pelo banco em torno das propostas de mudança para o Programa de Readaptação, com a inclusão de cláusulas que garantem a proteção do trabalhador, entregue pelo movimento sindical em outubro.
Um dos pontos mais polêmicos é a realização da avaliação de performance do trabalhador. Os dirigentes sindicais questionaram o método de avaliação e por quem é feito.
Para Kelly Menegon, secretária de Saúde do Sindicato de Londrina e representante do Vida Bancária na Comissão de Organização dos Empregados do Itaú, deve ser levada em conta na avaliação a situação psicológica do funcionário que retorna do tratamento e a necessidade deste de tempo para se readaptar ao trabalho.
Também foram discutidas as cláusulas 15 e 65 da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho). Os bancários pedem o fim da suspensão do pagamento do Auxílio Cesta-alimentação, garantido pela cláusula 15 da CCT, quando o INSS indefere o benefício.
“Este direito precisa ser cumprido, pois durante o período em que a pessoa está tratando seus problemas de saúde aumentam os gastos com medicamentos e outros procedimentos, não podendo ser penalizada com o corte da Cesta-alimentação num momento tão delicado”, avalia Kelly.
Sobre a cláusula 29 da CCT, o debate continua sobre o parcelamento da dívida do funcionário quando estiver afastado.
Os representantes dos bancários do Itaú no GT irão enviar uma nova proposta de acordo para o banco analisar. No início do ano, haverá um novo encontro para o banco retornar as discussões a respeito deste tema.
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