Movimento tem recebido reclamações sobre proibição do uso de barba. Barba pode!
O movimento sindical entende que o empregador não pode interferir em questões ligadas à identidade do funcionário como, por exemplo, o uso de barba. Por isso, cobra dos bancos que respeitem a individualidade dos bancários. Entretanto, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região publicou matéria sobre denúncias recorrentes de trabalhadores do Bradesco à respeito de perseguições e pressão por parte de gestores para que não usem barba.
“Toda semana recebemos uma nova reclamação. Questionamos o banco e repetidas vezes a resposta é a mesma: não existe qualquer proibição ao uso de barba nos normativos do Bradesco. Portanto, se o gestor `não gosta´ de barba, ele que abra a sua própria empresa e proíba seus funcionários de utilizá-la, uma vez que na empresa onde ele trabalha não existe essa proibição”, diz a dirigente sindical e bancária do Bradesco, Erica de Oliveira.
Erica enfatiza ainda que o uso da barba não pode justificar demissões, com ou sem justa causa. “Se não existe proibição, o bancário não pode sofrer qualquer pressão ou perseguição, e muito menos ser demitido, por usar barba. O gestor deve respeitar a individualidade do trabalhador. Não é uma questão de gosto. Por outro lado, cabe ao Bradesco reorientar os gestores que insistem em discriminar esteticamente seus subordinados.”
Denuncie – O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região enfatiza que o funcionário que se sentir discriminado, perseguido ou ameaçado por usar barba deve denunciar ao Sindicato pela ferramenta Denuncie. O sigilo é garantido.
Caso antigo – Em 2010, o Bradesco foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar indenização de R$ 100 mil, destinada ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), por discriminação estética a seus funcionários que usavam barba. Mesmo assim, em 2015, um bancário foi demitido da instituição exatamente por esse motivo, apesar de o banco alegar que não foi essa a razão da dispensa.
Em fevereiro de 2016, após denúncias de bancários, o Smovimento sindical propôs o desafio da barba, sugerindo que trabalhadores que desejassem permanecessem uma semana sem se barbear. Caso fossem punidos por isso, deveriam entrar em contato com os dirigentes. O desafio foi um sucesso e teve grande adesão, provando que a alegada “questão cultural”, usada elo banco para justificar o fato de trabalhadores não usarem barba, não era um argumento sustentável.
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