Contraf-CUT e Banco do Brasil debatem sobre a Unidade de Integração de Varejo - UNV
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil se reuniu nesta quarta-feira, 27, com o banco, para uma apresentação sobre a Unidade Integração Varejo - UNV.
Os sindicatos solicitaram a reunião com o BB para esclarecimentos de dúvidas sobre o funcionamento da Unidade Integração Varejo (UNV), área de atuação e, sobretudo, impacto no dia a dia das agências de varejo em todo o país.
O Banco informou que os clientes não encarteirados estarão vinculados a essa nova unidade, que fará o gerenciamento do fluxo de atendimento para este perfil.
Também foi apresentada toda a estrutura e objetivos da UNV, e conforme já divulgado em comunicados internos, a Unidade Integração Varejo abrangerá inicialmente as praças de Belém, Curitiba, Joinville e Ribeirão Preto.
Os representantes dos funcionários questionaram sobre a dotação das unidades, a remuneração fixa e variável, considerando os níveis das agências.
Em resposta, o banco informou que a classificação de nível das agências será mantida até o final de 2017 e que ainda estão estudando sobre o modelo de níveis das agências de atendimento.
Os sindicatos cobraram sobre as condições em algumas agências fora da UNV, com quadro reduzido de gerência média, que estão com problemas no deferimento de transações por questões de alçada e subordinação. O BB informou que já está analisando esta situação para corrigir os problemas.
O Banco fez o compromisso de se reunir com os Sindicatos das bases onde está implantada a UNV para maior esclarecimento sobre o funcionamento daquela Unidade, bem como a disposição de nova reunião quando da ampliação da área de atuação da Unidade Integração Varejo.
Para o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Wagner Nascimento, a reunião foi produtiva, bem como positiva a disposição do BB em debater com as entidades as mudanças na rede de atendimento. “Para nós, que representamos quase cem mil funcionários, sempre estaremos analisando quaisquer impactos na vida desses funcionários”, afirmou.
Termo de Compromisso
A Comissão de Empresa, em nome do Comando Nacional, cobrou do Banco uma resposta sobre o Termo de Compromisso entregue no último dia 14/09. “O termo visa garantir, em face da nova legislação, a manutenção de direitos e benefícios negociados e conquistados ao longo de décadas, os quais boa parte o BB utiliza como forma de retenção de talentos na sua política de gestão de pessoas”, informou Wagner. De acordo com o banco, ainda não há resposta sobre o assunto, uma vez que o documento está em análise.
Aditivo da Cláusula 62 da CCT
A CONTRAF cobrou do Banco do Brasil uma reunião para tratar do termo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2016/2018 para regulamentar a criação de centros de realocação e requalificação profissional, conforme previsto na Cláusula 62 da CCT.
A negociação sobre os centros de realocação era uma pendência que havia ficado da mesa de negociações do ano passado e o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban chegaram a uma redação final na última reunião entre as partes, ocorrida no dia 24 de agosto.
“Cobramos do banco uma reunião para tratar do assunto, uma vez que a Cláusula 62 está ressalvada no acordo do BB. Contudo, o Banco do Brasil tanto participou do grupo bipartite como também assinou o Termo de Adesão do Aditivo. Nosso entendimento é de que podemos construir uma boa solução para realocação de funcionários, considerando as diversas reestruturações feitas pelo BB em cada período, afirma Wagner Nascimento.
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