Banco envia comunicado sobre a reforma trabalhista e não esclarece retirada de direitos

O Itaú enviou comunicado aos seus funcionários abordando pontos da reforma trabalhista proposta por Temer. O texto não faz uma defesa explícita do projeto, mas também não esclarece os trabalhadores sobre a grave ameaça de retirada de direitos. Além disso, a nota afirma que a reforma “tem sido amplamente discutida nos meios de comunicação”.
“O que temos acompanhado na chamada grande mídia não é uma discussão sobre o projeto, e sim uma ampla defesa do mesmo, promovendo uma falsa ideia de `modernização´ da legislação trabalhista. É fato que os patrocinadores dos grandes meios de comunicação são empresários, banqueiros, o agronegócio. Setores interessados na implosão dos direitos dos trabalhadores brasileiros”, critica a dirigente sindical e bancária do Itaú, Marta Soares.
“Estes mesmos setores que patrocinam a grande mídia também financiaram as campanhas de grande parte dos parlamentares responsáveis por votar a reforma trabalhista. E ainda pior: são os verdadeiros autores de uma em cada três propostas do projeto. Cabe ressaltar também que, se essa reforma fosse apresentada como proposta de governo por qualquer candidato, ela jamais teria o aval das urnas”, acrescenta.
Roberto Setubal, dono do Itaú, já deu declarações públicas defendendo a reforma trabalhista de Temer. Em uma delas, chegou ao ponto de dizer que, sem a reforma, “nunca teremos como resolver nossos problemas sociais”.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região Carlos Alberto Moretto, a posição defendida por Setubal reflete o posicionamento não apenas dos banqueiros, mas de todas as instituições financeiras que estão por trás da aprovação da reforma, e que enxergam no fim da CLT a "solução para os problemas sociais". Assistimos diariamente esse posicionamento se refletir nas condições de trabalho ofercidas pelos bancos aos seus funcionários, sobretudo o Itaú.
Ainda de acordo com Marta, ao divulgar um texto acrítico sobre o projeto, o Itaú desinforma seus trabalhadores.
“O comunicado fala sobre a possibilidade de que negociações com os patrões se sobreponham à legislação, mas não explica que isso pode levar à redução de salários, aumento de jornada, alterações no horário de almoço, PLR, férias. Além disso, ao aprofundar a desigualdade social, a retirada de direitos dos trabalhadores levará ao crescimento da violência no país”, alerta a dirigente, reforçando que hoje a lei prevê que nada do que for negociado entre empregados e empregador pode trazer perdas aos trabalhadores.
Ao contrário do Itaú, o Sindicato, como entidade representativa dos bancários, tem o dever de informar e mobilizar os trabalhadores contra as ameaças aos seus direitos e à sua aposentadoria. Isso tem sido feito rotineiramente através dos canais de comunicação da entidade e também nas ruas, nas mobilizações junto a outras categorias e movimentos sociais por nenhum direito a menos, pelo fora Temer, e por eleições diretas para a Presidência, Câmara e Senado.
Reaja – O Sindicato convoca os trabalhadores a protestar contra as reformas, tanto a trabalhista como a da Previdência, que acabam com os direitos. Além de participar das mobilizações promovidas pelo movimento sindical, os bancários podem enviar mensagens aos deputados (bit.ly/DepSP) e senadores (bit.ly/SenadoBR) protestando contra a retirada de direitos.
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