Movimento sindical reivindica e garante importantes conquistas aos funcionários
Em reunião entre a COE do Bradesco (Comissão Organizativa dos Empregados) e representantes do banco, realizada na última semana, foram asseguradas duas importantes conquistas aos funcionários da instituição: possibilidade de migração de valores entre vale-refeição e vale-alimentação, além da licença-adoção tanto para casais héteros como também para homoafetivos.
Licença-adoção – O Bradesco informou que vai atender a reivindicação do movimento sindical e assegurar aos funcionários a licença-adoção, de igual período da licença-maternidade - que no caso dos bancários é ampliada para 180 dias, conforme Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria - tanto para casais héteros quanto para homoafetivos, incluída a estabilidade provisória no emprego até 60 dias após o término da licença.
Para casais héteros, a mãe terá direito ao período da licença-adoção e o pai, à licença-paternidade ampliada de 20 dias. Já no caso dos homoafetivos, apenas uma pessoa do casal terá direito à licença-adoção.
VA e VR – O Bradesco também atendeu a reivindicação dos bancários para que seja possível escolher quanto receber no vale-alimentação e no vale-refeição, realizando a migração de valores entre ambos.
Na reunião, o banco informou que está em desenvolvimento uma alteração no SAP - sistema interno para funcionários - para que seja permitada a escolha ao bancário, até o dia 10 de cada mês, de qual valor receberá em cada cartão no crédito seguinte, realizado no dia 30. O bancário poderá migrar qualquer valor que desejar entre os cartões. Segundo o banco, a migração de valores - que também é válida para a 13º cesta alimentação - estará disponível a partir da segunda semana de setembro.
Outras questões – Na reunião também foram abordadas outras questões de interesse dos bancários do Bradesco, como o parcelamento do adiantamento de férias, vale-cultura e demissões.
Sobre o parcelamento do adiantamento de férias em até dez vezes sem juros - antiga reivindicação do movimento sindical para que o trabalhador não fique desassistido no retorno ao trabalho - os representantes do banco informaram que neste momento não será possível atender a demanda.
Quanto ao vale-cultura, os integrantes da COE levaram ao conhecimento do banco o fato de que bancários estão queixando-se de que não conseguem utilizar os créditos que possuem no cartão, que consta como cancelado. Os representantes do Bradesco esclareceram que para usar os créditos antigos o bancário deve entrar em contato com a empresa Alelo e solicitar a reativação.
Por fim, a COE cobrou o fim das demissões no Bradesco. Nos últimos três meses do ano passado o banco fechou 1.129 postos de trabalho. Somente em São Paulo, Osasco e região, entre dezembro e janeiro, 533 empregos foram extintos.
Júlio César Trigo, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, comemora as conquistas e ressalta que são fruto da luta do movimento sindical.
"Em relação à licança-adoção, sempre valorizamos a diversidade e o respeito, e buscamos isso para os empregados do Bradesco. A liberdade de migrar valores entre o VR e o VA, que possibilita ao bancário escolher a melhor opção para sua rotina também foi uma conquista importantíssima. Continuamos, agora, cobrando do banco uma posição sobre o parcelamento e sobre o quadro de admissões do primeiro trimestre, pois não existe justificativa para um banco que lucrou mais de R$ 17 bilhões no ano passado continuar demitindo trabalhadores desta maneira."
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