Contraf-CUT protesta contra processo de verticalização na Caixa Econômica Federal
A Contraf-CUT por meio da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa), que assessora a Confederação nas negociações com o banco, encaminhou ofício à Caixa, nesta quarta-feira (15), cobrando esclarecimentos sobre o processo de verticalização colocado em prática pelo banco.
A Caixa mudou o modelo de segmentação dos clientes Pessoa Física, que agora estão agrupados em 4 carteiras. Três carteiras serão alvo prioritário de relacionamento e uma (chamada de "gente de valor") voltada para o "atendimento de varejo".
O processo de verticalização tem impactado diretamente os empregados, muitos que prestam atendimento social estão sendo direcionados para a prospecção de clientes de alta renda e para a venda de produtos, repetindo a estratégia das instituições privadas.
Dionísio Reis Siqueira, coordenador da CEE/Caixa, explica que na última mesa permanente de negociação a Caixa ficou de prestar maiores informações a respeito da verticalização, mas o tema não foi amplamente debatido e a direção da Caixa já vem implementando o processo.
“Cobramos esclarecimento em face aos protestos dos empregados quanto às alterações no plano de funções gratificadas, sem negociação prévia com os representantes dos trabalhadores. São mudanças prejudiciais à organização das unidades e ameaças de redução no número de funções. A medida também restringe o atendimento à população e segrega clientes por faixa financeira”, critica Dionísio.
A Contraf-CUT e a CEE/Caixa esperam que o banco preste esclarecimentos o mais breve possível, já que o processo de verticalização está em andamento.
"Essa situação vai afetar diretamente o atendimento e agravar ainda mais a sobrecarga de trabalho causada pela já crônica falta de empregados", critica o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antonio Júlio Gonçalves Neto.
Para Tony, trata-se de outro indício que reforça a trajetória de encolhimento do caráter social desenvolvido pelo maior banco 100% público do país, já que muitos empregados que hoje prestam atendimento à população estão sendo direcionados para a prospecção de clientes de alta renda e para a venda de produtos, repetindo a estratégia das instituições privadas.
"Essas medidas pretendem desmontar a função social da Caixa, que é justamente seu diferencial em relação aos bancos privados. Através de nossos representantes na Contraf-CUT e na CEE/Caixa, cobramos do banco um posicionamento imediato", reforça o dirigente.
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