Coletivo de Segurança debate PL 4238/12 e sua ameaça ao direito de greve dos bancários
O Coletivo de Segurança da Contraf-CUT se reuniu nesta segunda e terça-feira, na sede da Confederação, em São Paulo, para debater o planejamento estratégico de ações para o ano. O principal assunto debatido foi o projeto de lei, aprovado em dezembro pela Câmara dos Deputados, que pretende instituir o Estatuto de Segurança Privada. Este estatuto é uma ameaça ao direito de greve dos bancários.
“Apesar de tratar da obrigatoriedade de instalação de diversos novos itens de segurança nas agências bancárias, a exemplo dos biombos e portas giratórias, o projeto ataca frontalmente a liberdade do exercício dos direitos de greves do bancário, uma vez que pretende tornar o trabalho bancário em atividade essencial, o que impede a realização de paralisações”, explicou o Secretário de Políticas Sindicais da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga.
O Coletivo também tratou da realização de um seminário para aprofundar a temática da segurança bancária para a categoria.
O grupo ainda definiu que, em 2017, aumentará a atuação junto à Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), com a participação em dois grupos de trabalho: um sobre dispositivos de abertura remota das agências e outro sobre a guarda de armas nas agências.
Outro tema abordado durante os dois dias de reunião foi a elaboração de uma estratégia para expandir a discussão sobre segurança bancária para as federações e os sindicatos. Será elaborado nova pesquisa de ataques a bancos e a intenção é de criar uma dinâmica participativa na construção e na captação desses dados. “Necessitamos elaborar uma estatística junto com o Dieese confiável e constantemente atualizada dos ataques a bancos para fomentar nosso debate nas negociações com os banqueiros”, disse Valdir Machado, diretor da Fetec-SP
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