BB quer impor aumento de contribuição e funcionário arcar com déficit do Economus
Em reunião realizada na quinta-feira 2, convocada pela diretoria do Economus, a Contraf-CUT, representantes de entidades de aposentados e de associações de funcionários foram novamente informados sobre a situação delicada do fundo de pensão e apresentaram a necessidade de haver aporte – do banco e dos assistidos – para sanear as contas do Plano C. Sendo que a cobrança aos participantes já foi aprovada pela diretoria e conselhos Deliberativo e Fiscal, e pode começar em março.
O integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga, participou da reunião e critica a medida que está sendo imposta pelo Economus. Ele argumenta que, além de penalizar os participantes, poupa o Banco do Brasil de discutir a situação com seriedade.
João Fukunaga destaca que os trabalhadores ainda estão pagando um aporte cobrado pelo Economus em 2006. “Esse novo socorro gerará uma nova cobrança aos trabalhadores e ainda deixará em descoberto 40% do déficit. Uma medida tapa buraco, pois esse restante poderá ser cobrado no futuro dos assistidos”, explica o dirigente sindical. “Ou seja, se não houver mudança na composição das diretorias, assegurando que os funcionários tenham representantes eleitos na direção, para garantir uma gestão compartilhada – da forma como é na Previ e na Cassi – é possível que esses aportes não tenham fim.”
O dirigente sindical Ernesto Izumi, secretário de Formação da Contraf-CUT, registrou na reunião a preocupação com a ausência de executivos do Banco do Brasil, que é responsável pela sustentação financeira do Economus junto com os funcionários. “É lamentável a ausência de executivos do BB para ouvir as preocupações dos associados e responderem a questões dos bancários da ativa e aposentados. Os dados apresentados são preocupantes e o banco deveria ter aberto a discussão sobre o equacionamento com os associados antes de impor o processo. Não validamos um processo que já foi decidido e reivindicamos diálogo. O BB indica a diretoria do Economus e representantes nos conselhos e ainda tem o voto de minerva. O banco não pode se esconder”, ressaltou.
Na apresentação, a direção do Economus expôs os “percentuais de contribuição extra” que vão afetar bancários da ativa (2,04%), aposentados (3,2%) e outros grupos. Além desse percentual, o Economus pretende criar um “fundo previdencial e contribuições” com contribuição dos funcionários da ativa (4,19%), aposentados (1,98%) e pensionistas (4,19%). O BB também contribui com os mesmos percentuais.
O dirigente sindical destacou que o banco deveria arcar integralmente, primeiro porque o BB herdou as responsabilidades do BNC, segundo porque essa situação deveria ter sido identificada na aquisição do banco estadual e negociações deveriam ter sido realizadas desde então. “Se o banco não sabia do problema, precificou mal a aquisição, ou se sabia, calou-se desde 2009 e agora vem apresentar a conta e os associados não podem pagar”, disse Ernesto.
Durante a campanha de 2016 a Comissão de Empresa dos Funcionários cobrou mesa de negociação específica resposta sobre Economus ao Banco do Brasil. O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, por meio de seus representantes na Contraf-CUT, está averiguando medidas a serem tomadas para barrar mais essa cobrança dos assistidos e, para isso, vai continuar mobilizando sua base e cobrando também da direção do Economus a abertura da mesa temátiva.
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