09/01/2017
PDV pode aumentar adoecimento na Caixa
O que já é ruim, pode piorar muito. Os dados mais recentes sobre adoecimento de empregados da Caixa, do Anuário Estatístico da Previdência Social de 2014, apontam 681 afastamentos devido a transtornos mentais e outros 558 devido a distúrbios osteomusculares (LER/Dort), totalizando 1.239.
O dirigente sindical e conselheiro eleito do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (CRST) da cidade de São Paulo, Francisco Pugliesi, alerta: esse número de afastamentos tende a aumentar significativamente se realmente saírem 10 mil empregados por meio de um plano de demissão voluntária (PDV) – como almeja a direção da Caixa – sem a devida reposição.
“Essas são as doenças [LER/Dort] que mais acometem a categoria bancária e não por acaso: estão diretamente relacionadas à sobrecarga de trabalho que já é grande”, explica Chico. “E são casos que foram levados adiante pelos trabalhadores, mas sabemos que o número é bem maior que isso, pois, infelizmente, muitos prosseguem trabalhando mesmo doentes, por receio de se afastarem e perderem, por exemplo, a comissão. E olha que os números que temos de LER/Dort são de 2014, quando a Caixa tinha cerca de 100 mil trabalhadores e já cobrávamos mais contratações para reduzir a sobrecarga”, lembra.
De acordo com o último balanço divulgado pelo banco, no terceiro trimestre de 2016, a Caixa contava com pouco mais de 95 mil trabalhadores.
“Se houver essa saída que o banco quer, sem a devida reposição, teremos algo em torno de 85 mil trabalhadores no banco. Serão 15 mil bancários a menos em relação a 2014. Ou seja, será criado um ambiente propício para aumentar o assédio moral pela cobrança de metas, sobrecarga de trabalho e, consequentemente, muito mais bancários adoecendo”, analisa o dirigente.
“Estão tentando reduzir a Caixa ao máximo para privatizá-la e não podemos aceitar isso passivamente. Mais que nunca temos de ampliar a mobilização e isso começa pelo Dia Nacional de Luta que promoveremos em 12 de janeiro, aniversário de 156 anos da Caixa”, convoca.
O dirigente sindical e conselheiro eleito do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (CRST) da cidade de São Paulo, Francisco Pugliesi, alerta: esse número de afastamentos tende a aumentar significativamente se realmente saírem 10 mil empregados por meio de um plano de demissão voluntária (PDV) – como almeja a direção da Caixa – sem a devida reposição.
“Essas são as doenças [LER/Dort] que mais acometem a categoria bancária e não por acaso: estão diretamente relacionadas à sobrecarga de trabalho que já é grande”, explica Chico. “E são casos que foram levados adiante pelos trabalhadores, mas sabemos que o número é bem maior que isso, pois, infelizmente, muitos prosseguem trabalhando mesmo doentes, por receio de se afastarem e perderem, por exemplo, a comissão. E olha que os números que temos de LER/Dort são de 2014, quando a Caixa tinha cerca de 100 mil trabalhadores e já cobrávamos mais contratações para reduzir a sobrecarga”, lembra.
De acordo com o último balanço divulgado pelo banco, no terceiro trimestre de 2016, a Caixa contava com pouco mais de 95 mil trabalhadores.
“Se houver essa saída que o banco quer, sem a devida reposição, teremos algo em torno de 85 mil trabalhadores no banco. Serão 15 mil bancários a menos em relação a 2014. Ou seja, será criado um ambiente propício para aumentar o assédio moral pela cobrança de metas, sobrecarga de trabalho e, consequentemente, muito mais bancários adoecendo”, analisa o dirigente.
“Estão tentando reduzir a Caixa ao máximo para privatizá-la e não podemos aceitar isso passivamente. Mais que nunca temos de ampliar a mobilização e isso começa pelo Dia Nacional de Luta que promoveremos em 12 de janeiro, aniversário de 156 anos da Caixa”, convoca.
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