21/06/2016
Debate sobre promoção por mérito será retomado nesta terça-feira 21
Representantes dos empregados da Caixa Econômica Federal retomam, nesta terça-feira (21), as discussões sobre melhorias na promoção por mérito 2016, com reflexos em 2017. Na primeira reunião, em 28 de abril, não houve avanço porque o banco não apresentou os dados solicitados sobre a sistemática aplicada no ano passado. A reunião do GT paritário será das 14h30 às 18h, no edifício Matriz II, em Brasília (DF).
“As informações, solicitadas à Caixa em 16 de fevereiro, são necessárias para identificarmos possíveis distorções que geraram o alto índice de empregados sem promoção”, explica Genésio Cardoso, diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba e membro da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa). Segundo ele, o banco já passou parte dos dados requisitados, que serão avaliados no encontro desta terça-feira. “Vamos buscar aprimorar a sistemática. Queremos que os próximos critérios sejam divulgados o quanto antes, para que a categoria possa se programar”, acrescenta.
No ano passado, 91.928 de um universo de 97.462 trabalhadores do banco eram promovíveis, dos quais 63.520 (69,1%) receberam um delta este ano e 14.991 (16,3%) foram contemplados com dois deltas. Os que não alcançaram promoção chegaram a 13.417 empregados (14,6%).
Em 2015, houve a garantia de um delta com 40 pontos, 10 a menos que em 2014. Os critérios objetivos foram assim distribuídos: 20 pontos pela conclusão de 30 horas anuais de módulos da Universidade Caixa, cinco pontos pela participação no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e 15 pontos para a frequência medida pelo Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon). Também foram considerados critérios subjetivos, com a garantia de até 20 pontos. Houve ainda extra de 10 pontos para iniciativa de autodesenvolvimento.
A promoção por mérito é uma das mais relevantes conquistas dos trabalhadores do banco e resultado de um longo processo de negociação, lembra Fabiana Matheus, coordenadora da CEE/Caixa e diretora de Administração e Finanças da Fenae. “Ela foi restabelecida em 2008, depois de mais de 15 anos de sonegação desse direito. Ano após ano, na campanha salarial dos bancários, nossa mobilização tem sido decisiva para manter a conquista dos deltas”, diz.
A CEE/Caixa, que assessora a Contraf/CUT nas negociações com a Caixa, defende uma avaliação por múltiplas fontes, que permite ao trabalhador participar ativamente. Esse mecanismo é mais democrático, porque todas as análises possuem peso igual, o que leva a que os empregados avaliem a si próprios, aos colegas e aos gestores, ao mesmo tempo que são avaliados por eles.
Representantes dos empregados
Os representantes dos trabalhadores no GT paritário são Genésio Cardoso (Fetec/PR), Leonardo dos Santos Quadros (Fetec/SP), Gabriel Musso de Almeida Pinto (Feeb/SP-MS), Vanessa Sobreira Pereira (Seeb/DF), Wandeir Souza Severo (Fetec/Centro-Norte) e Túlio Roberto Nogueira (Seeb/CE).
“As informações, solicitadas à Caixa em 16 de fevereiro, são necessárias para identificarmos possíveis distorções que geraram o alto índice de empregados sem promoção”, explica Genésio Cardoso, diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba e membro da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa). Segundo ele, o banco já passou parte dos dados requisitados, que serão avaliados no encontro desta terça-feira. “Vamos buscar aprimorar a sistemática. Queremos que os próximos critérios sejam divulgados o quanto antes, para que a categoria possa se programar”, acrescenta.
No ano passado, 91.928 de um universo de 97.462 trabalhadores do banco eram promovíveis, dos quais 63.520 (69,1%) receberam um delta este ano e 14.991 (16,3%) foram contemplados com dois deltas. Os que não alcançaram promoção chegaram a 13.417 empregados (14,6%).
Em 2015, houve a garantia de um delta com 40 pontos, 10 a menos que em 2014. Os critérios objetivos foram assim distribuídos: 20 pontos pela conclusão de 30 horas anuais de módulos da Universidade Caixa, cinco pontos pela participação no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e 15 pontos para a frequência medida pelo Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon). Também foram considerados critérios subjetivos, com a garantia de até 20 pontos. Houve ainda extra de 10 pontos para iniciativa de autodesenvolvimento.
A promoção por mérito é uma das mais relevantes conquistas dos trabalhadores do banco e resultado de um longo processo de negociação, lembra Fabiana Matheus, coordenadora da CEE/Caixa e diretora de Administração e Finanças da Fenae. “Ela foi restabelecida em 2008, depois de mais de 15 anos de sonegação desse direito. Ano após ano, na campanha salarial dos bancários, nossa mobilização tem sido decisiva para manter a conquista dos deltas”, diz.
A CEE/Caixa, que assessora a Contraf/CUT nas negociações com a Caixa, defende uma avaliação por múltiplas fontes, que permite ao trabalhador participar ativamente. Esse mecanismo é mais democrático, porque todas as análises possuem peso igual, o que leva a que os empregados avaliem a si próprios, aos colegas e aos gestores, ao mesmo tempo que são avaliados por eles.
Representantes dos empregados
Os representantes dos trabalhadores no GT paritário são Genésio Cardoso (Fetec/PR), Leonardo dos Santos Quadros (Fetec/SP), Gabriel Musso de Almeida Pinto (Feeb/SP-MS), Vanessa Sobreira Pereira (Seeb/DF), Wandeir Souza Severo (Fetec/Centro-Norte) e Túlio Roberto Nogueira (Seeb/CE).
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