Fundos de pensão começam 2016 com melhor rentabilidade em cinco anos
Segundo a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), os fundos de pensão fechados no Brasil começaram 2016 com o cenário mais positivo em mais de cinco anos. A rentabilidade média do setor estimada no primeiro trimestre foi de 5,24%, o melhor desempenho para um intervalo de três meses desde o compreendido entre outubro e dezembro de 2010.
Na avaliação das entidades, se essa realidade se mantiver nos próximos meses, poderão ocorrer resultados acima da meta atuarial, o que não acontece desde 2013. De acordo com matéria publicada pela Reuters, a expectativa é de rentabilidade consolidada do começo do ano ainda maior, uma vez que a precificação de ações e papéis privados em suas carteiras acontece apenas no final do ano.
Na Funcef, exemplifica a reportagem, papéis da Vale, Invepar e Norte Energia representam cerca de um terço do portfólio da carteira principal. “A gente espera superar meta atuarial de 13%. A pressão nos passivos diminui um pouco”, explicou à Reuters o diretor de Investimento da Fundação, Maurício Marcelini. No principal fundo da Funcef, o retorno de ativos que respondem por cerca de 60 por cento do total, ficou ao redor de 4,5%, ante meta de 4,34%.
“Ainda é cedo para ter uma certeza, mas os números do primeiro trimestre indicam que o déficit no fundo de pensão dos empregados da Caixa é conjuntural, como temos defendido. Com a recuperação da economia, sobretudo da renda variável, será possível reverter os resultados dos últimos anos, evitando novos equacionamentos e até encerrando a contribuição extra que começou a ser paga”, diz o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.
A diretora de Administração e Finanças da Federação, Fabiana Matheus, também acredita na melhora do cenário. “É fundamental que o tema Funcef seja discutido com responsabilidade e transparência. Alguns grupos têm feito terrorismo em relação ao déficit, sobretudo em momentos de disputas eleitorais, prejudicando a imagem da entidade. A solução é de médio e longo prazo, e é importante que continuemos acompanhando tudo de perto”, frisa.
Fabiana Matheus acrescenta que a preservação do Fundo de Revisão de Benefícios é uma das prioridades. “O FRB, que só existe na Funcef, garante a distribuição de até 90% do excedente à meta atuarial entre participantes e assistidos, no REG/Replan Saldado e no Novo Plano. Ou seja, se vierem os resultados acima da meta, haverá aumento nos benefícios, ao invés de devolução de metade do montante para a Caixa. De forma irresponsável, diretores eleitos em 2014 e o relatório da CPI dos Fundos de Pensão culpam o instrumento pelo déficit”, afirma.
MAIS NOTÍCIAS
- Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
- Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!
- Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi
- Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi
- ELEIÇÕES SINDICAIS: Termo de encerramento do prazo de impugnação de canditaduras
- Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp
- Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus
- A nova realidade do endividamento brasileiro
- Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos