Contraf-CUT e Fenaban discutem projeto-piloto de segurança bancária em segunda reunião
Dando continuidade ao calendário de discussão da Mesa Temática da Comissão Bipartite de Segurança Bancária, a Contraf-CUT e a Fenaban discutiram, nesta quarta-feira (4), em São Paulo, sobre o projeto-piloto de segurança bancária. Na ocasião, ficou acordado que o projeto implementado nas cidades de Recife, Jaboatão e Olinda, denominado “Pacto de Recife” será renovado por mais dois anos, sendo ampliado para todas as agências, sem exceção, incluindo agências de shopping e as agências de negócios.
Segundo o secretário de Políticas Sindicais da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Gustavo Tabatinga, há um entendimento entre a Fenaban e o movimento sindical que o projeto-piloto de segurança bancária tem que ser ampliado para todo o Brasil. “A intenção é para mais duas praças, inicialmente. Além disso, para que o projeto seja implantado em novas praças tem que incluir mais itens de segurança. Esta proposta já foi levada anteriormente, pois a ideia é ampliar e agregar mais dispositivos de segurança”, explicou Gustavo. Porém, a Fenaban propôs que o mesmo projeto implantado no Recife seja levado para mais duas cidades, o que não foi aceitado pelo movimento sindical.
Segundo o secretário, atualmente no Brasil há várias leis municipais que tratam da segurança bancária, o movimento sindical posicionou-se contrário à proposta feita pela Fenaban, de dar segurança jurídica e defender alterações nas legislações municipais, para que estas ficassem similares aos projetos-pilotos de segurança a serem implementados em duas novas cidades. “Nós não concordamos em alterar lei para igualar ao projeto de teste, mas sim o contrário”.
Sequestro – Trabalhador não pode ser penalizado
Outro tema discutido na reunião foi que nos casos de sequestros de bancários ou seus familiares, o trabalhador não pode ser penalizado por normativas internas de bancos. Como foi o caso do sequestro do funcionário do Santander em Pernambuco recentemente, onde o bancário além de sofrer toda agressão psicológica e física também foi penalizado pelo banco com demissão por justa causa.
Este ponto foi abordado e esperamos que na próxima reunião, a Fenaban tenha sensibilidade para tratar deste assunto que já foi minuta na CCT de 2015.
A próxima reunião está prevista para o dia 18 de julho, onde a Fenaban trará retorno das propostas enviadas, além dos dados estatísticos do primeiro semestre de 2016.
MAIS NOTÍCIAS
- Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
- Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!
- Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi
- Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi
- ELEIÇÕES SINDICAIS: Termo de encerramento do prazo de impugnação de canditaduras
- Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp
- Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus
- A nova realidade do endividamento brasileiro
- Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos