10/03/2016
Quadrilha suspeita de assalto a banco em Ariranha é presa
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Catanduva localizou os suspeitos de terem assaltado o Bradesco de Ariranha no mês passado. Os três foram presos no final da tarde de ontem (8). Eles estariam, na ocasião, planejando outro assalto a banco. A informação é do Delegado da DIG, Hélvio Roberto Bolzani. A investigação contou com o apoio do Deinter-5.
O trio invadiu a unidade localizada no centro da cidade e, com uma arma, teria ameaçado e rendido clientes, funcionários e o segurança, que teve o revólver levado. Os assaltantes usavam pistolas semiautomáticas. A ação durou poucos minutos e na saída, além do dinheiro, eles também levaram equipamentos de gravação das imagens do circuito interno da agência.
A partir daí teve início a investigação. Os policiais da DIG contaram com o apoio do Deinter-5, por meio da UIP e dos policiais civis da 6ª Delegacia de Investigações Sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro do DEIC, do delegado Fábio Sandrim. O setor de inteligência da DIG identificou os três suspeitos de assaltarem o banco. Eles são de Capão Redondo, na capital paulista. A investigação de campo e interceptação telefônica foi pedida pelo Delegado da DIG de Catanduva.
Conforme o andamento das investigações, os policiais descobriram que o trio atuava da seguinte maneira: J.F.R.S, de 37 anos e procurado pela Justiça, seguia o comboio na frente, com um veículo, enquanto que os outros assaltantes, R.O.S, 20 anos, e V.L.S, 18 anos, seguiam atrás, com outros dois veículos - um deles seria roubado.
Os assaltantes teriam usado o veículo durante o roubo, abandonando-o na sequência. J.F.R.S teria retornado em um dos carros. Os outros dois voltaram logo após o crime com o outro carro, dividindo entre eles o dinheiro roubado. Segundo consta na investigação, os assaltantes optavam por roubo a banco em cidades pequenas do interior do Estado, “onde se encontra maior fragilidade na segurança das agências”, apontam os policiais.
Na manhã do dia 8 de março, após o monitoramento das conversas da quadrilha investigada, os policiais constataram que eles planejavam um assalto a um banco em Brasópolis (MG). Os investigadores se dividiram em equipes, seguindo V.L.S, que estaria em um Honda Civic, produto de roubo. J.F.R.S estava em um Pálio e R.O.S em um I30. Todos os veículos tinham placas de São Paulo.
O primeiro a ser preso foi R.O.S, que estava na Marginal do Tietê, nas proximidades da ponte da Vila Guilherme. Em seguida, os policiais prenderam V.L.S. Ele teria tentado fugir, mas acabou se envolvendo em um acidente de trânsito na rodovia BR-116, no Km 227, em Guarulhos.
O terceiro assaltante J.F.R.S foi preso com o Pálio quando passava por uma praça de pedágio em Mairiporã, na rodovia Fernão Dias.
Quarto integrante
Durante as investigações, com o monitoramento das conversas, os policiais acompanharam um quarto envolvido. E.S.S, de 25 anos, morador de Camanducaia (MG). Ele teria dito aos outros integrantes da quadrilha que já havia ido até a agência bancária, que era alvo da quadrilha e que estaria tudo certo para o crime. Ele também foi preso em uma casa localizada em uma chácara em Itapeva (MG).
E.S.S teria tentado fugir, mas foi preso com três pistolas semiautomáticas, um fuzil AR15, celulares e HTs, que seriam utilizados na ação criminosa. Ele foi levado até a delegacia de Itapeva, onde foi preso em flagrante. Os outros três assaltantes foram levados ao DEIC e apresentados ao delegado Fábio Sandrim, da 6ª Delegacia de Investigações Sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro. Eles foram presos e levados para a cadeia da capital.
Reconhecimento pessoal
E.S.S teria tentado fugir, mas foi preso com três pistolas semiautomáticas, um fuzil AR15, celulares e HTs, que seriam utilizados na ação criminosa. Ele foi levado até a delegacia de Itapeva, onde foi preso em flagrante. Os outros três assaltantes foram levados ao DEIC e apresentados ao delegado Fábio Sandrim, da 6ª Delegacia de Investigações Sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro. Eles foram presos e levados para a cadeia da capital.
Reconhecimento pessoal
Com as prisões, o delegado da DIG de Catanduva, Hélvio Roberto Bolzani, providenciará o reconhecimento pessoal dos suspeitos junto as vítimas e, ainda, o cruzamento das informações enviadas pelas operadoras Vivo, Tim, Claro e Oi com as resenhas apuradas na interceptação telefônica autorizada pela Justiça, com a finalidade de provar materialmente que teriam sido eles os responsáveis pelo roubo ao banco de Ariranha.
A polícia também investiga a participação da quadrilha em vários outros roubos a banco, inclusive um praticado em Camanducaia, em janeiro deste ano, e outros crimes praticados uma semana depois contra uma agência bancária de Pedra Bela (SP). De cada agência foram levados R$ 500 mil, dinheiro que inclui o roubo às vítimas.
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