23/02/2016
Pressão militar via Tropa de Elite "motiva" gerentes em reunião anual do Bradesco
O Bradesco, durante reunião anual de gerentes com o presidente do banco, encontrou uma forma “diferente” para motivar os trabalhadores. Em palestra, com formato de talk show, os entrevistados foram o ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro) Paulo Storani e Diógenes Lucca, um dos fundadores do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais da PM de São Paulo).
Acontece que a mensagem não agradou os bancários. Muitos relataram ao Sindicato que o conteúdo foi pesado e ofensivo. “Sob pretexto de que gerentes seriam a sua ´tropa de elite´, o Bradesco convocou os palestrantes. Como militares podem motivar uma equipe de gerentes? Qual a mensagem? A lógica de que quando o bancário não está satisfeito com as condições de trabalho, deve ´pedir pra sair`?”, questiona a dirigente sindical e bancária do Bradesco Erica de Oliveira.
“Todos com quem conversei disseram que o banco entregou uma ´granada sem pino´, que não poderiam deixar cair. Alusão a uma cena do filme Tropa de Elite. Os bancários do Bradesco, que construíram lucro recorde em 2015, segundo maior da história entre bancos no país, não merecem esse tratamento”, destaca.
Como se não bastasse a “granada sem pino”, um dos vice-presidentes do Bradesco exibiu trecho do filme O Regresso, no qual o protagonista, interpretado por Leonardo Di Caprio, luta com um urso. “A ideia foi igualmente mal recebida. Viram como uma forma de motivá-los a ficar sempre no ataque, mesmo submetidos às condições de trabalho mais adversas”.
Números de elite
O resultado do Bradesco em 2015 é algo “de cinema”. O banco fechou o ano com lucro de R$ 17,873 bilhões. Mesmo assim, cortou 2.659 vagas, encerrando 2015 com 92.861 empregados, 2.659 a menos que em 2014.
O lucro líquido por empregado subiu 19,7% e a receita de tarifas por funcionário 10,7%. Já o número de clientes por empregado subiu 5,1%, de 637 em 2014 para 670 em 2015. No mesmo período foram fechadas 152 agências, o que representa uma redução de 3,26%.
“Ou seja, o banco ganha cada vez mais com menos empregados. Se o Bradesco quer valorizar sua ´tropa de elite´, deveria melhorar salários, condições de trabalho e contar com mais bancários para diminuir a sobrecarga”, conclui a dirigente sindical.
Fonte: Seeb SP
Acontece que a mensagem não agradou os bancários. Muitos relataram ao Sindicato que o conteúdo foi pesado e ofensivo. “Sob pretexto de que gerentes seriam a sua ´tropa de elite´, o Bradesco convocou os palestrantes. Como militares podem motivar uma equipe de gerentes? Qual a mensagem? A lógica de que quando o bancário não está satisfeito com as condições de trabalho, deve ´pedir pra sair`?”, questiona a dirigente sindical e bancária do Bradesco Erica de Oliveira.
“Todos com quem conversei disseram que o banco entregou uma ´granada sem pino´, que não poderiam deixar cair. Alusão a uma cena do filme Tropa de Elite. Os bancários do Bradesco, que construíram lucro recorde em 2015, segundo maior da história entre bancos no país, não merecem esse tratamento”, destaca.
Como se não bastasse a “granada sem pino”, um dos vice-presidentes do Bradesco exibiu trecho do filme O Regresso, no qual o protagonista, interpretado por Leonardo Di Caprio, luta com um urso. “A ideia foi igualmente mal recebida. Viram como uma forma de motivá-los a ficar sempre no ataque, mesmo submetidos às condições de trabalho mais adversas”.
Números de elite
O resultado do Bradesco em 2015 é algo “de cinema”. O banco fechou o ano com lucro de R$ 17,873 bilhões. Mesmo assim, cortou 2.659 vagas, encerrando 2015 com 92.861 empregados, 2.659 a menos que em 2014.
O lucro líquido por empregado subiu 19,7% e a receita de tarifas por funcionário 10,7%. Já o número de clientes por empregado subiu 5,1%, de 637 em 2014 para 670 em 2015. No mesmo período foram fechadas 152 agências, o que representa uma redução de 3,26%.
“Ou seja, o banco ganha cada vez mais com menos empregados. Se o Bradesco quer valorizar sua ´tropa de elite´, deveria melhorar salários, condições de trabalho e contar com mais bancários para diminuir a sobrecarga”, conclui a dirigente sindical.
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