12/02/2016
Suspenso prazo de validade de concursos da Caixa, inclusive o de 2014
A juíza Roberta de Melo Carvalho, da 6ª Vara do Trabalho de Brasília, decidiu suspender o vencimento dos últimos concursos promovidos pela Caixa Federal. Assim, o prazo de validade foi estendido até o fim do julgamento de ação civil pública proposta pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) contra a direção do banco.
Por meio de liminar, a magistrada proibiu, ainda, a realização de concursos apenas para formação de cadastro reserva, determinando que a Caixa divulgue no edital a correta demanda de funcionários. No caso de realização de novos concursos durante o julgamento da ação, a Caixa deverá nomear prioritariamente aprovados anteriormente.
De acordo com o MPT, no último concurso da Caixa para o cargo de Técnico Bancário, realizado em 2014, mais de 28 mil pessoas foram aprovadas e não convocadas. “A realização de certame com a finalidade exclusiva de aprovar vagas para cadastro de reserva, deixando em espera milhares de candidatos e sem a indicação precisa do número de vagas no edital, aponta violação aos princípios aplicáveis à Administração Pública inscritos no artigo 37 da Constituição Federal”, afirmou Carlos Eduardo Brisolla, procurador do Trabalho responsável pelo caso.
Para Roberta de Melo Carvalho, os documentos apresentados pelo MPT demonstram com clareza “forte indício de falta de transparência na condução dos concursos públicos e ofensa aos princípios constitucionais que regem a administração pública”.
O Sindicato considera a decisão importante, pois cobra do banco a contratação de mais empregados, já que o número insuficiente tem causado sobrecarga de trabalho em agências e departamentos. A cláusula 50 do acordo aditivo, conquistada na Campanha Nacional Unificada de 2014, determina a contratação de 2 mil empregados. A expectativa era de que o quadro total chegasse a 103 mil.
No final de 2015, porém, uma portaria do Dest (Departamento de Coordenação e Governança das Estatais, subordinado ao Ministério do Planejamento) limitou o número de trabalhadores em empresas estatais federais. Para a Caixa, o teto ficou em 97.732 empregados.
Diante da situação, o movimento sindical aumentou a pressão sobre a direção do banco público, cobrando soluções tanto em mobilizações nas ruas quanto em negociações diretas com representantes do banco.
Por meio de liminar, a magistrada proibiu, ainda, a realização de concursos apenas para formação de cadastro reserva, determinando que a Caixa divulgue no edital a correta demanda de funcionários. No caso de realização de novos concursos durante o julgamento da ação, a Caixa deverá nomear prioritariamente aprovados anteriormente.
De acordo com o MPT, no último concurso da Caixa para o cargo de Técnico Bancário, realizado em 2014, mais de 28 mil pessoas foram aprovadas e não convocadas. “A realização de certame com a finalidade exclusiva de aprovar vagas para cadastro de reserva, deixando em espera milhares de candidatos e sem a indicação precisa do número de vagas no edital, aponta violação aos princípios aplicáveis à Administração Pública inscritos no artigo 37 da Constituição Federal”, afirmou Carlos Eduardo Brisolla, procurador do Trabalho responsável pelo caso.
Para Roberta de Melo Carvalho, os documentos apresentados pelo MPT demonstram com clareza “forte indício de falta de transparência na condução dos concursos públicos e ofensa aos princípios constitucionais que regem a administração pública”.
O Sindicato considera a decisão importante, pois cobra do banco a contratação de mais empregados, já que o número insuficiente tem causado sobrecarga de trabalho em agências e departamentos. A cláusula 50 do acordo aditivo, conquistada na Campanha Nacional Unificada de 2014, determina a contratação de 2 mil empregados. A expectativa era de que o quadro total chegasse a 103 mil.
No final de 2015, porém, uma portaria do Dest (Departamento de Coordenação e Governança das Estatais, subordinado ao Ministério do Planejamento) limitou o número de trabalhadores em empresas estatais federais. Para a Caixa, o teto ficou em 97.732 empregados.
Diante da situação, o movimento sindical aumentou a pressão sobre a direção do banco público, cobrando soluções tanto em mobilizações nas ruas quanto em negociações diretas com representantes do banco.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- CUT convoca mobilização nacional no dia 10 de agosto pelo fim da escala 6x1
- Financiários definem prioridades para a Campanha Nacional 2026
- Banco Central reduz Selic para 14% ao ano, mas juros seguem elevados e favorecendo apenas o mercado financeiro
- Santander tenta intimidar Previc na Justiça para se eximir de obrigações com o Banesprev
- Economus: Diálogo com conselheiros resulta em propostas de melhorias no processo de autorização para exames
- Conferência Nacional dos Financiários começa com debate sobre perfil da categoria, saúde e prioridades da Campanha Nacional 2026
- Mobilização ganha força nas agências e recado aos bancos é claro: a categoria exige valorização!
- BB perde a oportunidade de apresentar respostas às reivindicações dos trabalhadores
- Saúde Caixa: Banco apresenta proposta que chega a dobrar mensalidade
- Após pressão sindical, Itaú confirma vigilantes em todos os Espaços Itaú de Negócios até outubro
- Campanha Nacional: bancos se comprometem a apresentar proposta geral às reivindicações da categoria no dia 13
- Super Caixa precisa ser negociado e reconhecer o trabalho de todo o quadro de pessoal do banco
- CEBB cobra avanços para funcionários do Banco do Brasil em negociação nesta quarta-feira (5)
- Campanha Nacional Unificada das bancárias e dos bancários entra em fase decisiva
- Bancos lucram mais com digitalização, mas clientes e trabalhadores pagam a conta