Queda das contratações prejudicou mercado de trabalho em 2015
A Nota Técnica “Análise da dinâmica do emprego setorial de 2014 a 2015” divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na sexta-feira (15) aponta que a redução no número de contratações prejudicou o mercado de trabalho brasileiro ao longo de 2015. O estudo tem como base os dados da PNAD Contínua do IBGE do 4º trimestre de 2014 ao 3º trimestre de 2015.
O aumento do desemprego é o indicador com trajetória mais preocupante. “Os dados mostram que a taxa de desemprego no terceiro trimestre de 2015 alcançou 8,9%, ficando bem acima do verificado para o terceiro trimestre de 2014, quando registrou 6,8%”.
Segundo o estudo, o crescimento da taxa de desemprego no período não decorreu de grande redução dos postos de trabalho, mas do aumento da população em busca de trabalho frente a uma estagnação no número de vagas. O número de trabalhadores ocupados se manteve praticamente estável. Passou de 92,3 milhões no terceiro trimestre de 2014 para 92,1 milhões no terceiro trimestre de 2015.
Desligamentos
O maior número de desligamentos ocorreu nos setores do comércio, agropecuária e serviços domésticos. Juntos, estes três setores respondem por mais de 40% das demissões ocorridas no período. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que, no mesmo período, houve uma redução de 3.014 postos de trabalho no segmento de atividades de serviços financeiros. Ocorreram 72.873 admissões e 75.887 desligamentos.
Realizado com a intenção de observar a dinâmica de emprego entre os setores, o estudo também apontou o aumento da taxa de informalidade, que cresceu de 44,1% para 45,1%. “Embora menos intensa, essa tendência de aumento torna-se relevante por não ter sido registrada nos anos recentes, inclusive em 2014, quando o desemprego já mostrava os primeiros sinais de crescimento”.
Leia a íntegra da Nota Técnica do Ipea.
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