21/12/2015
Bancos cortam quase 2 mil vagas em novembro; contratados ganham menos
Os bancos seguem com a estratégia de obtenção de lucros promovendo cortes de postos de trabalho e com a rotatividade. É o que revela o cadastro Geral de Empregados e Desempregos (Caged), divulgado na sexta-feira 18.
De janeiro a novembro de 2015 as instituições financeiras extinguiram 8.247 vagas. Só em novembro foram 1.928 postos a menos. Dessas dispensas em novembro, 70% foram sem justa causa, o que evidencia a intensificação do processo de eliminação de empregos. Para efeito de comparação, em agosto esse percentual foi de 47%; em outubro 50%; e em julho, quando os bancos públicos promoveram programas de aposentadoria, apenas 22%.
E além de lucrar com menos funcionários, os bancos ainda ganham recontratando com salários mais baixos. O Caged revela que os admitidos em novembro ganham em média 64% do que os demitidos no mesmo mês. No acumulado do ano, os ganhos dos contratados representam 56% daquilo que recebiam os dispensados.
A discriminação de gênero também continua, embora tenha diminuído. O salário das mulheres admitidas entre janeiro e novembro de 2015 corresponde a 81% do que ganham os homens contratados no mesmo período. Entre os demitidos essa relação era de 76%. Se for levado em consideração apenas o mês de novembro, o salário das bancárias admitidas representa 76% do que recebem os bancários contratados. Já entre os dispensados, as mulheres recebiam 64% do que seus colegas que foram mandados embora.
E a quantidade de clientes vem aumentando, ao mesmo tempo em que o número de funcionários diminui, o que acentua o quadro de sobrecarga de trabalho, metas abusivas e assédio moral. Somados, os cinco maiores bancos possuíam em outubro deste ano 303 milhões de clientes ante 292 milhões no mesmo mês do ano passado. São 11 milhões de correntistas a mais em apenas um ano.
Todos esses índices explicam os resultados cada vez mais incríveis dos bancos. As cinco principais instituições financeiras que atuam no país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander) lucraram R$ 54,3 bilhões nos primeiros nove meses de 2015, aumento de 23,6% em relação ao mesmo período de 2014, quando ganharam R$ 45,2 bilhões.
De janeiro a novembro de 2015 as instituições financeiras extinguiram 8.247 vagas. Só em novembro foram 1.928 postos a menos. Dessas dispensas em novembro, 70% foram sem justa causa, o que evidencia a intensificação do processo de eliminação de empregos. Para efeito de comparação, em agosto esse percentual foi de 47%; em outubro 50%; e em julho, quando os bancos públicos promoveram programas de aposentadoria, apenas 22%.
E além de lucrar com menos funcionários, os bancos ainda ganham recontratando com salários mais baixos. O Caged revela que os admitidos em novembro ganham em média 64% do que os demitidos no mesmo mês. No acumulado do ano, os ganhos dos contratados representam 56% daquilo que recebiam os dispensados.
A discriminação de gênero também continua, embora tenha diminuído. O salário das mulheres admitidas entre janeiro e novembro de 2015 corresponde a 81% do que ganham os homens contratados no mesmo período. Entre os demitidos essa relação era de 76%. Se for levado em consideração apenas o mês de novembro, o salário das bancárias admitidas representa 76% do que recebem os bancários contratados. Já entre os dispensados, as mulheres recebiam 64% do que seus colegas que foram mandados embora.
E a quantidade de clientes vem aumentando, ao mesmo tempo em que o número de funcionários diminui, o que acentua o quadro de sobrecarga de trabalho, metas abusivas e assédio moral. Somados, os cinco maiores bancos possuíam em outubro deste ano 303 milhões de clientes ante 292 milhões no mesmo mês do ano passado. São 11 milhões de correntistas a mais em apenas um ano.
Todos esses índices explicam os resultados cada vez mais incríveis dos bancos. As cinco principais instituições financeiras que atuam no país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander) lucraram R$ 54,3 bilhões nos primeiros nove meses de 2015, aumento de 23,6% em relação ao mesmo período de 2014, quando ganharam R$ 45,2 bilhões.
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