23/10/2015
De braços cruzados, bancários cobram proposta

De braços cruzados. É assim que os bancários esperam a negociação desta sexta-feira 23. Agências de todo o país estão paradas no 18º dia de greve. E, sem avanços, o movimento grevista segue firme.
A expectativa de uma proposta decente de reajuste e melhores condições de trabalho, entre outras reivindicações da categoria, era grande durante toda a tarde de quinta-feira, data que a federação dos bancos agendou para continuar a negociar.
No entanto, o Comando Nacional dos Bancários, no final do dia, recebeu a notícia da Fenaban sobre o adiamento da rodada para a manhã desta sexta-feira. Enquanto isso, a mobilização continua.
Na base da FETEC-CUT/SP, são 1.858 locais paralisados, sendo 1.113 no interior. Em Catanduva, o número de agências paralisadas também cresce dia a dia: já são 86 unidades fechadas.
Desde que as negociações foram retomadas, na terça-feira 20, os bancos vêm insistindo em apresentar propostas de reajuste abaixo da inflação. Primeiro foram 7,5%, depois 8,75%: índices que não chegam sequer a repor a inflação de 9,88% (INPC).
Outros setores da economia como químicos e metalúrgicos, estão pagando aos seus trabalhadores reajuste que cobre a inflação.
Com data base em 1º de setembro, como os bancários, dezenas de empresas do ABC paulista – mesmo diante dos efeitos da queda na venda de automóveis e caminhões – ofereceram aos seus empregados a garantia do índice que repõe a inflação de 9,88%.
O setor químico de São Paulo propôs aos seus funcionários a correção dos salários pelo INPC do período de novembro de 2014 a outubro de 2015, que deverá girar em torno de 10%. A data base da categoria é 1º de novembro.
Públicos
Banco do Brasil e Caixa Federal mantêm a sinalizacão de retomar as negociação específicas tão logo encerrada a mesa com a Fenaban.
Redes sociais
No Facebook e Twitter os bancários continuam mostrando sua insatisfação. No microblog, muitos tuitam mensagens com a hashtag #exploraçãonãotemperdão, que é o tema da Campanha Nacional Unificada 2015. Nesta sexta, das 10h às 14h, trabalhadores voltam a manifestar indignação no Twitter para pressionar os banqueiros e mostrar sua indignação com a falta de proposta decente.
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