13/10/2015
Reajuste baixo = greve forte; lema motiva funcionários do Bradesco
“A greve está mais forte este ano do que nos anos anteriores. Também, oferecendo 5,5% de reajuste, o que os bancos esperavam? Que a gente ia ficar feliz e trabalhar com prazer?” O depoimento de uma bancária do Bradesco lotada na Nova Central traduz a indignação que tomou conta dos trabalhadores do setor financeiro por causa da proposta abaixo da inflação apresentada pela federação dos bancos (Fenaban).
Mas não só. Também reforça a disposição de luta, cada vez maior entre os bancários. Todos os funcionários abordados na sexta-feira 9, quarto dia da greve nacional, ressaltaram a sensação de que a paralisação deste ano está mais forte. “Até os chefes estão dizendo isso”, disse uma bancária. Seu colega completou de forma lacônica, mas expressiva. “5,5% não dá!”
“Os bancos empurraram a gente para a greve oferecendo esse índice absurdo”, afirmou outra funcionária, que também frisou o sentimento que domina o Câmbio, setor onde trabalha e que engloba cerca de 500 dos 650 bancários da concentração localizada no centro de São Paulo.
“A desmotivação ali é muito grande. É quase impossível conseguir uma promoção. Só quem é da panelinha sobe de cargo.”
A paralisação do centro administrativo gerou cenas curiosas, como a de uma bancária que tentou a qualquer custo entrar para trabalhar, o que gerou reprovação dos próprios colegas. “Como ela se sujeita a isso? Não entende que a greve é feita por todos?”, questionou uma trabalhadora.
Outra lembrou histórias de bancários que aceitaram situações absurdas impostas por seus gestores. “Tem bancário que espera o piquete acabar até quatro da tarde para trabalhar, outros entram de madrugada. Li na Folha Bancária que alguns chegaram a dormir no trabalho. Esse tipo de comportamento enfraquece a greve. A participação de todos é que vai forçar os bancos a negociarem.”
Para ela, a greve não deveria ser a solução. “Mas nunca vi banqueiro dar reajuste de livre e espontânea vontade. Só com muita pressão, muita força. 5,5% deixou os bancários revoltados. Como os bancos vão oferecer um reajuste desse com o tanto de lucro que eles ganharam e com mensalidade escolar, plano de saúde subindo 10%, 12%?”, questionou, enquanto aguardava em frente à Nova Central o desfecho da paralisação.
Mas não foi preciso esperar muito. Por volta das 10h30, percebendo que seria inútil resistir à greve, o gestor dispensou todos os funcionários. Nesta sexta-feira, nenhum dinheiro foi movimentado na Nova Central. O banco perdeu e o movimento dos trabalhadores triunfou.
Mas não só. Também reforça a disposição de luta, cada vez maior entre os bancários. Todos os funcionários abordados na sexta-feira 9, quarto dia da greve nacional, ressaltaram a sensação de que a paralisação deste ano está mais forte. “Até os chefes estão dizendo isso”, disse uma bancária. Seu colega completou de forma lacônica, mas expressiva. “5,5% não dá!”
“Os bancos empurraram a gente para a greve oferecendo esse índice absurdo”, afirmou outra funcionária, que também frisou o sentimento que domina o Câmbio, setor onde trabalha e que engloba cerca de 500 dos 650 bancários da concentração localizada no centro de São Paulo.
“A desmotivação ali é muito grande. É quase impossível conseguir uma promoção. Só quem é da panelinha sobe de cargo.”
A paralisação do centro administrativo gerou cenas curiosas, como a de uma bancária que tentou a qualquer custo entrar para trabalhar, o que gerou reprovação dos próprios colegas. “Como ela se sujeita a isso? Não entende que a greve é feita por todos?”, questionou uma trabalhadora.
Outra lembrou histórias de bancários que aceitaram situações absurdas impostas por seus gestores. “Tem bancário que espera o piquete acabar até quatro da tarde para trabalhar, outros entram de madrugada. Li na Folha Bancária que alguns chegaram a dormir no trabalho. Esse tipo de comportamento enfraquece a greve. A participação de todos é que vai forçar os bancos a negociarem.”
Para ela, a greve não deveria ser a solução. “Mas nunca vi banqueiro dar reajuste de livre e espontânea vontade. Só com muita pressão, muita força. 5,5% deixou os bancários revoltados. Como os bancos vão oferecer um reajuste desse com o tanto de lucro que eles ganharam e com mensalidade escolar, plano de saúde subindo 10%, 12%?”, questionou, enquanto aguardava em frente à Nova Central o desfecho da paralisação.
Mas não foi preciso esperar muito. Por volta das 10h30, percebendo que seria inútil resistir à greve, o gestor dispensou todos os funcionários. Nesta sexta-feira, nenhum dinheiro foi movimentado na Nova Central. O banco perdeu e o movimento dos trabalhadores triunfou.
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