30/09/2015
Cunha e Renan articulam, mas Dilma veta financiamento privado de campanhas
Como esperado, a presidenta Dilma Rousseff vetou o financiamento privado de campanhas eleitorais ao sancionar, nesta terça-feira (29), a minirreforma eleitoral. A decisão seguiu o julgamento do Supremo Tribunal Federal, encerrado no último dia 17, que considerou o financiamento privado inconstitucional por oito votos a três.
Segundo a assessoria do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-SP), o veto deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial da União desta terça-feira.
A imprensa em Brasília divulgou que os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estão articulando uma solução para driblar a decisão do Supremo. Renan estaria tentando uma forma de "acelerar" a votação da PEC da reforma política, aprovada em agosto, retomando o financiamento privado das campanhas.
Se isso ocorrer, mesmo sendo por meio de Proposta de Emenda à Constituição, a autorização da participação financeira de pessoas jurídicas no processo eleitoral terá de ser objeto de apreciação pelo STF novamente, por meio de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada por alguma entidade que tenha competência constitucional para isso, como partidos políticos, Conselho Federal da OAB, confederação sindical ou entidade de classe no âmbito nacional.
Segundo juristas, advogados e até ministros do STF, a decisão do Supremo contra o financiamento privado é definitiva e não pode ser revertida nem mesmo por uma PEC. "Ainda que o Senado venha a aprovar a PEC em tramitação naquela casa, ela vai ser considerada inconstitucional pelo Supremo. Porque o tribunal entendeu que (o financiamento de empresas) fere cláusulas pétreas. Se for aprovada, a PEC também cairá", disse, por exemplo, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente da seção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, após o julgamento, afirmou que "para o Supremo Tribunal Federal, essa questão está encerrada".
À RBA, o ministro Marco Aurélio Mello disse que "a decisão se aplica às eleições municipais de 2016" e que "a premissa" do tribunal foi "que o poder de eleger é do cidadão, não é de segmentos econômicos, porque, quem deve estar representado no Congresso e nas casas legislativas, nos executivos, é o povo, é o cidadão, é o eleitor".
Segundo a assessoria do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-SP), o veto deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial da União desta terça-feira.
A imprensa em Brasília divulgou que os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estão articulando uma solução para driblar a decisão do Supremo. Renan estaria tentando uma forma de "acelerar" a votação da PEC da reforma política, aprovada em agosto, retomando o financiamento privado das campanhas.
Se isso ocorrer, mesmo sendo por meio de Proposta de Emenda à Constituição, a autorização da participação financeira de pessoas jurídicas no processo eleitoral terá de ser objeto de apreciação pelo STF novamente, por meio de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada por alguma entidade que tenha competência constitucional para isso, como partidos políticos, Conselho Federal da OAB, confederação sindical ou entidade de classe no âmbito nacional.
Segundo juristas, advogados e até ministros do STF, a decisão do Supremo contra o financiamento privado é definitiva e não pode ser revertida nem mesmo por uma PEC. "Ainda que o Senado venha a aprovar a PEC em tramitação naquela casa, ela vai ser considerada inconstitucional pelo Supremo. Porque o tribunal entendeu que (o financiamento de empresas) fere cláusulas pétreas. Se for aprovada, a PEC também cairá", disse, por exemplo, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente da seção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, após o julgamento, afirmou que "para o Supremo Tribunal Federal, essa questão está encerrada".
À RBA, o ministro Marco Aurélio Mello disse que "a decisão se aplica às eleições municipais de 2016" e que "a premissa" do tribunal foi "que o poder de eleger é do cidadão, não é de segmentos econômicos, porque, quem deve estar representado no Congresso e nas casas legislativas, nos executivos, é o povo, é o cidadão, é o eleitor".
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Bradesco lucra R$ 13,861 bi no semestre, mas segue demitindo e fechando agências
- Itaú lucra alto no semestre, mas segue extinguindo empregos e fechando agências
- Banco Central reduz Selic para 14% ao ano, mas juros seguem elevados e favorecendo apenas o mercado financeiro
- Financiários definem prioridades para a Campanha Nacional 2026
- CUT convoca mobilização nacional no dia 10 de agosto pelo fim da escala 6x1
- Mobilização ganha força nas agências e recado aos bancos é claro: a categoria exige valorização!
- Santander tenta intimidar Previc na Justiça para se eximir de obrigações com o Banesprev
- Saúde Caixa: Banco apresenta proposta que chega a dobrar mensalidade
- Economus: Diálogo com conselheiros resulta em propostas de melhorias no processo de autorização para exames
- Conferência Nacional dos Financiários começa com debate sobre perfil da categoria, saúde e prioridades da Campanha Nacional 2026
- BB perde a oportunidade de apresentar respostas às reivindicações dos trabalhadores
- Super Caixa precisa ser negociado e reconhecer o trabalho de todo o quadro de pessoal do banco
- Após pressão sindical, Itaú confirma vigilantes em todos os Espaços Itaú de Negócios até outubro
- CEBB cobra avanços para funcionários do Banco do Brasil em negociação nesta quarta-feira (5)
- Campanha Nacional Unificada das bancárias e dos bancários entra em fase decisiva