29/09/2015
Três agências são paralisadas no ‘Dia de Luta’






Mobilização. É o que ecoa por todo o país nesta terça-feira (29) como recado aos banqueiros. Contra a proposta da federação dos bancos, a Fenaban, três agências de Catanduva foram paralisadas pelo Sindicato dos Bancários. A ação faz parte do Dia Nacional de Luta dos bancários pela Campanha Nacional Unificada 2015.
Os dirigentes sindicais chegaram logo pela manhã às três unidades, onde afixaram faixas e cartazes nas fachadas anunciando a paralisação. Depois, organizaram reuniões com os bancários e passaram a orientar os clientes. A atividade teve a participação do presidente da Fetec-CUT/SP, Luiz César de Freitas, o Alemão.
“É um dia de luta para mostrar nossa indignação com a proposta desrespeitosa apresentada pelos bancos. Estamos ao lado dos bancários, de bancos públicos e privados, que sofrem cotidianamente com a pressão por metas abusivas e com o assédio moral”, ressalta o presidente Paulo Franco, que liderou o manifesto.
Na assembleia marcada para quinta-feira (1º), na sede do Sindicato, com início as 20 horas, será debatida a proposta da Fenaban à minuta de reivindicações dos bancários, bem como a de paralisação das atividades em todo o país, por prazo indeterminado, a partir de 6 de outubro.
Quem parou
Em Catanduva, foram paralisadas por uma hora as agências centrais dos bancos Santander, Itaú Unibanco e do Bradesco. Vários dirigentes sindicais mobilizaram-se neste Dia de Luta, envolvendo bancários, trabalhadores terceirizados e população.
Desrespeito
Em negociação no dia 25, em vez de aumento para salários, vales e PLR, os banqueiros ofereceram perda de 4%. No lugar de ganho real, um abono de R$ 2.500 que nem tem esse valor, já que sobre ele incide imposto de renda e INSS. E é pago uma vez só, ou seja, não tem efeito no FGTS, na aposentadoria e no 13º salário.
“Essa proposta, a pior dos últimos anos, é um total desrespeito à categoria. E o desrespeito não é só com os bancários, mas com toda a sociedade, já que o setor vai levar os trabalhadores a uma paralisação nacional, mesmo com os bancos em pleno ganho”, diz Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando Nacional.
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