14/09/2015
CUT São Paulo faz lançamento unificado das campanhas salariais no dia 15
A CUT São Paulo promoverá ato público no próximo dia 15 (terça-feira) para lançamento unificado das campanhas salariais do 2º semestre e para a posse da nova direção da entidade. Com o mote “Em defesa da democracia, do emprego e do salário”, a atividade será na Av. Paulista nº 1313 (em frente à Fiesp), com concentração a partir das 9h, na capital paulista.
Na ocasião, a Central também lança um manifesto no qual repudia os ataques aos direitos da classe trabalhadora e a tentativa, patrocinada pelos conservadores, de desestabilizar a democracia (veja a íntegra no final do texto).
Entre as principais categorias com data-base no 2º semestre estão aeronautas e aeroviários; bancários; comerciários; construção civil (setor de cerâmica e mármore); médicos e psicólogos; metalúrgicos, petroleiros e químicos; trabalhadores (as) na indústria de alimentação.
A atividade também terá a participação de outras categorias que, apesar da data-base no 1º semestre, ainda não concluíram as negociações com os patrões, como é o caso do setor público. Na capital paulista, os servidores municipais e de autarquias ainda lutam pelo atendimento da pauta de reivindicações de 2014.
Mais de 1.814.805 trabalhadores/as de todo o País têm data-base no 2º semestre, considerando a base dos sindicatos filiados à CUT, sendo: metalúrgicos (602 mil), bancários (410 mil), químicos (327.823, incluindo no cálculo os 81.213 petroleiros da FUP), enfermeiros (120 mil), aeronautas (55 mil), aeroviários (18 mil), comerciários (194.437), serviços (37.545), médicos e psicólogos (só de SP - 50 mil).
O objetivo da mobilização, explica Douglas Izzo, presidente da CUT/SP, é demonstrar, tanto aos patrões quanto para os governos, que a classe trabalhadora não aceita pagar a conta pela crise e que a Central está empenhada na organização dos trabalhadores (as) para garantir as melhores negociações nas campanhas salariais.
O recado também é ao Congresso Nacional e às forças conservadoras. “Estamos atentos e não vamos aceitar nenhum tipo de retrocesso, seja em relação à retirada de direitos, sejam as tentativas de ataque à democracia. Não vamos aceitar nenhum tipo de ataque que represente retrocesso e que fira o Estado democrático de direito”, ressalta Douglas. Em relação aos direitos trabalhistas, o dirigente pontua, principalmente, o embate contra o Projeto de Lei da Câmara nº 30, que libera as terceirizações na atividade-fim e atualmente tramita no Senado.
Douglas afirma que, com a posse da nova direção estadual cutista, que se realizará durante o ato público, a proposta é mostrar à população, simbolicamente, que a Central continuará nas ruas nesse mandato. Ainda, que a CUT/SP debaterá sua proposta de projeto popular para mudar São Paulo, slogan que norteou as discussões do último Congresso da entidade, realizado no final de agosto.
“De um lado, representa essa mobilização junto ao povo. Do outro, é apresentar a pauta sobre o que queremos para o nosso estado, que é o mais importante da federação, mas que, ao longo dos últimos anos, deixou de atender a população trabalhadora em vários projetos e serviços prestados pelo governo estadual”, conclui.
MANIFESTO
EM DEFESA DA DEMOCRACIA DO EMPREGO E DO SALÁRIO
As entidades sindicais filiadas à CUT, em campanha salarial no segundo semestre de 2015, manifestam seu repúdio à sucessão de ataques contra os direitos da classe trabalhadora e às instituições da República. Em defesa dos/as trabalhadores/as, da democracia e contra o golpe patrocinado pela direita, mobilizaremos nossas bases, ocuparemos praças e ruas e, se for necessário, faremos uma greve geral que paralisará o país.
Na campanha salarial unificada das categorias com data-base no segundo semestre, faremos a defesa intransigente do emprego, do salário e dos direitos. Vamos questionar e lutar contra a atual política econômica recessiva, que gera um cenário adverso à negociação coletiva e provoca desemprego, arrocho salarial e precarização das relações de trabalho. Vamos exigir que a Operação Lava Jato investigue todos os corruptos, mas não contribua com a paralisação da economia nem o desemprego em massa.
Nenhum direito a menos! Somos contrários ao projeto (PLC 30/2015 do Senado) que amplia a terceirização para a atividade-fim das empresas. Exigimos o reconhecimento do direito de negociação coletiva e o direito de greve dos servidores públicos. Direito se amplia, não é diminuído. Da mesma forma, somos solidários aos trabalhadores/as das estatais a quem estão sendo impostas perdas salariais.
A CUT defende uma investigação profunda, transparente e democrática de todas as denúncias de corrupção, sem prejuízo ao processo de desenvolvimento econômico e social iniciado em 2003.
Somos a favor da luta contra a corrupção, mas não podemos aceitar que esse combate seja usado como pretexto para quebrar a economia e o país, privatizar e desmembrar a Petrobras, judicializar a política e enfraquecer as instituições com o objetivo de acobertar um golpe contra o governo legitimamente eleito.
Defendemos a democracia porque é ela que assegura a liberdade que precisamos para fazer a negociação coletiva com os patrões e o governo, livres de qualquer ameaça de criminalização e de judicialização da ação sindical.
EM DEFESA DO EMPREGO E DO SALÁRIO
EM DEFESA DA DEMOCRACIA
CONTRA A ATUAL POLÍTICA ECONÔMICA
CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS E CONTRA O PLC30/2015
EM DEFESA DA PETROBRÁS
PELO DIREITO DE GREVE E DE NEGOCIAÇÃO COLETIVA DOS SERVIDORES PÚBLICOS
Na ocasião, a Central também lança um manifesto no qual repudia os ataques aos direitos da classe trabalhadora e a tentativa, patrocinada pelos conservadores, de desestabilizar a democracia (veja a íntegra no final do texto).
Entre as principais categorias com data-base no 2º semestre estão aeronautas e aeroviários; bancários; comerciários; construção civil (setor de cerâmica e mármore); médicos e psicólogos; metalúrgicos, petroleiros e químicos; trabalhadores (as) na indústria de alimentação.
A atividade também terá a participação de outras categorias que, apesar da data-base no 1º semestre, ainda não concluíram as negociações com os patrões, como é o caso do setor público. Na capital paulista, os servidores municipais e de autarquias ainda lutam pelo atendimento da pauta de reivindicações de 2014.
Mais de 1.814.805 trabalhadores/as de todo o País têm data-base no 2º semestre, considerando a base dos sindicatos filiados à CUT, sendo: metalúrgicos (602 mil), bancários (410 mil), químicos (327.823, incluindo no cálculo os 81.213 petroleiros da FUP), enfermeiros (120 mil), aeronautas (55 mil), aeroviários (18 mil), comerciários (194.437), serviços (37.545), médicos e psicólogos (só de SP - 50 mil).
O objetivo da mobilização, explica Douglas Izzo, presidente da CUT/SP, é demonstrar, tanto aos patrões quanto para os governos, que a classe trabalhadora não aceita pagar a conta pela crise e que a Central está empenhada na organização dos trabalhadores (as) para garantir as melhores negociações nas campanhas salariais.
O recado também é ao Congresso Nacional e às forças conservadoras. “Estamos atentos e não vamos aceitar nenhum tipo de retrocesso, seja em relação à retirada de direitos, sejam as tentativas de ataque à democracia. Não vamos aceitar nenhum tipo de ataque que represente retrocesso e que fira o Estado democrático de direito”, ressalta Douglas. Em relação aos direitos trabalhistas, o dirigente pontua, principalmente, o embate contra o Projeto de Lei da Câmara nº 30, que libera as terceirizações na atividade-fim e atualmente tramita no Senado.
Douglas afirma que, com a posse da nova direção estadual cutista, que se realizará durante o ato público, a proposta é mostrar à população, simbolicamente, que a Central continuará nas ruas nesse mandato. Ainda, que a CUT/SP debaterá sua proposta de projeto popular para mudar São Paulo, slogan que norteou as discussões do último Congresso da entidade, realizado no final de agosto.
“De um lado, representa essa mobilização junto ao povo. Do outro, é apresentar a pauta sobre o que queremos para o nosso estado, que é o mais importante da federação, mas que, ao longo dos últimos anos, deixou de atender a população trabalhadora em vários projetos e serviços prestados pelo governo estadual”, conclui.
MANIFESTO
EM DEFESA DA DEMOCRACIA DO EMPREGO E DO SALÁRIO
As entidades sindicais filiadas à CUT, em campanha salarial no segundo semestre de 2015, manifestam seu repúdio à sucessão de ataques contra os direitos da classe trabalhadora e às instituições da República. Em defesa dos/as trabalhadores/as, da democracia e contra o golpe patrocinado pela direita, mobilizaremos nossas bases, ocuparemos praças e ruas e, se for necessário, faremos uma greve geral que paralisará o país.
Na campanha salarial unificada das categorias com data-base no segundo semestre, faremos a defesa intransigente do emprego, do salário e dos direitos. Vamos questionar e lutar contra a atual política econômica recessiva, que gera um cenário adverso à negociação coletiva e provoca desemprego, arrocho salarial e precarização das relações de trabalho. Vamos exigir que a Operação Lava Jato investigue todos os corruptos, mas não contribua com a paralisação da economia nem o desemprego em massa.
Nenhum direito a menos! Somos contrários ao projeto (PLC 30/2015 do Senado) que amplia a terceirização para a atividade-fim das empresas. Exigimos o reconhecimento do direito de negociação coletiva e o direito de greve dos servidores públicos. Direito se amplia, não é diminuído. Da mesma forma, somos solidários aos trabalhadores/as das estatais a quem estão sendo impostas perdas salariais.
A CUT defende uma investigação profunda, transparente e democrática de todas as denúncias de corrupção, sem prejuízo ao processo de desenvolvimento econômico e social iniciado em 2003.
Somos a favor da luta contra a corrupção, mas não podemos aceitar que esse combate seja usado como pretexto para quebrar a economia e o país, privatizar e desmembrar a Petrobras, judicializar a política e enfraquecer as instituições com o objetivo de acobertar um golpe contra o governo legitimamente eleito.
Defendemos a democracia porque é ela que assegura a liberdade que precisamos para fazer a negociação coletiva com os patrões e o governo, livres de qualquer ameaça de criminalização e de judicialização da ação sindical.
EM DEFESA DO EMPREGO E DO SALÁRIO
EM DEFESA DA DEMOCRACIA
CONTRA A ATUAL POLÍTICA ECONÔMICA
CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS E CONTRA O PLC30/2015
EM DEFESA DA PETROBRÁS
PELO DIREITO DE GREVE E DE NEGOCIAÇÃO COLETIVA DOS SERVIDORES PÚBLICOS
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