17/08/2015
Ato em frente ao Instituto Lula celebra democracia e pede fim da intolerância
O ato organizado pela CUT e movimentos sociais, em frente ao Instituto Lula, em defesa da democracia, confirmou que os ares golpistas estão ficando para trás. Enquanto a direita via cair o número de manifestantes que pediam o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) nas capitais do País, na entidade que leva o nome do ex-presidente petista os gritos de "não vai ter golpe" mostravam a força de uma militância que se mostra disposta na defesa de um governo eleito democraticamente.
Antes das 14h, horário marcado para o início do ato, neste domingo (16), a frente do Instituto Lula já estava tomada por manifestantes vestidos de vermelho. Aos gritos de "O Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo", lembravam o atentado terrorista sofrido pela entidade no último dia 30 de julho, ainda sem qualquer tipo de resolução por parte da polícia.
Festejado pelos manifestantes, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, esteve no ato e pediu mais tolerância. "É esse clima que queremos para o País, as pessoas festejando a democracia. O Brasil precisa de entendimento nacional. Com esse terceiro turno que não acaba nunca, o Brasil não consegue crescer. Vamos virar essa página, gente. Acabar com esse negócio de golpe. As eleições são em 2018, vamos esperar as eleições e cada um vota em quem quiser", disse.
Com bateria e cantos, o ato seguiu em clima de festa por toda a tarde. O programa de domingo foi diferente para a família da metalúrgica de Diadema, Fátima Ferreira, que foi ao ato com o companheiro e a filha ao ato. "Temos que nos preocupar com o futuro do país, e é legal a família inteira vir aqui ouvir o que estão dizendo sobre esse momento complicado. Eu, particularmente, acho que a democracia é muito importante e não podemos derrubar a presidenta que foi eleita, tem que esperar as eleições", explicou a trabalhadora.
Paralelo ao ato, ocorreu a terceira "Jornada pela Democracia", uma roda de debates organizada pelo jornalista Camilo Vanucchi. "Somos um pedaço dessa manifestação aqui. Estamos aqui para debater e discutir o futuro do Brasil, ninguém aqui é bobo, sabemos o que está acontecendo. Ninguém acha legal esse ajuste, mas podemos disputar o governo sem ter que trocar o governo. É um contraponto ao ódio e à essa onda golpista", afirmou.
Perseguição e ameaça de morte
Vagner, mais uma vez, explicou suas declarações da última quinta-feira (13), durante o encontro de Dilma com os movimentos sociais. "Forçaram a barra com isso. Foi uma força de expressão. Nossas armas são a democracia, as paralisações, greve, diálogo, unidade dos trabalhadores. Jogaram uma bomba no Instituto Lula e parece que não aconteceu nada. Pinçaram uma frase minha e fizeram um carnaval, não tem cabimento isso. Estou sofrendo ameaças", denunciou.
O presidente da CUT explicou que nas redes sociais ele e sua família estão sendo ameaçados. "Uma série de perseguições, ou até mesmo pessoalmente, com tentativa de agressões. Eu acho lamentável, é a cara da intolerância. Ameaçaram minha mulher, minhas crianças. Disseram que vão me matar e matar minha família", lamentou Vagner, diz.
Antes das 14h, horário marcado para o início do ato, neste domingo (16), a frente do Instituto Lula já estava tomada por manifestantes vestidos de vermelho. Aos gritos de "O Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo", lembravam o atentado terrorista sofrido pela entidade no último dia 30 de julho, ainda sem qualquer tipo de resolução por parte da polícia.
Festejado pelos manifestantes, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, esteve no ato e pediu mais tolerância. "É esse clima que queremos para o País, as pessoas festejando a democracia. O Brasil precisa de entendimento nacional. Com esse terceiro turno que não acaba nunca, o Brasil não consegue crescer. Vamos virar essa página, gente. Acabar com esse negócio de golpe. As eleições são em 2018, vamos esperar as eleições e cada um vota em quem quiser", disse.
Com bateria e cantos, o ato seguiu em clima de festa por toda a tarde. O programa de domingo foi diferente para a família da metalúrgica de Diadema, Fátima Ferreira, que foi ao ato com o companheiro e a filha ao ato. "Temos que nos preocupar com o futuro do país, e é legal a família inteira vir aqui ouvir o que estão dizendo sobre esse momento complicado. Eu, particularmente, acho que a democracia é muito importante e não podemos derrubar a presidenta que foi eleita, tem que esperar as eleições", explicou a trabalhadora.
Paralelo ao ato, ocorreu a terceira "Jornada pela Democracia", uma roda de debates organizada pelo jornalista Camilo Vanucchi. "Somos um pedaço dessa manifestação aqui. Estamos aqui para debater e discutir o futuro do Brasil, ninguém aqui é bobo, sabemos o que está acontecendo. Ninguém acha legal esse ajuste, mas podemos disputar o governo sem ter que trocar o governo. É um contraponto ao ódio e à essa onda golpista", afirmou.
Perseguição e ameaça de morte
Vagner, mais uma vez, explicou suas declarações da última quinta-feira (13), durante o encontro de Dilma com os movimentos sociais. "Forçaram a barra com isso. Foi uma força de expressão. Nossas armas são a democracia, as paralisações, greve, diálogo, unidade dos trabalhadores. Jogaram uma bomba no Instituto Lula e parece que não aconteceu nada. Pinçaram uma frase minha e fizeram um carnaval, não tem cabimento isso. Estou sofrendo ameaças", denunciou.
O presidente da CUT explicou que nas redes sociais ele e sua família estão sendo ameaçados. "Uma série de perseguições, ou até mesmo pessoalmente, com tentativa de agressões. Eu acho lamentável, é a cara da intolerância. Ameaçaram minha mulher, minhas crianças. Disseram que vão me matar e matar minha família", lamentou Vagner, diz.
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