27/07/2015
Bancários do Estado de São Paulo definem prioridades para a Campanha Nacional 2015
Os bancários do estado de São Paulo definiram suas prioridades para a Campanha Nacional Unificada 2015. A conferência estadual, realizada neste sábado 25, votou as reivindicações a serem levadas ao debate na conferência nacional, que ocorre entre sexta 31 e domingo 2. Da conferência estadual saiu a pauta final para ser entregue à federação dos bancos (Fenaban) no mês de agosto. A data base é 1º de setembro.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva marcou presença, com participação do presidente Paulo Franco e vários diretores. “Foi uma rica oportunidade para apontarmos as demandas determinantes e as ações necessárias para seguir na luta por direitos e pela ampliação das conquistas da categoria”, sintetiza Paulo Franco.
Segundo ele, o debate também possibilita que sejam encontrados novos meios para que o movimento sindical torne a Campanha Nacional cada vez melhor – e mais forte.
Entre as prioridades apontadas pela categoria no estado estão o índice de 15,2% (reajuste com inflação estimada mais aumento real de 5%), combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais empregos e fim das demissões nos bancos privados. Também definiram o piso com base no salário mínimo do Dieese (R$ 3.299,66) e a PLR de três salários mais R$ 7.196,84 de parcela fixa adicional. E décimo quarto salário.
“No primeiro semestre deste ano foram fechados 2.795 postos de trabalho nos bancos, de acordo com dados do Caged (Ministério do Trabalho). Mesmo com as empresas tendo queda nos seus rendimentos, os bancos continuam lucrando bilhões de reais a cada mês. É fundamental que seja garantido algum instrumento na CCT para conter as demissões. Na consulta feita a categoria, mais da metade dos bancários apontaram como prioridade o fim das demissões, das terceirizações e mais contratações “, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
O lucro líquido dos cinco maiores bancos atuantes no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Federal, Bradesco, Itaú e Santander), nos três primeiros meses do ano, atingiu a marca de R$ 16,3 bilhões, com crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os principais itens dos balanços comprovam o sólido desempenho do setor. As receitas com prestação de serviços e tarifas, por exemplo, cresceram 12% atingindo o valor de R$ 27 bilhões.
O dia teve também debates sobre a conjuntura política e econômica do país, com a participação de Emir Sader, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Uerj).
Os presidentes da CUT, Vagner Freitas, Contraf-CUT, Roberto Antonio von der Osten, e da Fetec-CUT/SP, organizadora da conferência, Luiz César de Freitas, também estiveram presentes. Participaram 331 delegados eleitos em assembleias regionais.
Consulta
Durante a conferência foram apresentados os resultados das consultas realizadas nos sindicatos filiados à Fetec-CUT/SP. A pesquisa foi feita por 13 sindicatos, com um total de 17.849 questionários.
Somente na base do Sindicato, mais de onze mil bancários responderam a pesquisa. Nas cláusulas econômicas, as maiores reivindicações foram por aumento real acima da inflação (81% das respostas), PLR maior (90%), além do fim das demissões, das terceirizações e mais contratações (com mais de 50% das respostas). Entre as cláusulas sociais, vale-alimentação e refeição maiores foram apontados por 74%.
Além das prioridades para as cláusulas econômicas e sociais, a consulta apontou como a atual política dos bancos compromete a saúde dos empregados: 80% responderam que usam medicamento controlado. Outros temas também foram abordados, como o fim da terceirização: 85% apoiam a greve geral contra a terceirização e 65% querem a democratização dos meios de comunicação.
Moções
A 17ª Conferência Estadual da Fetec-CUT/SP aprovou, por unanimidade, as seguintes moções:
- Repúdio aos ataques de cunho sexista à presidenta Dilma;
- Repúdio ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, pela condução arbitrária e autoritária de temas relevantes e polêmicos para a nação, como o PL das terceirizações, reforma política e diminuição da maioridade penal.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva marcou presença, com participação do presidente Paulo Franco e vários diretores. “Foi uma rica oportunidade para apontarmos as demandas determinantes e as ações necessárias para seguir na luta por direitos e pela ampliação das conquistas da categoria”, sintetiza Paulo Franco.
Segundo ele, o debate também possibilita que sejam encontrados novos meios para que o movimento sindical torne a Campanha Nacional cada vez melhor – e mais forte.
Entre as prioridades apontadas pela categoria no estado estão o índice de 15,2% (reajuste com inflação estimada mais aumento real de 5%), combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais empregos e fim das demissões nos bancos privados. Também definiram o piso com base no salário mínimo do Dieese (R$ 3.299,66) e a PLR de três salários mais R$ 7.196,84 de parcela fixa adicional. E décimo quarto salário.
“No primeiro semestre deste ano foram fechados 2.795 postos de trabalho nos bancos, de acordo com dados do Caged (Ministério do Trabalho). Mesmo com as empresas tendo queda nos seus rendimentos, os bancos continuam lucrando bilhões de reais a cada mês. É fundamental que seja garantido algum instrumento na CCT para conter as demissões. Na consulta feita a categoria, mais da metade dos bancários apontaram como prioridade o fim das demissões, das terceirizações e mais contratações “, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
O lucro líquido dos cinco maiores bancos atuantes no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Federal, Bradesco, Itaú e Santander), nos três primeiros meses do ano, atingiu a marca de R$ 16,3 bilhões, com crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os principais itens dos balanços comprovam o sólido desempenho do setor. As receitas com prestação de serviços e tarifas, por exemplo, cresceram 12% atingindo o valor de R$ 27 bilhões.
O dia teve também debates sobre a conjuntura política e econômica do país, com a participação de Emir Sader, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Uerj).
Os presidentes da CUT, Vagner Freitas, Contraf-CUT, Roberto Antonio von der Osten, e da Fetec-CUT/SP, organizadora da conferência, Luiz César de Freitas, também estiveram presentes. Participaram 331 delegados eleitos em assembleias regionais.
Consulta
Durante a conferência foram apresentados os resultados das consultas realizadas nos sindicatos filiados à Fetec-CUT/SP. A pesquisa foi feita por 13 sindicatos, com um total de 17.849 questionários.
Somente na base do Sindicato, mais de onze mil bancários responderam a pesquisa. Nas cláusulas econômicas, as maiores reivindicações foram por aumento real acima da inflação (81% das respostas), PLR maior (90%), além do fim das demissões, das terceirizações e mais contratações (com mais de 50% das respostas). Entre as cláusulas sociais, vale-alimentação e refeição maiores foram apontados por 74%.
Além das prioridades para as cláusulas econômicas e sociais, a consulta apontou como a atual política dos bancos compromete a saúde dos empregados: 80% responderam que usam medicamento controlado. Outros temas também foram abordados, como o fim da terceirização: 85% apoiam a greve geral contra a terceirização e 65% querem a democratização dos meios de comunicação.
Moções
A 17ª Conferência Estadual da Fetec-CUT/SP aprovou, por unanimidade, as seguintes moções:
- Repúdio aos ataques de cunho sexista à presidenta Dilma;
- Repúdio ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, pela condução arbitrária e autoritária de temas relevantes e polêmicos para a nação, como o PL das terceirizações, reforma política e diminuição da maioridade penal.
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