24/07/2015
Bancários de São Paulo deixam claro aos bancos: chega de exploração!
Emprego, respeito e remuneração decente. As respostas dos 11.925 bancários de São Paulo, Osasco e região à consulta feita pelo Sindicato deixam claro: os trabalhadores querem ser valorizados e os bancos precisam parar de espremer seus empregados até consumi-los totalmente e dispensá-los depois. O primeiro semestre deste ano já soma extinção de 2.795 postos de trabalho nas instituições financeiras, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Os funcionários estão sendo "trocados" por outros com rendimento inferior - a diferença da remuneração é de 58% entre demitidos e contratados.
"Os trabalhadores estão cansados dessa exploração, da sobrecarga de trabalho. Isso surgiu na consulta e está nas denúncias recorrentes que chegam até nós. Querem ter seus empregos e sua rotina respeitados, querem poder pensar no futuro com tranquilidade e estão dispostos a lutar por isso", afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.
Além do fim das demissões, das terceirizações e mais contratações (com mais de 50% das respostas), os bancários querem PLR maior (90%), aumento real (81%), 14º salário (43%), valores mais altos para os vales refeição e alimentação (74%). A maioria (73%) indica que o índice de reajuste a ser reivindicado para salários e verbas seja de até 15%.
"Somando-se à importância das reivindicações como o fim das metas abusivas (59%) e do combate ao assédio moral (57%), fica evidente o quanto os trabalhadores estão insatisfeitos com a maneira como são tratados pelos bancos. Justamente o setor cujo cenário econômico continua sendo dos melhores", ressalta a dirigente.
Emprego é prioridade
No primeiro trimestre de 2015 somente os cinco maiores (Itaú, Bradesco, BB, Santander e Caixa) ganharam R$ 16,3 bilhões, montante 21,8% maior que no mesmo período de 2014.
"Faz parte da natureza econômica da empresa ganhar dinheiro. O problema é que os bancos distribuem muito mal todo esse lucro, desempregam, tentam rebaixar salários e cumprem mal sua função social", critica Juvandia.
"É nesse cenário que começa nossa Campanha Nacional Unificada 2015. Temos assembleia nesta quinta para eleição de delegados que vão à conferência estadual no sábado 25 e à nacional no outro fim de semana. Não vai ser fácil. Os bancos vão vir com o chororô de sempre e nossa resposta terá de ser na mobilização", reforça.
"Para eles não tem crise e o mínimo que podem fazer é parar com essas demissões absurdas, contratar mais trabalhadores pagando salários justos e melhorar a relação com a sociedade brasileira, ampliando o crédito produtivo e oferecendo atendimento melhor. É isso que vamos cobrar e você é parte fundamental dessa luta."
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Lucro do Banco do Brasil despenca 53,5% no 1º trimestre de 2026
- Comando Nacional irá à mesa com Fenaban para exigir ambiente de trabalho saudável
- COE Bradesco debate renovação do Supera para 2026 e garante avanço para gestantes
- Fechamento de agências e sobrecarga de trabalho dominam reunião entre COE Santander e direção do banco
- Pela Vida das Mulheres, a Luta é de todos: CUT lança campanha permanente de combate ao feminicídio
- Após cobrança, reunião sobre a Cassi é marcada para essa quinta-feira (14)
- 13 de Maio reforça luta antirracista e mobiliza categoria bancária para a Campanha Nacional
- Dieese realiza jornada de debates nacionais pelo fim da 6x1: confira locais e datas
- Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!
- Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil
- Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi