21/07/2015
Caixa usa de autoritarismo ao recusar atender reivindicação de valorizar empregados de TI
A compatibilização do papel social com a atuação comercial da Caixa passa por um quadro de empregados devidamente remunerado e qualificado. De costas para esse objetivo, e em resposta ao ofício da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa-Contraf/CUT), a Superintendência Nacional de Relacionamento e Benefícios e a Diretoria Executiva de Gestão de Pessoas indicaram que a Caixa não pretende cumprir o compromisso assumido no fechamento da campanha salarial do ano passado no que diz respeito à valorização dos empregados da área de Tecnologia da Informação.
O documento enviado pela Caixa também deixa claro a recusa em apresentar uma proposta para a política de retenção de talentos do setor. De maneira genérica, a empresa alega que “várias ações vêm sendo adotadas ao longo dos anos, a fim de propiciar maior atração e retenção de empregados, como a possibilidade de aproveitamento de experiência externa, criação de funções gratificadas específicas, além de ações de desenvolvimento e capacitação”.
No entanto, na avaliação do Movimento Nacional dos Empregados da Caixa, os argumentos apresentados pela empresa para não valorizar os trabalhadores de Tecnologia de Informação mostram o flagrante descompasso entre o que vem acontecendo, de fato. No setor, para dizer o mínimo, ainda persistem discriminações e injustiças remanescentes da política de recursos humanos do período em que o banco estava sendo desmontado para a privatização.
Segundo a coordenadora da CEE/Caixa-Contraf/CUT, Fabiana Matheus, entre as empresas de economia mista e estatais que operam no país, a Caixa é a que tem a pior remuneração de ingresso na TI. “A mobilização dos empregados precisa ser intensificada, para que esse quadro seja modificado em prol não apenas do setor, mas de todos os empregados do banco. É preciso unir forças para continuar cobrando da Caixa, que, mais uma vez, desrespeita um compromisso firmado”, destaca.
Fabiana Matheus, que também é diretora de Administração e Finanças da Fenae, acrescenta que o que está ocorrendo é um recuo da empresa. “No ano passado, a Caixa criou expectativa ao sinalizar que havia uma proposta. Tanto que houve uma reunião com a categoria convocada pelo próprio vice-presidente de TI do banco, Joaquim Lima. É lamentável que esteja havendo esse recuo da Caixa. Não há razão para ignorar a reivindicação. Essas pessoas trabalham arduamente e precisam ser reconhecidas e valorizadas”, diz.
Na condição de especialista de TI da Caixa, Renato Shalders, que também é diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, afirma que o ofício-resposta do banco aumenta o clima de inquietação entre a categoria. “Todo dia a Caixa perde profissionais para outros bancos e outras empresas, sobretudo porque a situação da área de Tecnologia de Informação não está alinhada com o dia a dia do mercado de trabalho no país”, observa. Ele acrescenta: “Ninguém no banco tem menos que pós-graduação, e não dá para um profissional dessa qualidade ganhar salário defasado indefinidamente”.
Wandeir Souza Severo, secretário de Finanças do Seeb/DF, denuncia que a Caixa “enrola” os empregados da TI há anos. “Essa falta de resposta confirma o desrespeito da diretoria da empresa para com esse segmento”, conclui. Wandeir, apesar de liberado para exercer mandato sindical, é também empregado da área de Tecnologia da Informação.
Histórico
Na campanha salarial de 2014, e durante a primeira reunião da mesa de negociação permanente após a greve da categoria bancária, realizada em 30 de outubro, a empresa se comprometeu, em ata, a apresentar no primeiro semestre deste ano uma proposta para a política de retenção de talentos do setor. O prazo terminou no último dia 30 de junho. Na última negociação permanente, no fim de maio, foi informado pelo banco que estudo está sendo elaborado. No entanto, ele não foi apresentado e tão pouco está sendo debatido com os empregados e seus representantes.
No ano passado, os empregados se mobilizaram de forma intensa. Em 3 de setembro, dirigentes de entidades representativas e a deputada federal Erika Kokay (PT/DF) participaram de reunião convocada por Joaquim Lima, vice-presidente de Tecnologia de Informação. Mesmo assim, os trabalhadores também se vestiram de preto, organizaram abaixo-assinado e realizaram várias reuniões. No dia 7 de outubro de 2014, como parte do processo para pressionar o banco a valorizar os empregados de TI, foi realizado um ato em frente ao edifício Matriz I.
O documento enviado pela Caixa também deixa claro a recusa em apresentar uma proposta para a política de retenção de talentos do setor. De maneira genérica, a empresa alega que “várias ações vêm sendo adotadas ao longo dos anos, a fim de propiciar maior atração e retenção de empregados, como a possibilidade de aproveitamento de experiência externa, criação de funções gratificadas específicas, além de ações de desenvolvimento e capacitação”.
No entanto, na avaliação do Movimento Nacional dos Empregados da Caixa, os argumentos apresentados pela empresa para não valorizar os trabalhadores de Tecnologia de Informação mostram o flagrante descompasso entre o que vem acontecendo, de fato. No setor, para dizer o mínimo, ainda persistem discriminações e injustiças remanescentes da política de recursos humanos do período em que o banco estava sendo desmontado para a privatização.
Segundo a coordenadora da CEE/Caixa-Contraf/CUT, Fabiana Matheus, entre as empresas de economia mista e estatais que operam no país, a Caixa é a que tem a pior remuneração de ingresso na TI. “A mobilização dos empregados precisa ser intensificada, para que esse quadro seja modificado em prol não apenas do setor, mas de todos os empregados do banco. É preciso unir forças para continuar cobrando da Caixa, que, mais uma vez, desrespeita um compromisso firmado”, destaca.
Fabiana Matheus, que também é diretora de Administração e Finanças da Fenae, acrescenta que o que está ocorrendo é um recuo da empresa. “No ano passado, a Caixa criou expectativa ao sinalizar que havia uma proposta. Tanto que houve uma reunião com a categoria convocada pelo próprio vice-presidente de TI do banco, Joaquim Lima. É lamentável que esteja havendo esse recuo da Caixa. Não há razão para ignorar a reivindicação. Essas pessoas trabalham arduamente e precisam ser reconhecidas e valorizadas”, diz.
Na condição de especialista de TI da Caixa, Renato Shalders, que também é diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, afirma que o ofício-resposta do banco aumenta o clima de inquietação entre a categoria. “Todo dia a Caixa perde profissionais para outros bancos e outras empresas, sobretudo porque a situação da área de Tecnologia de Informação não está alinhada com o dia a dia do mercado de trabalho no país”, observa. Ele acrescenta: “Ninguém no banco tem menos que pós-graduação, e não dá para um profissional dessa qualidade ganhar salário defasado indefinidamente”.
Wandeir Souza Severo, secretário de Finanças do Seeb/DF, denuncia que a Caixa “enrola” os empregados da TI há anos. “Essa falta de resposta confirma o desrespeito da diretoria da empresa para com esse segmento”, conclui. Wandeir, apesar de liberado para exercer mandato sindical, é também empregado da área de Tecnologia da Informação.
Histórico
Na campanha salarial de 2014, e durante a primeira reunião da mesa de negociação permanente após a greve da categoria bancária, realizada em 30 de outubro, a empresa se comprometeu, em ata, a apresentar no primeiro semestre deste ano uma proposta para a política de retenção de talentos do setor. O prazo terminou no último dia 30 de junho. Na última negociação permanente, no fim de maio, foi informado pelo banco que estudo está sendo elaborado. No entanto, ele não foi apresentado e tão pouco está sendo debatido com os empregados e seus representantes.
No ano passado, os empregados se mobilizaram de forma intensa. Em 3 de setembro, dirigentes de entidades representativas e a deputada federal Erika Kokay (PT/DF) participaram de reunião convocada por Joaquim Lima, vice-presidente de Tecnologia de Informação. Mesmo assim, os trabalhadores também se vestiram de preto, organizaram abaixo-assinado e realizaram várias reuniões. No dia 7 de outubro de 2014, como parte do processo para pressionar o banco a valorizar os empregados de TI, foi realizado um ato em frente ao edifício Matriz I.
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