20/07/2015
Bancos não se movem para dar igualdade de oportunidades
Terminou sem avanços a reunião entre a federação dos bancos (Fenaban) e os representantes dos trabalhadores para discutir o tema igualdade de oportunidades na última quarta-feira 15. Um dos pontos importantes e ainda sem progresso é a divulgação das informações referentes ao plano de cargos, carreiras e salários (PCCS) das instituições financeiras, antiga reivindicação do movimento sindical.
O movimento sindical novamente cobrou os dados brutos do censo sobre a categoria bancária e o recorte de gênero da mulher de pele preta, que despareceu da última edição. A porcentagem de pretos e pardos aumentou de 18% em 2008 – ano do primeiro censo da categoria bancária – para 24% em 2014, quando foi elaborada a segunda edição. Entretanto, o número de pessoas de pele preta representa apenas 2,3% destes 24%.
Esse dado ainda não detalha separação de gênero, o que impossibilita quantificar as mulheres negras trabalhando nos bancos. No censo de 2008 tivemos o recorte na contração de mulheres negras. Números que não nos foram entregues no último censo. Fenaban respondeu que irá verificar essa possibilidade.
Outra cobrança feita pelos dirigentes é o do não cumprimento do papel social dos bancos, já que o último Censo mostrou que o sistema financeiro contrata apenas 3,6% de trabalhadores com deficiência, descumprindo a cota de 5% estipulada pelo artigo 93 da Lei 8213.
Com o resultado da pesquisa em mãos desde março, os bancos já deveriam ter elaborado propostas para diminuir discrepâncias dentro do ambiente de trabalho. “As ações não vêm sendo feitas pelos bancos para mudar a realidade de desigualdade do sistema financeiro. As oportunidades devem ser oferecidas, independente de raça, gênero, orientação sexual e deficiência”, destaca Crislaine Bertazzi, diretora de Políticas Sociais da Fetec-CUT/SP.
Assédio sexual
Com relação a proposta de combate e prevenção ao assédio sexual, a Fenaban indica que as denúncias devem ser feitas pelo canal mantido pelas entidades sindicais. Na reunião, cartilha com propostas para o combate ao assédio sexual elaborada pela Contraf-CUT foi apresentada à federação dos bancos, que solicitou prazo maior para avaliar a possibilidade de criação de um grupo de trabalho formado por representantes das instituições financeiras e dos trabalhadores a fim de discutir o tema.
“A mesa temática é uma conquista dos trabalhadores e é lamentável que a Fenaban não aceite nossa proposta de aprofundarmos com debates os temas. Fica claro que temos concepções diferentes, o que dificulta conseguirmos uma política de reparação coletiva das distorções que temos na categoria”, afirma a dirigente.
Essa é a última reunião da mesa antes da Campanha Nacional 2015. Novo calendário de reuniões será marcado após o término da campanha.
O movimento sindical novamente cobrou os dados brutos do censo sobre a categoria bancária e o recorte de gênero da mulher de pele preta, que despareceu da última edição. A porcentagem de pretos e pardos aumentou de 18% em 2008 – ano do primeiro censo da categoria bancária – para 24% em 2014, quando foi elaborada a segunda edição. Entretanto, o número de pessoas de pele preta representa apenas 2,3% destes 24%.
Esse dado ainda não detalha separação de gênero, o que impossibilita quantificar as mulheres negras trabalhando nos bancos. No censo de 2008 tivemos o recorte na contração de mulheres negras. Números que não nos foram entregues no último censo. Fenaban respondeu que irá verificar essa possibilidade.
Outra cobrança feita pelos dirigentes é o do não cumprimento do papel social dos bancos, já que o último Censo mostrou que o sistema financeiro contrata apenas 3,6% de trabalhadores com deficiência, descumprindo a cota de 5% estipulada pelo artigo 93 da Lei 8213.
Com o resultado da pesquisa em mãos desde março, os bancos já deveriam ter elaborado propostas para diminuir discrepâncias dentro do ambiente de trabalho. “As ações não vêm sendo feitas pelos bancos para mudar a realidade de desigualdade do sistema financeiro. As oportunidades devem ser oferecidas, independente de raça, gênero, orientação sexual e deficiência”, destaca Crislaine Bertazzi, diretora de Políticas Sociais da Fetec-CUT/SP.
Assédio sexual
Com relação a proposta de combate e prevenção ao assédio sexual, a Fenaban indica que as denúncias devem ser feitas pelo canal mantido pelas entidades sindicais. Na reunião, cartilha com propostas para o combate ao assédio sexual elaborada pela Contraf-CUT foi apresentada à federação dos bancos, que solicitou prazo maior para avaliar a possibilidade de criação de um grupo de trabalho formado por representantes das instituições financeiras e dos trabalhadores a fim de discutir o tema.
“A mesa temática é uma conquista dos trabalhadores e é lamentável que a Fenaban não aceite nossa proposta de aprofundarmos com debates os temas. Fica claro que temos concepções diferentes, o que dificulta conseguirmos uma política de reparação coletiva das distorções que temos na categoria”, afirma a dirigente.
Essa é a última reunião da mesa antes da Campanha Nacional 2015. Novo calendário de reuniões será marcado após o término da campanha.
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