27/05/2015
Presidente da Contraf-CUT diz que a ditadura "quer voltar ao País"
O presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, disse na noite desta terça-feira (26), durante o ato político de abertura do Encontro Nacional dos Funcionários de Bancos Privados, na Quadra dos Bancários de São Paulo, que a categoria irá, com unidade e mobilização, "derrotar os banqueiros e as elites". O primeiro dia do encontro já resultou em propostas efetivas a serem encaminhadas aos patrões, ressaltou Roberto, como no caso da discussão do plano de saúde dos funcionários do banco Itaú.
"Amanhã (dia 28) já será entregue documento ao banco recusando proposta apresentada para a categoria".
Roberto lembrou que, há 30 anos, em pleno período da ditadura militar, iniciava-se o processo de mobilização dos bancários que resultou na criação da Contraf-CUT.
"Agora (2015), é o ano em que a ditadura pretende voltar para o Brasil. E lembro aqui, neste palco que faz parte da nossa história, de encontro em 1989 em que via a presença de João Vaccari Neto, nosso companheiro. Ele estava aqui e agora não está porque é um preso político no País. Está preso por suposição de um juiz de que tenha cometido um crime", criticou. Para o presidente da Contraf-CUT, existe uma hoje uma ditadura "imposta por uma elite que quer nos destruir".
A vice-presidenta da Contraf-CUT e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, ressaltou a importância de receber os participantes do Encontro dos Bancos Privados na Quadra dos Bancários, palco, ao longo dos anos, de acontecimentos marcantes da esquerda no País.
"Partidos de esquerda e centrais sindicais fizeram aqui seus congressos. É um palco para os trabalhadores de todas as categorias. Companheiros do MST acamparam aqui e também grupos da agricultura familiar. O espaço esteve aberto para os companheiros professores e os presidentes Lula e Dilma receberam aqui os moradores de rua e catadores de papel", lembrou.
Juvandia conclamou os bancários a lutarem contra o projeto de terceirização e em defesa do emprego, num momento em que se discute, por exemplo, a venda do banco HSBC. "O sistema financeiro se concentra cada vez mais e vira um cartel", observou.
Encontro
A Executiva da Contraf-CUT e as coordenações das Comissões de Organização dos Empregados dos bancos Itaú, HSBC, Bradesco e Santander participaram do ato de abertura. Após o ato, houve uma confraternização.
Nesta quarta-feira (27), continuam os debates. Funcionários do Itaú participam de discussões no Hotel Braston Martins Fontes; os do HSBC no Braston Augusta; os do Bradesco no Hotel San Raphael; e os do Santander no Hotel Boulevard São Luis.
Fonte: Contraf-CUT
"Amanhã (dia 28) já será entregue documento ao banco recusando proposta apresentada para a categoria".
Roberto lembrou que, há 30 anos, em pleno período da ditadura militar, iniciava-se o processo de mobilização dos bancários que resultou na criação da Contraf-CUT.
"Agora (2015), é o ano em que a ditadura pretende voltar para o Brasil. E lembro aqui, neste palco que faz parte da nossa história, de encontro em 1989 em que via a presença de João Vaccari Neto, nosso companheiro. Ele estava aqui e agora não está porque é um preso político no País. Está preso por suposição de um juiz de que tenha cometido um crime", criticou. Para o presidente da Contraf-CUT, existe uma hoje uma ditadura "imposta por uma elite que quer nos destruir".
A vice-presidenta da Contraf-CUT e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, ressaltou a importância de receber os participantes do Encontro dos Bancos Privados na Quadra dos Bancários, palco, ao longo dos anos, de acontecimentos marcantes da esquerda no País.
"Partidos de esquerda e centrais sindicais fizeram aqui seus congressos. É um palco para os trabalhadores de todas as categorias. Companheiros do MST acamparam aqui e também grupos da agricultura familiar. O espaço esteve aberto para os companheiros professores e os presidentes Lula e Dilma receberam aqui os moradores de rua e catadores de papel", lembrou.
Juvandia conclamou os bancários a lutarem contra o projeto de terceirização e em defesa do emprego, num momento em que se discute, por exemplo, a venda do banco HSBC. "O sistema financeiro se concentra cada vez mais e vira um cartel", observou.
Encontro
A Executiva da Contraf-CUT e as coordenações das Comissões de Organização dos Empregados dos bancos Itaú, HSBC, Bradesco e Santander participaram do ato de abertura. Após o ato, houve uma confraternização.
Nesta quarta-feira (27), continuam os debates. Funcionários do Itaú participam de discussões no Hotel Braston Martins Fontes; os do HSBC no Braston Augusta; os do Bradesco no Hotel San Raphael; e os do Santander no Hotel Boulevard São Luis.
Fonte: Contraf-CUT
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