06/03/2015
Contraf e CNTV alertam PF para insegurança em agências de negócios
A Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) apresentaram novos dados para a Polícia Federal sobre a falta de segurança em agências de negócios, durante a 104ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), ocorrida nesta quarta-feira (4), nas dependências da Polícia Federal (PF), em Brasília.
O Sindicato dos Bancários de Brasília entregou para a coordenadora da CCASP, delegada Silvana Vieira Borges, um envelope de fotos de agências de negócios do Itaú, "comprovando o trabalho de bancários junto aos caixas eletrônicos das unidades, onde ocorre movimentação de numerário, em ambiente totalmente inseguro e desprotegido", afirma Conceição Costa, diretora da Fetec Centro Norte.
"Há imagens mostrando claramente funcionários do banco que auxiliam os vigilantes no abastecimento das máquinas e no manuseio dos envelopes com depósitos de clientes", explica Raimundo Dantas, diretor do Sindicato.
As duas confederações entregaram também para a delegada a Pesquisa Nacional de Mortes em Assaltos envolvendo Bancos de 2014, que apontou 66 assassinatos. As principais vítimas foram clientes, vigilantes e policiais, sendo que as ocorrências que mais tiraram vidas foram o crime da "saidinha de banco", assaltos a correspondentes, transporte de valores e assaltos a agências.
> Clique aqui para ver os gráficos e tabelas da pesquisa.
"Esses dados são alarmantes e confirmam que há insegurança no atendimento e prestação de serviços bancários e que medidas urgentes precisam ser tomadas pelas autoridades, pois os bancos têm ignorado essas mortes, uma vez que os números crescem e, apesar dos lucros bilionários, nada têm sido feito para mudar essa triste realidade", destaca Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.
Investigação
A delegada recebeu o material e disse que será examinado pela Polícia Federal. No dia 19 de novembro do ano passado, a Contraf-CUT já havia protocolado um ofício, denunciando "com enorme preocupação, que o Itaú, o Bradesco e o Santander estão implantando, sem qualquer discussão com o movimento sindical, um novo modelo de agências 'de negócios', onde trabalham bancários, funcionam caixas eletrônicos, mas não existem vigilantes nem portas de segurança e outros equipamentos de segurança".
> Clique aqui para ler o ofício da Contraf-CUT.
Desde então, a Polícia Federal já solicitou informações para a Contraf-CUT e que foram respondidas. O problema também foi discutido com delegados nos estados, sendo que vários sindicatos formalizaram denúncias junto às Delegacias de Controle de Segurança Privada (Delesp).
Já existem várias decisões judiciais que obrigam o Itaú a manter vigilantes e instalar a porta giratória de segurança nas agências de negócios.
Lei nº 7.102/83 precisa ser respeitada
Para a Contraf-CUT, esse modelo vulnerável de agências descumpre frontalmente a lei federal nº 7.102/83, na medida em que há movimentação de numerário em função da existência de caixas eletrônicos, onde ocorrem operações de abastecimento e saques em dinheiro, além de depósitos em envelopes.
"Os bancários que trabalham nessas unidades não possuem segurança e se encontram expostos a riscos de assaltos, como já aconteceu no Paraná", alerta o documento da Contraf-CUT.
"Queremos que os bancos apresentem planos de segurança à Polícia Federal para essas agências de negócios, de acordo com o que determina a lei nº 7.102/83, bem como respeitem as leis municipais existentes sobre segurança. Abrir unidades inseguras é brincar com a vida de trabalhadores e clientes", conclui Ademir
Fonte: Contraf-CUT
O Sindicato dos Bancários de Brasília entregou para a coordenadora da CCASP, delegada Silvana Vieira Borges, um envelope de fotos de agências de negócios do Itaú, "comprovando o trabalho de bancários junto aos caixas eletrônicos das unidades, onde ocorre movimentação de numerário, em ambiente totalmente inseguro e desprotegido", afirma Conceição Costa, diretora da Fetec Centro Norte.
"Há imagens mostrando claramente funcionários do banco que auxiliam os vigilantes no abastecimento das máquinas e no manuseio dos envelopes com depósitos de clientes", explica Raimundo Dantas, diretor do Sindicato.
As duas confederações entregaram também para a delegada a Pesquisa Nacional de Mortes em Assaltos envolvendo Bancos de 2014, que apontou 66 assassinatos. As principais vítimas foram clientes, vigilantes e policiais, sendo que as ocorrências que mais tiraram vidas foram o crime da "saidinha de banco", assaltos a correspondentes, transporte de valores e assaltos a agências.
> Clique aqui para ver os gráficos e tabelas da pesquisa.
"Esses dados são alarmantes e confirmam que há insegurança no atendimento e prestação de serviços bancários e que medidas urgentes precisam ser tomadas pelas autoridades, pois os bancos têm ignorado essas mortes, uma vez que os números crescem e, apesar dos lucros bilionários, nada têm sido feito para mudar essa triste realidade", destaca Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.
Investigação
A delegada recebeu o material e disse que será examinado pela Polícia Federal. No dia 19 de novembro do ano passado, a Contraf-CUT já havia protocolado um ofício, denunciando "com enorme preocupação, que o Itaú, o Bradesco e o Santander estão implantando, sem qualquer discussão com o movimento sindical, um novo modelo de agências 'de negócios', onde trabalham bancários, funcionam caixas eletrônicos, mas não existem vigilantes nem portas de segurança e outros equipamentos de segurança".
> Clique aqui para ler o ofício da Contraf-CUT.
Desde então, a Polícia Federal já solicitou informações para a Contraf-CUT e que foram respondidas. O problema também foi discutido com delegados nos estados, sendo que vários sindicatos formalizaram denúncias junto às Delegacias de Controle de Segurança Privada (Delesp).
Já existem várias decisões judiciais que obrigam o Itaú a manter vigilantes e instalar a porta giratória de segurança nas agências de negócios.
Lei nº 7.102/83 precisa ser respeitada
Para a Contraf-CUT, esse modelo vulnerável de agências descumpre frontalmente a lei federal nº 7.102/83, na medida em que há movimentação de numerário em função da existência de caixas eletrônicos, onde ocorrem operações de abastecimento e saques em dinheiro, além de depósitos em envelopes.
"Os bancários que trabalham nessas unidades não possuem segurança e se encontram expostos a riscos de assaltos, como já aconteceu no Paraná", alerta o documento da Contraf-CUT.
"Queremos que os bancos apresentem planos de segurança à Polícia Federal para essas agências de negócios, de acordo com o que determina a lei nº 7.102/83, bem como respeitem as leis municipais existentes sobre segurança. Abrir unidades inseguras é brincar com a vida de trabalhadores e clientes", conclui Ademir
Fonte: Contraf-CUT
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