25/02/2015
No Dia de Combate às LER-Dort, Sindicato dos Bancários reafirma luta por melhores condições de trabalho
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, impulsionado pelas comemorações do Dia Mundial de Combate às LER-Dort – Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, em 28 de fevereiro, reafirma a importância da luta por programas preventivos, melhores condições de trabalho e respeito aos bancários que sofrem com as doenças.
De acordo com estudos do Ministério da Previdência Social, as LER-Dort atingem todos os setores produtivos, sobretudo o financeiro, em que lideram as causas de afastamentos por transtornos mentais. Pesquisa da Universidade Federal de Brasília também revelou que os bancários lideram os casos de LER-Dort: do total de benefícios concedidos por doença mental, 81% são da categoria.
No Brasil, mais de 45% dos benefícios previdenciários concedidos pelo INSS são referentes a essas lesões, que são acarretadas por atividades desenvolvidas diariamente no ambiente de trabalho, resultando em dor e sofrimento ao trabalhador e podendo, inclusive, atingir estágios irreversíveis.
Divulgado pela CUT, o documento “Dia internacional de combate às LER-Dort: manifesto em defesa da humanização do trabalho e das perícias médicas” indica que a terminologia engloba várias alterações das partes moles do sistema musculoesquelético “devido a uma sobrecarga que vai se acumulando com o passar do tempo” e, por isso, compromete tendões, articulações e músculos.
Para o diretor Júlio Cézar Eleutério Mathias, secretário de Saúde do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, os trabalhadores do ramo financeiro convivem com excesso de metas diárias e isso pode acarretar doenças. “Entre elas, estão as LER-Dort, que continuam alarmantes porque os banqueiros não investem um centavo na saúde preventiva do quadro funcional”, critica.
Ainda segundo Mathias, a forma de organização do trabalho vista atualmente nos bancos, com metas abusivas, pressões constantes, jornadas excessivas e condições precárias representam as principais causas de afastamentos por problemas de saúde. “Nesse dia de luta e conscientização, estamos cobrando a responsabilidade social dos banqueiros para com os trabalhadores.”
Previna-se!
O maior desafio para a prevenção é resgatar o trabalhador como sujeito, recuperar sua potencialidade intelectual e garantir espaço para sua criatividade. Dessa forma, repetitividade, estresse e sobrecarga de certos grupos musculares não poderiam fazer parte do trabalho.
O bancário precisa ter controle do ritmo de trabalho, realizar pausas durante o expediente, atuar em ambiente com temperatura, ruída e iluminação adequados para evitar, inclusive, posturas incorretas – mobiliário e máquinas devem ser ajustados às características físicas individuais.
“Assim que o bancário começar a sentir dores nos membros superiores e achar que o problema está relacionado às doenças ocupacionais ligadas ao excesso de trabalho, deve procurar um médico para ter certeza de que as dificuldades têm a ver com a atividade bancária”, ressalta Mathias.
Fonte: Seeb Catanduva
De acordo com estudos do Ministério da Previdência Social, as LER-Dort atingem todos os setores produtivos, sobretudo o financeiro, em que lideram as causas de afastamentos por transtornos mentais. Pesquisa da Universidade Federal de Brasília também revelou que os bancários lideram os casos de LER-Dort: do total de benefícios concedidos por doença mental, 81% são da categoria.
No Brasil, mais de 45% dos benefícios previdenciários concedidos pelo INSS são referentes a essas lesões, que são acarretadas por atividades desenvolvidas diariamente no ambiente de trabalho, resultando em dor e sofrimento ao trabalhador e podendo, inclusive, atingir estágios irreversíveis.
Divulgado pela CUT, o documento “Dia internacional de combate às LER-Dort: manifesto em defesa da humanização do trabalho e das perícias médicas” indica que a terminologia engloba várias alterações das partes moles do sistema musculoesquelético “devido a uma sobrecarga que vai se acumulando com o passar do tempo” e, por isso, compromete tendões, articulações e músculos.
Para o diretor Júlio Cézar Eleutério Mathias, secretário de Saúde do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, os trabalhadores do ramo financeiro convivem com excesso de metas diárias e isso pode acarretar doenças. “Entre elas, estão as LER-Dort, que continuam alarmantes porque os banqueiros não investem um centavo na saúde preventiva do quadro funcional”, critica.
Ainda segundo Mathias, a forma de organização do trabalho vista atualmente nos bancos, com metas abusivas, pressões constantes, jornadas excessivas e condições precárias representam as principais causas de afastamentos por problemas de saúde. “Nesse dia de luta e conscientização, estamos cobrando a responsabilidade social dos banqueiros para com os trabalhadores.”
Previna-se!
O maior desafio para a prevenção é resgatar o trabalhador como sujeito, recuperar sua potencialidade intelectual e garantir espaço para sua criatividade. Dessa forma, repetitividade, estresse e sobrecarga de certos grupos musculares não poderiam fazer parte do trabalho.
O bancário precisa ter controle do ritmo de trabalho, realizar pausas durante o expediente, atuar em ambiente com temperatura, ruída e iluminação adequados para evitar, inclusive, posturas incorretas – mobiliário e máquinas devem ser ajustados às características físicas individuais.
“Assim que o bancário começar a sentir dores nos membros superiores e achar que o problema está relacionado às doenças ocupacionais ligadas ao excesso de trabalho, deve procurar um médico para ter certeza de que as dificuldades têm a ver com a atividade bancária”, ressalta Mathias.
Fonte: Seeb Catanduva
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