24/02/2015
Miriam Belchior assume a Caixa e promete manter papel social do banco
A nova presidenta da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, prometeu manter o papel do banco na promoção de políticas públicas. Na cerimônia de posse, ocorrida nesta segunda-feira (23), em Brasília, ela disse que a instituição financeira tem papel imprescindível para a promoção do desenvolvimento social e econômico do país.
"A Caixa é o principal agente na implementação de políticas públicas do governo federal. O banco vai atuar para consolidar as conquistas do governo, aprofundando o projeto coletivo de longo prazo de agente do desenvolvimento econômico e social", destacou a ex-ministra do Planejamento no discurso de posse. "Assumo o compromisso de manter uma instituição que garanta o compromisso de dar direito a quem tem direito", prometeu.
Miriam Belchior ressaltou que a instituição financeira consolidou-se como primeiro banco em depósitos de poupança e no crédito imobiliário no país. Segundo ela, a Caixa beneficiou-se da política de estímulo ao crédito público depois da crise econômica de 2008.
"A atuação da Caixa ajudou a proteger Brasil da crise internacional de 2008, que ainda hoje ameaça empregos. O banco enxergou na crise a oportunidade de ganhar mercado, oferecendo melhores condições para os atuais clientes e ganhando novos clientes. Ao mesmo tempo, manteve a eficiência e antecipou metas projetadas para 2022", acrescentou.
Ao se despedir do cargo, o ex-presidente Jorge Hereda citou números para comprovar o crescimento da Caixa desde março de 2011, quando assumiu o comando da instituição. "O lucro subiu de R$ 3,8 bilhões, em 2010, para R$ 7,1 bilhões no ano passado. É um bom negócio atender nosso maior acionista, que é o povo brasileiro", disse.
Hereda
Segundo Hereda, a Caixa saltou da quarta para a terceira posição entre os maiores bancos brasileiros durante a sua gestão. Os ativos financeiros saltaram de cerca de R$ 400 bilhões para R$ 1,1 trilhão no fim do ano passado. O número de clientes, ressaltou, subiu 23 milhões no mesmo período.
Para o ex-presidente do banco, o progresso foi ainda maior no crédito imobiliário. Em 2005, quando Hereda assumiu a Vice-Presidência de Habitação da Caixa, a instituição concedia R$ 5 bilhões de crédito habitacional por ano. Em 2014, o montante saltou para R$ 128 bilhões. "O que fazíamos em um ano em 2005, agora fazemos em 11 dias", comparou.
Levy
Último a falar, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o banco está em situação saudável e recapitalizado para continuar a fazer o papel de agente de políticas públicas. Ele defendeu a transparência e a boa administração do banco como essenciais para prosseguir com os projetos.
"[A Caixa] tem de continuar uma empresa cada vez mais bem administrada, mais atraente. Em épocas passadas, a incerteza fiscal teve custo tremendo para a Caixa. O banco saiu de risco porque é precioso e as ações certas foram tomadas. Preservação da boa gestão de risco, a capitalização adequada e a análise de crédito criteriosa; mantidos esses caminhos, a Caixa continuará uma empresa sólida de resultados, que cresce e tem valor agregado", concluiu Levy.
Fonte: Agência Brasil
"A Caixa é o principal agente na implementação de políticas públicas do governo federal. O banco vai atuar para consolidar as conquistas do governo, aprofundando o projeto coletivo de longo prazo de agente do desenvolvimento econômico e social", destacou a ex-ministra do Planejamento no discurso de posse. "Assumo o compromisso de manter uma instituição que garanta o compromisso de dar direito a quem tem direito", prometeu.
Miriam Belchior ressaltou que a instituição financeira consolidou-se como primeiro banco em depósitos de poupança e no crédito imobiliário no país. Segundo ela, a Caixa beneficiou-se da política de estímulo ao crédito público depois da crise econômica de 2008.
"A atuação da Caixa ajudou a proteger Brasil da crise internacional de 2008, que ainda hoje ameaça empregos. O banco enxergou na crise a oportunidade de ganhar mercado, oferecendo melhores condições para os atuais clientes e ganhando novos clientes. Ao mesmo tempo, manteve a eficiência e antecipou metas projetadas para 2022", acrescentou.
Ao se despedir do cargo, o ex-presidente Jorge Hereda citou números para comprovar o crescimento da Caixa desde março de 2011, quando assumiu o comando da instituição. "O lucro subiu de R$ 3,8 bilhões, em 2010, para R$ 7,1 bilhões no ano passado. É um bom negócio atender nosso maior acionista, que é o povo brasileiro", disse.
Hereda
Segundo Hereda, a Caixa saltou da quarta para a terceira posição entre os maiores bancos brasileiros durante a sua gestão. Os ativos financeiros saltaram de cerca de R$ 400 bilhões para R$ 1,1 trilhão no fim do ano passado. O número de clientes, ressaltou, subiu 23 milhões no mesmo período.
Para o ex-presidente do banco, o progresso foi ainda maior no crédito imobiliário. Em 2005, quando Hereda assumiu a Vice-Presidência de Habitação da Caixa, a instituição concedia R$ 5 bilhões de crédito habitacional por ano. Em 2014, o montante saltou para R$ 128 bilhões. "O que fazíamos em um ano em 2005, agora fazemos em 11 dias", comparou.
Levy
Último a falar, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o banco está em situação saudável e recapitalizado para continuar a fazer o papel de agente de políticas públicas. Ele defendeu a transparência e a boa administração do banco como essenciais para prosseguir com os projetos.
"[A Caixa] tem de continuar uma empresa cada vez mais bem administrada, mais atraente. Em épocas passadas, a incerteza fiscal teve custo tremendo para a Caixa. O banco saiu de risco porque é precioso e as ações certas foram tomadas. Preservação da boa gestão de risco, a capitalização adequada e a análise de crédito criteriosa; mantidos esses caminhos, a Caixa continuará uma empresa sólida de resultados, que cresce e tem valor agregado", concluiu Levy.
Fonte: Agência Brasil
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