09/02/2015
Desemprego segue em queda, mas sistema financeiro continua demitindo
O ano de 2014 fechou com uma taxa média de desemprego de 4,8%, sendo que no mês de dezembro o resultado foi de 4,3%. Esses dados revelam as menores taxas de trabalhadores desempregados de toda uma série histórica, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada no dia 29 de janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Apesar da constante queda no índice de desemprego, o sistema financeiro não está acompanhando esta realidade. De acordo com a Pesquisa do Emprego Bancário (PEB), realizada pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese, os bancos cortaram 5.004 postos de trabalho em 2014, mantendo um alto índice de rotatividade, assim como nos anos anteriores. O estudo teve como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Segundo os dados da pesquisa, a Caixa Econômica Federal foi a única instituição financeira que criou novos vagas (2.600) no ano passado. Se não fosse por isso, o desemprego no setor seria ainda mais acentuado.
“A economia brasileira gerou quase 400 mil novos empregos em 2014, mas os bancos continuam andando na contramão e demitindo os trabalhadores”, indignou-se o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Paulo Franco.
Para Franco, parte do desemprego na categoria bancária deve-se ao alto índice de rotatividade: “Os banqueiros insistem em demitir funcionários mais antigos para contratar novos como um meio de achatar os salários, garantindo que haverá menos dinheiro no bolso do trabalhador e mais lucro para o banco. Por isso combatemos a demissão imotivada e lutamos incessantemente pelo fim da prática cruel da rotatividade”.
O levantamento mostrou que os bancos brasileiros contrataram 32.952 funcionários e desligaram 37.956, sendo que o salário médio dos admitidos foi de R$ 3.374,99, 37% menor que o dos desligados, que chegava a uma média de R$ 5.338,12.
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