01/12/2014
Bancários da América Latina criam aliança em defesa dos bancos públicos
Crédito: UNI Américas Finanças
Dirigentes sindicais de sete países aprovaram documento conjunto
A Aliança Latino-Americana em Defesa dos Bancos Públicos foi lançada durante reunião promovida pela UNI Américas Finanças na terça e quarta-feira, dias 25 e 26, em Buenos Aires. Um documento foi aprovado, destacando a função estratégica dessas instituições na promoção do desenvolvimento econômico e social no continente.
Os debates reuniram dirigentes sindicais de bancos públicos do Brasil, Argentina, Peru, Uruguai, Costa Rica, Paraguai e Chile. A Contraf-CUT liderou a delegação brasileira, formada por representantes dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Incentivar o desenvolvimento com distribuição de renda
Com a criação da Aliança, o objetivo é fortalecer a luta em defesa do emprego, dos direitos dos trabalhadores e dos povos da América Latina. Para o recém-criado grupo, estatais e bancos públicos devem garantir os incentivos necessários para o desenvolvimento local, regional e nacional, com amplo acesso aos serviços financeiros, como elementos importantes de crescimento econômico e de distribuição de renda nos países em que operam.
"O banco público deve colocar as pessoas em primeiro lugar e não o mercado, precisa ter responsabilidade social e não deve focar sua atuação exclusivamente no lucro", defendeu Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e vice-presidente da UNI Américas Finanças.
O documento aprovado ressalta, entre outras funções dos bancos públicos, o apoio às micro, pequenas e médias empresas, a promoção do comércio exterior, da indústria e da agricultura familiar, para fomentar um melhor desenvolvimento das cidades e do campo.
Para Mário Raia, secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, os bancos públicos não existem para competir com os privados. "As instituições públicas precisam se preocupar com o fomento das regiões onde atuam, estar presentes nos lugares mais remotos, alcançar os lugarejos mais distantes, para que todos tenham acesso e direito aos serviços bancários", afirmou.
Evitar e combater o monopólio financeiro também é papel essencial desses estabelecimentos financeiros. "Bancos públicos são importantes para as políticas anticíclicas fundamentais, principalmente em tempos de crise. Também precisam se tornar um regulador das falhas e dos abusos cometidos pelo setor privado", ressaltou André Rodrigues, diretor regional da UNI Américas Finanças.
Bancos brasileiros em foco
A atuação dos principais bancos públicos do Brasil também movimentou o debate na Argentina. Os dirigentes sindicais dos bancos federais expuseram a luta dos trabalhadores brasileiros por melhores condições de trabalho e também chamaram a atenção para a responsabilidade social das instituições.
"A criação dessa aliança de trabalhadores de bancos públicos vem num momento extremamente importante para o aprofundamento do debate do papel desses bancos. Precisamos discutir com os diversos países que compõem a Aliança as políticas de fomento e desenvolvimento social, em conjunto com os trabalhadores e a sociedade, aprofundando o papel dos bancos públicos", reforçou Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.
"Reafirmamos a importância dos bancos públicos como indutores de desenvolvimento econômico e social e a necessidade de unirmos forças na defesa dessas instituições, diante das crescentes ameaças. As experiências compartilhadas pelos participantes foram bastante enriquecedoras", avaliou Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa).
"No caso da delegação brasileira, relatamos como os bancos públicos foram fundamentais para as transformações ocorridas no país nos últimos 12 anos. Foi positivo também o debate sobre a participação dos trabalhadores nos fóruns de decisão desses bancos. Inclusive, estava presente o representante eleito dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fernando Neiva", destacou Fabiana.
Ataques no Peru
Sindicalistas do Peru relataram uma onda de privatização que ameaça o Banco de La Nación. A Aliança rechaçou as tentativas de privatização e terceirização nos bancos públicos e também aprovou uma moção de defesa do banco público peruano e de solidariedade aos trabalhadores.
Encaminhamentos
Os dirigentes sindicais aprovaram a realização de uma jornada internacional para a divulgação da Aliança, com o objetivo de envolver o máximo de trabalhadores desses países, em data a ser definida.
Serão também realizadas oficinas e seminários tripartites, com representantes dos sindicatos, dos movimentos sociais e dos próprios bancos públicos, com a finalidade de aprofundar o conhecimento sobre as instituições financeiras públicos e a sua forma de atuação na América Latina.
A Aliança também vai reivindicar maior participação dos trabalhadores no Mercosul, na União de Nações Sul Americanas (Unasul), composta pelos 12 países da região, e no Banco do Sul, o seu banco de fomento.
Os sindicalistas brasileiros pretendem buscar apoio dos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores para ampliar o espaço de participação dos trabalhadores nesses blocos internacionais.
Fonte: Contraf-CUT com UNI Américas Finanças
Dirigentes sindicais de sete países aprovaram documento conjuntoA Aliança Latino-Americana em Defesa dos Bancos Públicos foi lançada durante reunião promovida pela UNI Américas Finanças na terça e quarta-feira, dias 25 e 26, em Buenos Aires. Um documento foi aprovado, destacando a função estratégica dessas instituições na promoção do desenvolvimento econômico e social no continente.
Os debates reuniram dirigentes sindicais de bancos públicos do Brasil, Argentina, Peru, Uruguai, Costa Rica, Paraguai e Chile. A Contraf-CUT liderou a delegação brasileira, formada por representantes dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Incentivar o desenvolvimento com distribuição de renda
Com a criação da Aliança, o objetivo é fortalecer a luta em defesa do emprego, dos direitos dos trabalhadores e dos povos da América Latina. Para o recém-criado grupo, estatais e bancos públicos devem garantir os incentivos necessários para o desenvolvimento local, regional e nacional, com amplo acesso aos serviços financeiros, como elementos importantes de crescimento econômico e de distribuição de renda nos países em que operam.
"O banco público deve colocar as pessoas em primeiro lugar e não o mercado, precisa ter responsabilidade social e não deve focar sua atuação exclusivamente no lucro", defendeu Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e vice-presidente da UNI Américas Finanças.
O documento aprovado ressalta, entre outras funções dos bancos públicos, o apoio às micro, pequenas e médias empresas, a promoção do comércio exterior, da indústria e da agricultura familiar, para fomentar um melhor desenvolvimento das cidades e do campo.
Para Mário Raia, secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, os bancos públicos não existem para competir com os privados. "As instituições públicas precisam se preocupar com o fomento das regiões onde atuam, estar presentes nos lugares mais remotos, alcançar os lugarejos mais distantes, para que todos tenham acesso e direito aos serviços bancários", afirmou.
Evitar e combater o monopólio financeiro também é papel essencial desses estabelecimentos financeiros. "Bancos públicos são importantes para as políticas anticíclicas fundamentais, principalmente em tempos de crise. Também precisam se tornar um regulador das falhas e dos abusos cometidos pelo setor privado", ressaltou André Rodrigues, diretor regional da UNI Américas Finanças.
Bancos brasileiros em foco
A atuação dos principais bancos públicos do Brasil também movimentou o debate na Argentina. Os dirigentes sindicais dos bancos federais expuseram a luta dos trabalhadores brasileiros por melhores condições de trabalho e também chamaram a atenção para a responsabilidade social das instituições.
"A criação dessa aliança de trabalhadores de bancos públicos vem num momento extremamente importante para o aprofundamento do debate do papel desses bancos. Precisamos discutir com os diversos países que compõem a Aliança as políticas de fomento e desenvolvimento social, em conjunto com os trabalhadores e a sociedade, aprofundando o papel dos bancos públicos", reforçou Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.
"Reafirmamos a importância dos bancos públicos como indutores de desenvolvimento econômico e social e a necessidade de unirmos forças na defesa dessas instituições, diante das crescentes ameaças. As experiências compartilhadas pelos participantes foram bastante enriquecedoras", avaliou Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa).
"No caso da delegação brasileira, relatamos como os bancos públicos foram fundamentais para as transformações ocorridas no país nos últimos 12 anos. Foi positivo também o debate sobre a participação dos trabalhadores nos fóruns de decisão desses bancos. Inclusive, estava presente o representante eleito dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fernando Neiva", destacou Fabiana.
Ataques no Peru
Sindicalistas do Peru relataram uma onda de privatização que ameaça o Banco de La Nación. A Aliança rechaçou as tentativas de privatização e terceirização nos bancos públicos e também aprovou uma moção de defesa do banco público peruano e de solidariedade aos trabalhadores.
Encaminhamentos
Os dirigentes sindicais aprovaram a realização de uma jornada internacional para a divulgação da Aliança, com o objetivo de envolver o máximo de trabalhadores desses países, em data a ser definida.
Serão também realizadas oficinas e seminários tripartites, com representantes dos sindicatos, dos movimentos sociais e dos próprios bancos públicos, com a finalidade de aprofundar o conhecimento sobre as instituições financeiras públicos e a sua forma de atuação na América Latina.
A Aliança também vai reivindicar maior participação dos trabalhadores no Mercosul, na União de Nações Sul Americanas (Unasul), composta pelos 12 países da região, e no Banco do Sul, o seu banco de fomento.
Os sindicalistas brasileiros pretendem buscar apoio dos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores para ampliar o espaço de participação dos trabalhadores nesses blocos internacionais.
Fonte: Contraf-CUT com UNI Américas Finanças
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