26/11/2014
Não avança debate de metodologia para uso do superávit do Saúde Caixa
Crédito: Fenae
Números apresentados pela Caixa foram considerados insuficientes
Ainda não foi dessa vez que a reunião do GT Saúde registrou avanços no debate sobre a proposta de metodologia para o uso do superávit do Saúde Caixa, conforme acordo firmado na Campanha Nacional 2014 e na mesa permanente de negociações.
O encontro foi realizado nesta segunda-feira (24), em Brasília, mas os números apresentados foram considerados insuficientes pelos representantes dos empregados, para assegurar uma discussão transparente a respeito da série histórica de superávits consecutivos do plano de saúde, no decorrer dos últimos seis exercícios.
Para Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e integrante do GT Saúde na condição de representante dos empregados, apenas com a disponibilização dos dados será possível debater uma proposta que aponte para a melhoria do Saúde Caixa em nível de coberturas e de ampliação da rede credenciada e no setor de atendimento. "Essas informações são fundamentais para um planejamento mais adequado sobre o futuro do plano", atesta.
Uma das maiores queixas diz respeito à falta de transparência por parte da empresa na apresentação dos números. "O que foi divulgado não passou de informações anuais genéricas, impressas em folhas de papéis avulsas e sem o carimbo oficial do banco", reclama Jaílson Bueno Prodes, diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e outro representante dos empregados no GT Saúde. Assim, acrescenta ele, o trabalho de análise dos números fica comprometido.
Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, frisa que o compromisso de apresentar a metodologia até 15 de dezembro está no aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2014/2015.
"A Caixa está descumprido a CCT, pois esta postura inviabiliza o trabalho do GT. As entidades representativas dos trabalhadores exigem a disponibilização dos números imediatamente. Sem os dados, os representantes dos empregados estão em desvantagem. Nós não estamos lá para referendar a posição do banco, mas sim para ajudar na construção de uma metodologia que fortaleça o Saúde Caixa", diz.
Ela lembra ainda que a última reunião, no dia 4 de novembro, foi marcada por clima de tensões. Segundo Fabiana Matheus, isso se deu pelo fato de o gestor do plano, Emerson Martins Garcia, ter tido um entendimento equivocado a respeito do que foi acordo na campanha salarial.
A reivindicação do movimento nacional dos empregados é para que todos os dados relativos a receitas e despesas do Saúde Caixa, desde a época em que o plano foi criado, em junho de 2004, sejam apresentados mês a mês. O pedido foi feito na reunião desta segunda-feira, mas a Caixa afirmou não ter interesse em disponibilizá-los, sob o argumento de que esses valores são contábeis.
A bancada dos empregados no GT Saúde contestou essa posição e, diante das pressões, houve concordância dos representantes do banco em consultar a área responsável pela gestão do Saúde Caixa, para posterior divulgação de números mais detalhados. A resposta ficou de ser dada até a data de 15 de dezembro de 2014. "Se até esse prazo não for cumprido, a responsabilidade será exclusivamente do banco", diz Plinio Pavão.
Composto paritariamente por representantes dos empregados e da Caixa, o GT Saúde busca refletir sobre o modelo de gestão do Saúde Caixa, para torna-lo cada vez mais equilibrado. Esse processo, no entanto, foi atropelado pelo período de contingência, entre março de 2005 e março de 2007.
Representantes dos empregados no GT Saúde
No GT Saúde, os representantes dos empregados são Plínio Pavão (Contraf/CUT), Jailson Bueno Prodes (Sindicato de Porto Alegre), Sérgio Wilson Lima de Amorim (Sindicato do Rio) e Laura Augusta Gatti Vitral (Fenacef e Apea/SP).
Fonte: Contraf-CUT com Fenae
Números apresentados pela Caixa foram considerados insuficientes Ainda não foi dessa vez que a reunião do GT Saúde registrou avanços no debate sobre a proposta de metodologia para o uso do superávit do Saúde Caixa, conforme acordo firmado na Campanha Nacional 2014 e na mesa permanente de negociações.
O encontro foi realizado nesta segunda-feira (24), em Brasília, mas os números apresentados foram considerados insuficientes pelos representantes dos empregados, para assegurar uma discussão transparente a respeito da série histórica de superávits consecutivos do plano de saúde, no decorrer dos últimos seis exercícios.
Para Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e integrante do GT Saúde na condição de representante dos empregados, apenas com a disponibilização dos dados será possível debater uma proposta que aponte para a melhoria do Saúde Caixa em nível de coberturas e de ampliação da rede credenciada e no setor de atendimento. "Essas informações são fundamentais para um planejamento mais adequado sobre o futuro do plano", atesta.
Uma das maiores queixas diz respeito à falta de transparência por parte da empresa na apresentação dos números. "O que foi divulgado não passou de informações anuais genéricas, impressas em folhas de papéis avulsas e sem o carimbo oficial do banco", reclama Jaílson Bueno Prodes, diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e outro representante dos empregados no GT Saúde. Assim, acrescenta ele, o trabalho de análise dos números fica comprometido.
Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, frisa que o compromisso de apresentar a metodologia até 15 de dezembro está no aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2014/2015.
"A Caixa está descumprido a CCT, pois esta postura inviabiliza o trabalho do GT. As entidades representativas dos trabalhadores exigem a disponibilização dos números imediatamente. Sem os dados, os representantes dos empregados estão em desvantagem. Nós não estamos lá para referendar a posição do banco, mas sim para ajudar na construção de uma metodologia que fortaleça o Saúde Caixa", diz.
Ela lembra ainda que a última reunião, no dia 4 de novembro, foi marcada por clima de tensões. Segundo Fabiana Matheus, isso se deu pelo fato de o gestor do plano, Emerson Martins Garcia, ter tido um entendimento equivocado a respeito do que foi acordo na campanha salarial.
A reivindicação do movimento nacional dos empregados é para que todos os dados relativos a receitas e despesas do Saúde Caixa, desde a época em que o plano foi criado, em junho de 2004, sejam apresentados mês a mês. O pedido foi feito na reunião desta segunda-feira, mas a Caixa afirmou não ter interesse em disponibilizá-los, sob o argumento de que esses valores são contábeis.
A bancada dos empregados no GT Saúde contestou essa posição e, diante das pressões, houve concordância dos representantes do banco em consultar a área responsável pela gestão do Saúde Caixa, para posterior divulgação de números mais detalhados. A resposta ficou de ser dada até a data de 15 de dezembro de 2014. "Se até esse prazo não for cumprido, a responsabilidade será exclusivamente do banco", diz Plinio Pavão.
Composto paritariamente por representantes dos empregados e da Caixa, o GT Saúde busca refletir sobre o modelo de gestão do Saúde Caixa, para torna-lo cada vez mais equilibrado. Esse processo, no entanto, foi atropelado pelo período de contingência, entre março de 2005 e março de 2007.
Representantes dos empregados no GT Saúde
No GT Saúde, os representantes dos empregados são Plínio Pavão (Contraf/CUT), Jailson Bueno Prodes (Sindicato de Porto Alegre), Sérgio Wilson Lima de Amorim (Sindicato do Rio) e Laura Augusta Gatti Vitral (Fenacef e Apea/SP).
Fonte: Contraf-CUT com Fenae
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras