30/09/2014
Agências da região de Catanduva estão fechadas por tempo indeterminado
A primeira proposta apresentada pela Fenaban concedia aos bancários o reajuste de 7% no salário e 7,5% no piso. Na segunda proposta, os bancos aumentaram os índices para 7,35% no salário e 8% no piso. O pedido da categoria é pelo reajuste de 12,5%, que representa 5,4% de aumento real.
Além disso, os bancos não se posicionaram em relação a boa parte das reivindicações sociais dos bancários. Mais empregos, fim das demissões, fim das metas abusivas, igualdade de oportunidades e combate à terceirização foram algumas das reivindicações negadas pela Fenaban.
"Com a greve, pretendemos pressionar os bancos para que novas propostas, que satisfaçam a categoria, sejam apresentadas pelos banqueiros. Queremos aumento real de salário e melhores condições de trabalho e sabemos que os bancos podem oferecer mais" explica Paulo Franco, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região. Ele ressalta a importância da mobilização: "Quem acompanhou as negociações sabe que os bancos são duros na queda. Eles só visam os lucros e o trabalhador acaba ficando em segundo plano. A intenção da greve é mostrar para os bancos que são os bancários que fazem o setor funcionar".
A paralisação não tem data para terminar. Os bancos devem retomar as atividades apenas quando a Fenaban apresentar uma proposta que seja aprovada pela maioria dos bancários.
O direito a greve é assegurado a todo trabalhador pelo artigo 9º da Constituição Federal e pela Lei nº 7.783/89.
Veja todas as fotos clicando aqui
Entenda a greve:
Desde o mês de junho, os bancários estão se preparando para a Campanha Nacional 2014. A primeira medida tomada foi a consulta, realizada pelos Sindicatos em suas bases, para levantar os principais pedidos da categoria para 2014.
Com os resultados das consultas em mãos, dirigentes sindicais participaram de conferências regionais, estaduais e, por fim, uma Conferência Nacional, que reuniu bancários de todo o Brasil em Atibaia (SP) entre os dias 25 e 27 de julho. Nesta reunião foi definida a pauta de reivindicações da categoria para o ano de 2014, que inclui o reajuste salarial de 12,5% (5,4% de aumento real), mudança no cálculo da PLR, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, igualdade de oportunidades, mais segurança nas agências, entre outros itens.
Após definição da pauta, os sindicatos convocaram, novamente, assembleias com os bancários de suas bases para aprovação dessas reivindicações.
A pauta foi, então, entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), no dia 11 de agosto. No dia 20 do mesmo mês, começaram as primeiras rodadas de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Logo de cara, os bancos negaram que as metas sejam abusivas e não avançaram nos debates que continuaram nas semanas seguintes.
Após intensos debates, a Fenaban apresentou, no dia 17 de setembro, a proposta para as reivindicações sociais da categoria, e no dia 19, as propostas econômicas. Contudo, os bancos não deram a devida atenção para reivindicações importantes como mais contratações, fim das metas abusivas, igualdade de oportunidades, mais segurança, e, além disso, o reajuste de 12,5% que os bancários pediram, caiu para 7%.
Os bancários consideraram as propostas insatisfatórias e, em assembleias realizadas em todo o Brasil, no dia 25 de setembro, rejeitaram a proposição da Fenaban e aprovaram uma greve geral da categoria para ter início no dia 30, sem tempo determinado para acabar.
Com a aprovação da paralisação, a Fenaban chamou o Comando Nacional dos Bancários para uma nova negociação, realizada no dia 28. Desta vez, os bancos aumentaram a proposta econômica: 7,35% de reajuste salarial e 8% de reajuste no piso, uma proposta ainda muito longe dos 12,5% pedidos pela categoria.
Por isso, tanto pelas reivindicações econômicas, quanto pelas sociais, os bancários deverão paralisar suas atividades a partir das zero hora de terça-feira, 30, sem tempo determinado para voltarem.
Neste período, a Fenaban deverá fazer novas propostas, que serão apreciadas, ou não, em assembleias que os sindicatos convocarão. Quando os bancos apresentarem uma proposta que contemple os interesses da categoria, e esta for aprovada pela maioria dos bancários, os bancos voltam a abrir as portas.
Desde o mês de junho, os bancários estão se preparando para a Campanha Nacional 2014. A primeira medida tomada foi a consulta, realizada pelos Sindicatos em suas bases, para levantar os principais pedidos da categoria para 2014.
Com os resultados das consultas em mãos, dirigentes sindicais participaram de conferências regionais, estaduais e, por fim, uma Conferência Nacional, que reuniu bancários de todo o Brasil em Atibaia (SP) entre os dias 25 e 27 de julho. Nesta reunião foi definida a pauta de reivindicações da categoria para o ano de 2014, que inclui o reajuste salarial de 12,5% (5,4% de aumento real), mudança no cálculo da PLR, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, igualdade de oportunidades, mais segurança nas agências, entre outros itens.
Após definição da pauta, os sindicatos convocaram, novamente, assembleias com os bancários de suas bases para aprovação dessas reivindicações.
A pauta foi, então, entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), no dia 11 de agosto. No dia 20 do mesmo mês, começaram as primeiras rodadas de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Logo de cara, os bancos negaram que as metas sejam abusivas e não avançaram nos debates que continuaram nas semanas seguintes.
Após intensos debates, a Fenaban apresentou, no dia 17 de setembro, a proposta para as reivindicações sociais da categoria, e no dia 19, as propostas econômicas. Contudo, os bancos não deram a devida atenção para reivindicações importantes como mais contratações, fim das metas abusivas, igualdade de oportunidades, mais segurança, e, além disso, o reajuste de 12,5% que os bancários pediram, caiu para 7%.
Os bancários consideraram as propostas insatisfatórias e, em assembleias realizadas em todo o Brasil, no dia 25 de setembro, rejeitaram a proposição da Fenaban e aprovaram uma greve geral da categoria para ter início no dia 30, sem tempo determinado para acabar.
Com a aprovação da paralisação, a Fenaban chamou o Comando Nacional dos Bancários para uma nova negociação, realizada no dia 28. Desta vez, os bancos aumentaram a proposta econômica: 7,35% de reajuste salarial e 8% de reajuste no piso, uma proposta ainda muito longe dos 12,5% pedidos pela categoria.
Por isso, tanto pelas reivindicações econômicas, quanto pelas sociais, os bancários deverão paralisar suas atividades a partir das zero hora de terça-feira, 30, sem tempo determinado para voltarem.
Neste período, a Fenaban deverá fazer novas propostas, que serão apreciadas, ou não, em assembleias que os sindicatos convocarão. Quando os bancos apresentarem uma proposta que contemple os interesses da categoria, e esta for aprovada pela maioria dos bancários, os bancos voltam a abrir as portas.
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