05/09/2014
Sindicato faz balanço das primeiras rodadas de negociações
As três primeiras rodadas de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2014 não avançaram como era esperado pelos trabalhadores. Os bancos negaram a maioria das reivindicações, demonstrando total desrespeito aos bancários.No primeiro debate, realizado entre os dias 19 e 20, os temas discutidos foram saúde e condições de trabalho. Os bancos duvidaram dos dados apresentados pelo Comando Nacional em relação ao adoecimento dos bancários e não aceitaram que as metas sejam discutidas em conjunto com os funcionários.
- Começou mal: Bancos negam que as metas sejam abusivas
- Debates sobre saúde e condições de trabalho não avançam
- Segurança não é prioridade dos banqueiros, mas Comando Nacional cobra mais proteção
- Bancos seguem irredutíveis às reivindicações dos bancários
Mas o que mais chocou os bancários foi a posição da Fenaban frente ao tema emprego. Na terceira rodada de negociações, realizada entre os dias 3 e 4 de setembro, os bancos simplesmente negaram que haja demissões no setor, mesmo com os dados apontando 3.600 postos de trabalho fechados somente em 2014.
- Bancos negam que haja demissões e defendem terceirização sem limites
- Bancos continuam defendendo terceirizações e negando mais empregos e piso maior
Além disso, os banqueiros defenderam a terceirização indiscriminada, proposta pelo Projeto de Lei 4330, que regulamenta a contratação de empregados terceirizados para as atividades-fim, além das atividades-meio.
Para Paulo Franco a terceirização é uma prática retrógrada, que atinge diretamente os direitos conquistados pelos trabalhadores após anos de luta: “Nós somos contra as terceirizações porque isso gera uma crise de representatividade dos trabalhadores, dificultando o alcance de novas conquistas para a categoria”.
Negociações específicas
Paralelamente às negociações gerais com a Fenaban, alguns bancos, como Banco do Brasil, Caixa e Santander, possuem debates específicos.
Em negociação específica, a Caixa negou a suspensão da GDP (Gestão de Desempenho de Pessoas) e não quis discutir isonomia de direitos aos aposentados.
Já o Banco do Brasil se recusou a discutir questões referentes à Cassi e à licença-prêmio para todos.
O Santander, que é o único banco privado que conta com um acordo aditivo, aceitou a proposta dos bancários de prorrogar o acordo, vencido em 31 de agosto, até a próxima renovação. Novas propostas foram apresentadas ao banco e devem ser discutidas em uma próxima reunião.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Lucro do Banco do Brasil despenca 53,5% no 1º trimestre de 2026
- Comando Nacional irá à mesa com Fenaban para exigir ambiente de trabalho saudável
- COE Bradesco debate renovação do Supera para 2026 e garante avanço para gestantes
- Fechamento de agências e sobrecarga de trabalho dominam reunião entre COE Santander e direção do banco
- Pela Vida das Mulheres, a Luta é de todos: CUT lança campanha permanente de combate ao feminicídio
- Após cobrança, reunião sobre a Cassi é marcada para essa quinta-feira (14)
- 13 de Maio reforça luta antirracista e mobiliza categoria bancária para a Campanha Nacional
- Dieese realiza jornada de debates nacionais pelo fim da 6x1: confira locais e datas
- Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!
- Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil
- Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi