27/08/2014
Comando Nacional negocia segurança e igualdade com Fenaban nesta quarta
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, retoma nesta quarta-feira (27), às 10 horas, os debates da Campanha 2014 com os bancos, em São Paulo. Estarão em debate as reivindicações envolvendo Segurança Bancária e Igualdade de Oportunidades. Trata-se da segunda rodada da mesa única de negociações com a Fenaban e que continuará na manhã desta quinta (28).
Segurança Bancária
Porta giratória com detector de metais, câmeras internas e externas, biombos em frente aos caixas, guarda-volumes e vigilantes armados e com coletes. São itens testados e aprovados no projeto-piloto de segurança bancária, conquistado na Campanha 2012 e implantado em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, que os bancários agora querem incluir na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para que sejam instalados em agências e postos de atendimento em todo o país.
"São medidas eficazes de segurança que não somente contribuíram para reduzir os assaltos e os crimes de 'saidinha de banco', como servem também para proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Os números da Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pela Contraf-CUT, CNTV e Fetravisp, com apoio do Dieese, apontam a necessidade de mais segurança. No primeiro semestre deste ano foram verificados 1.693 ocorrências entre assaltos e arrombamentos, uma média de nove casos por dia, que representam um crescimento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Já os dados da Pesquisa Nacional de Mortes em Assaltos envolvendo Bancos, feita pela Contraf-CUT e CNTV, com apoio do Dieese, mostram que 32 pessoas foram assassinadas nos primeiros seis de 2014, uma média de cinco casos por mês, o que significa um aumento de 6,7% em relação a igual período de 2013. Os clientes representam 68,8%das vítimas, quase todos mortos em "saidinha de banco".
"Os bancos não podem ficar indiferentes, mas precisam tratar os gastos de segurança não como custos e sim como investimentos, a fim de enfrentar essa violência que tira a vida de pessoas e o futuro de suas famílias", salienta Ademir Wiederkehr, secretário de Imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.
Igualdade de Oportunidades
Outro tema é a igualdade de oportunidades em todos os bancos. Os bancários querem que a Fenaban apresente na mesa de negociação desta semana os resultados do II Censo da Diversidade, aplicado entre 17 de março e 9 de maio, mas passados mais de três meses ainda não foram revelados para o movimento sindical.
"É um instrumento fundamental para diagnosticarmos os problemas que ainda afligem os trabalhadores e tentarmos avançar", ressalta Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Segundo a Fenaban, 40,52% dos bancários dos 18 bancos que participaram da pesquisa responderam as perguntas.
"Os números do II Censo permitirão fazer comparações com os dados do primeiro levantamento, ocorrido em 2008", ressalta Andrea Vasconcelos, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS).
Na época, as mulheres ganhavam 78% dos salários dos homens e encontravam mais obstáculos para a ascensão profissional. Além disso, apenas 19,5% dos bancários eram negros ou pardos, com ganho médio de 84,1% do salário dos brancos; e que a categoria tinha somente 8% de negras.
Também estarão em negociação as demandas dos bancários com deficiência, que não possuem abono de ausências para a manutenção, o conserto e o reparo das próteses e órteses. Há ainda necessidade de os bancos custearem integralmente os aparelhos e a sua manutenção, cujos valores no Brasil são altíssimos.
"Os bancos, que alardeiam por aí a sua responsabilidade social, têm condições efetivas para convencionar e garantir mais direitos aos bancários e às bancárias", defende a diretora da Contraf-CUT.
Calendário de negociações da Campanha 2014
Agosto
27 e 28 - Segunda rodada de negociações com a Fenaban
29 - Segunda rodada específica com a Caixa
Setembro
1º - Segunda rodada de negociação específica com o BB
2 - Negociação específica com o Santander
3 e 4 - Terceira rodada de negociação com a Fenaban
10 e 11 - Quarta rodada de negociação com a Fenaban
12 - Terceira rodada de negociação específica com o BB
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
Segurança Bancária
Porta giratória com detector de metais, câmeras internas e externas, biombos em frente aos caixas, guarda-volumes e vigilantes armados e com coletes. São itens testados e aprovados no projeto-piloto de segurança bancária, conquistado na Campanha 2012 e implantado em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, que os bancários agora querem incluir na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para que sejam instalados em agências e postos de atendimento em todo o país.
"São medidas eficazes de segurança que não somente contribuíram para reduzir os assaltos e os crimes de 'saidinha de banco', como servem também para proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Os números da Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pela Contraf-CUT, CNTV e Fetravisp, com apoio do Dieese, apontam a necessidade de mais segurança. No primeiro semestre deste ano foram verificados 1.693 ocorrências entre assaltos e arrombamentos, uma média de nove casos por dia, que representam um crescimento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Já os dados da Pesquisa Nacional de Mortes em Assaltos envolvendo Bancos, feita pela Contraf-CUT e CNTV, com apoio do Dieese, mostram que 32 pessoas foram assassinadas nos primeiros seis de 2014, uma média de cinco casos por mês, o que significa um aumento de 6,7% em relação a igual período de 2013. Os clientes representam 68,8%das vítimas, quase todos mortos em "saidinha de banco".
"Os bancos não podem ficar indiferentes, mas precisam tratar os gastos de segurança não como custos e sim como investimentos, a fim de enfrentar essa violência que tira a vida de pessoas e o futuro de suas famílias", salienta Ademir Wiederkehr, secretário de Imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.
Igualdade de Oportunidades
Outro tema é a igualdade de oportunidades em todos os bancos. Os bancários querem que a Fenaban apresente na mesa de negociação desta semana os resultados do II Censo da Diversidade, aplicado entre 17 de março e 9 de maio, mas passados mais de três meses ainda não foram revelados para o movimento sindical.
"É um instrumento fundamental para diagnosticarmos os problemas que ainda afligem os trabalhadores e tentarmos avançar", ressalta Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Segundo a Fenaban, 40,52% dos bancários dos 18 bancos que participaram da pesquisa responderam as perguntas.
"Os números do II Censo permitirão fazer comparações com os dados do primeiro levantamento, ocorrido em 2008", ressalta Andrea Vasconcelos, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS).
Na época, as mulheres ganhavam 78% dos salários dos homens e encontravam mais obstáculos para a ascensão profissional. Além disso, apenas 19,5% dos bancários eram negros ou pardos, com ganho médio de 84,1% do salário dos brancos; e que a categoria tinha somente 8% de negras.
Também estarão em negociação as demandas dos bancários com deficiência, que não possuem abono de ausências para a manutenção, o conserto e o reparo das próteses e órteses. Há ainda necessidade de os bancos custearem integralmente os aparelhos e a sua manutenção, cujos valores no Brasil são altíssimos.
"Os bancos, que alardeiam por aí a sua responsabilidade social, têm condições efetivas para convencionar e garantir mais direitos aos bancários e às bancárias", defende a diretora da Contraf-CUT.
Calendário de negociações da Campanha 2014
Agosto
27 e 28 - Segunda rodada de negociações com a Fenaban
29 - Segunda rodada específica com a Caixa
Setembro
1º - Segunda rodada de negociação específica com o BB
2 - Negociação específica com o Santander
3 e 4 - Terceira rodada de negociação com a Fenaban
10 e 11 - Quarta rodada de negociação com a Fenaban
12 - Terceira rodada de negociação específica com o BB
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
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