28/07/2014
Conferência Nacional define pauta dos bancários para 2014
Reuniram-se entre os dias 25 e 27 de julho, em Atibaia (SP), 634 delegados sindicais de todo o país para definir a pauta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada 2014.
Norteada pela Consulta Nacional da Categoria, realizada pelos sindicatos, a 16ª Conferência Nacional dos Bancários definiu o índice de reajuste dos salários de 12,5% (sendo 6,76% de reposição da inflação projetada mais aumento real de 5,4%). Além disso, ficou definida a reivindicação por três salários mais R$ 6.247 na PLR (Participação nos Lucros e Resultados), piso de R$ 2.979,25 (salário mínimo previsto pelo Dieese) e 14º salário.
Na pauta está, também, o aumento dos vales refeição e alimentação, 13ª cesta básica e auxílio-creche/babá para um salário mínimo (R$ 724) para cada.
Entre as condições de trabalho, os bancários lutarão pelo fim das metas abusivas e das demissões e por mais contratações na categoria. “Somente neste ano, os bancos demitiram 3.746 funcionários, um número injustificável se comparado aos lucros exorbitantes do setor” afirma Paulo Franco, o Paulinho, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região. Paulinho atentou também para o adoecimento dos bancários devido à pressão sofrida nas agências: “Com as demissões, os bancários que continuam empregados estão ficando sobrecarregados. Aumenta-se a pressão e as metas são abusivas, o que gera o adoecimento do trabalhador”.
Terceirizações
Um problema que gera a precarização das condições de trabalho e dificuldade de representação dos empregados é a terceirização. Pensando nisso, bancários de todo o país colocaram na pauta de reivindicações o fim da terceirização fraudulenta, defendida em projetos de lei como o PL 4330, em trâmite no Congresso Nacional, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que regulamenta a terceirização de qualquer funcionário em agências bancárias. “Hoje a terceirização é permitida para contratação de funcionários como faxineiras e vigilantes. Se este projeto for aprovado, a será permitido terceirizar as atividades de bancários que trabalham com créditos, de caixas a gerentes. Este PL é de interesse apenas nos banqueiros e ameaça os direitos da categoria” explica Paulo Franco.
Respeito ao trabalhador
Na Campanha Nacional 2014, os bancários lutarão, também, pela manutenção e aprimoramento dos instrumentos de combate ao assédio moral, criados em 2012.
Entre as reivindicações também está o respeito à legislação de segurança e a adoção das medidas previstas no projeto piloto em andamento que visam coibir sequestros e assaltos em unidades bancárias.
Pauta geral dos trabalhadores
Os 634 delegados de todo o país votaram pelo apoio à reeleição de Dilma Rousseff à Presidência da República. “Não podemos deixar que o Brasil regrida aos anos 1990, quando havia as enormes filas do desemprego e privatizações em alta” declara Paulo Franco.
Na pauta de interesses gerais dos brasileiros consta também o fim do fator previdenciário, mais investimentos em saúde, educação e mobilidade urbana. Os bancários declararam apoio, também, ao Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva da Reforma Política, que defende o fim da influência do poder econômico nas eleições.
A categoria defende também a democratização dos meios de comunicação como importante bandeira de luta. Para Paulo Franco, a medida é importante para que determinados setores da sociedade não sejam privilegiados em detrimento de outros: “Hoje a mídia é elitizada. Nós lutamos pela democratização para que todos os setores da sociedade tenham seu espaço nos veículos de comunicação”.
Calendário
A 16ª Conferência Nacional dos Bancários deixou pré-definido um calendário que prevê dias de luta pelo emprego, contra a terceirização, por mais segurança bancária, além de um específico contra os abusos do Santander. Os delegados sindicais concordaram, também, em realizar um dia de paralisação por duas horas contra as metas abusivas. Os atos serão realizados em todo o Brasil e as datas serão divulgadas em breve pelo Comando Nacional dos Bancários.
Norteada pela Consulta Nacional da Categoria, realizada pelos sindicatos, a 16ª Conferência Nacional dos Bancários definiu o índice de reajuste dos salários de 12,5% (sendo 6,76% de reposição da inflação projetada mais aumento real de 5,4%). Além disso, ficou definida a reivindicação por três salários mais R$ 6.247 na PLR (Participação nos Lucros e Resultados), piso de R$ 2.979,25 (salário mínimo previsto pelo Dieese) e 14º salário.
Na pauta está, também, o aumento dos vales refeição e alimentação, 13ª cesta básica e auxílio-creche/babá para um salário mínimo (R$ 724) para cada.
Entre as condições de trabalho, os bancários lutarão pelo fim das metas abusivas e das demissões e por mais contratações na categoria. “Somente neste ano, os bancos demitiram 3.746 funcionários, um número injustificável se comparado aos lucros exorbitantes do setor” afirma Paulo Franco, o Paulinho, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região. Paulinho atentou também para o adoecimento dos bancários devido à pressão sofrida nas agências: “Com as demissões, os bancários que continuam empregados estão ficando sobrecarregados. Aumenta-se a pressão e as metas são abusivas, o que gera o adoecimento do trabalhador”.

Terceirizações
Um problema que gera a precarização das condições de trabalho e dificuldade de representação dos empregados é a terceirização. Pensando nisso, bancários de todo o país colocaram na pauta de reivindicações o fim da terceirização fraudulenta, defendida em projetos de lei como o PL 4330, em trâmite no Congresso Nacional, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que regulamenta a terceirização de qualquer funcionário em agências bancárias. “Hoje a terceirização é permitida para contratação de funcionários como faxineiras e vigilantes. Se este projeto for aprovado, a será permitido terceirizar as atividades de bancários que trabalham com créditos, de caixas a gerentes. Este PL é de interesse apenas nos banqueiros e ameaça os direitos da categoria” explica Paulo Franco.
Respeito ao trabalhador
Na Campanha Nacional 2014, os bancários lutarão, também, pela manutenção e aprimoramento dos instrumentos de combate ao assédio moral, criados em 2012.
Entre as reivindicações também está o respeito à legislação de segurança e a adoção das medidas previstas no projeto piloto em andamento que visam coibir sequestros e assaltos em unidades bancárias.
Pauta geral dos trabalhadores
Os 634 delegados de todo o país votaram pelo apoio à reeleição de Dilma Rousseff à Presidência da República. “Não podemos deixar que o Brasil regrida aos anos 1990, quando havia as enormes filas do desemprego e privatizações em alta” declara Paulo Franco.
Na pauta de interesses gerais dos brasileiros consta também o fim do fator previdenciário, mais investimentos em saúde, educação e mobilidade urbana. Os bancários declararam apoio, também, ao Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva da Reforma Política, que defende o fim da influência do poder econômico nas eleições.
A categoria defende também a democratização dos meios de comunicação como importante bandeira de luta. Para Paulo Franco, a medida é importante para que determinados setores da sociedade não sejam privilegiados em detrimento de outros: “Hoje a mídia é elitizada. Nós lutamos pela democratização para que todos os setores da sociedade tenham seu espaço nos veículos de comunicação”.
CalendárioA 16ª Conferência Nacional dos Bancários deixou pré-definido um calendário que prevê dias de luta pelo emprego, contra a terceirização, por mais segurança bancária, além de um específico contra os abusos do Santander. Os delegados sindicais concordaram, também, em realizar um dia de paralisação por duas horas contra as metas abusivas. Os atos serão realizados em todo o Brasil e as datas serão divulgadas em breve pelo Comando Nacional dos Bancários.
Confira os itens aprovados:
• Reajuste Salarial de 12,5%, sendo 5,4% de aumento real, além da inflação projetada de 6,76%
• PLR – três salários mais R$ 6.247
• Piso – Salário mínimo do Dieese (R$ 2.979,25)
• Vales Alimentação, Refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá – Salário Mínimo Nacional (R$ 724);
• 14º salário
• Fim das metas abusivas e assédio moral – A categoria é submetida a uma pressão abusiva por cumprimento de metas, que tem provocado alto índice de adoecimento dos bancários
• Emprego – Fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e precarização das condições de trabalho, adoção da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
• Cumprimento da Lei 7.102 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante o expediente.
• Recolocação das portas giratórias com detector de metais para a entrada das áreas de autoatendimento das agências. Fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários. Estender medidas de segurança aos caixas eletrônicos.
• Igualdade de oportunidades para todos
Agenda política
• Combate à terceirização no Congresso Nacional e no STF
• Reforma política
• Reforma tributária
• Marco regulatório da mídia
• Conferência Nacional do Sistema Financeiro.
• Fim do Fator Previdenciário.
• Saúde, educação e transporte público de qualidade.
• Qualidade de vida
• Reajuste Salarial de 12,5%, sendo 5,4% de aumento real, além da inflação projetada de 6,76%
• PLR – três salários mais R$ 6.247
• Piso – Salário mínimo do Dieese (R$ 2.979,25)
• Vales Alimentação, Refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá – Salário Mínimo Nacional (R$ 724);
• 14º salário
• Fim das metas abusivas e assédio moral – A categoria é submetida a uma pressão abusiva por cumprimento de metas, que tem provocado alto índice de adoecimento dos bancários
• Emprego – Fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e precarização das condições de trabalho, adoção da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
• Cumprimento da Lei 7.102 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante o expediente.
• Recolocação das portas giratórias com detector de metais para a entrada das áreas de autoatendimento das agências. Fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários. Estender medidas de segurança aos caixas eletrônicos.
• Igualdade de oportunidades para todos
Agenda política
• Combate à terceirização no Congresso Nacional e no STF
• Reforma política
• Reforma tributária
• Marco regulatório da mídia
• Conferência Nacional do Sistema Financeiro.
• Fim do Fator Previdenciário.
• Saúde, educação e transporte público de qualidade.
• Qualidade de vida
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