24/07/2014
Programas sociais ajudaram a frear aumento da pobreza no Brasil, diz ONU
A ampliação dos gastos públicos e os programas sociais ajudaram o Brasil a impedir o retorno das camadas mais vulneráveis da população à pobreza após a crise econômica global de 2008. A avaliação está no Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014, divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
De acordo com o documento, a política anticíclica (aumento de gastos públicos em momentos de baixo crescimento econômico), os programas de transferência de renda e a política de valorização do salário mínimo fizeram o consumo dos 40% mais pobres da população continuar a crescer em ritmo maior que a média da população.
O representante do PNUD e coordenador do sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek, e a coordenadora do Atlas do desenvolvimento Humano no Brasil, Andrea Bolzon Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O representante residente do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, considera acertada a política adotada pelo Brasil de aumentar a resistência da população que ascendeu socialmente nos últimos anos a choques econômicos. "A crise financeira internacional criou sérios problemas para o Brasil, ameaçando a geração de empregos e o progresso social", explicou.
Para Chediek, a estratégia de aumentar gastos públicos para conter crises econômicas deveria ter sido seguida pelos países avançados "Recomendamos a adoção de políticas anticíclicas em momentos de instabilidade econômica. A receita não foi seguida nos países desenvolvidos, que cortaram gastos e agravaram o desemprego e a vulnerabilidade da população", comparou.
Segundo Andréa Bolzon, coordenadora do Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, a ajuda às populações mais pobres não se resumiu aos programas sociais. A ampliação do crédito e a valorização do salário mínimo ajudaram a manter a formalização do mercado de trabalho por meio do estímulo ao consumo interno.
"No mundo inteiro, existe a tendência de queda do emprego e aumento da informalidade. O Brasil é um dos poucos países a registrar aumento do emprego e diminuição do trabalho informal entre 2007 e 2010", apontou Andréa.
Para a coordenadora, as medidas adotadas pelo Brasil ajudaram o país a manter o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em alta contínua, mesmo após o agravamento da crise econômica global. "Ano a ano, a nota do Brasil aumenta. Muito disso tem a ver com as políticas de redução das vulnerabilidades", declarou. Em 2013, o Brasil ficou na 79º posição no ranking internacional de desenvolvimento humano, com índice de 0,744.
Além da adoção de políticas anticíclicas, o relatório recomenda a implementação de um piso de proteção social em todos os países. Segundo o documento, o nível mínimo de proteção social é possível mesmo nas nações mais pobres. Países desenvolvidos, como a Dinamarca e a Suécia, começaram a adotar essas políticas quando tinham uma renda per capita semelhante à observada atualmente na Índia.
Fonte: Agência Brasil
De acordo com o documento, a política anticíclica (aumento de gastos públicos em momentos de baixo crescimento econômico), os programas de transferência de renda e a política de valorização do salário mínimo fizeram o consumo dos 40% mais pobres da população continuar a crescer em ritmo maior que a média da população.
O representante do PNUD e coordenador do sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek, e a coordenadora do Atlas do desenvolvimento Humano no Brasil, Andrea Bolzon Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O representante residente do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, considera acertada a política adotada pelo Brasil de aumentar a resistência da população que ascendeu socialmente nos últimos anos a choques econômicos. "A crise financeira internacional criou sérios problemas para o Brasil, ameaçando a geração de empregos e o progresso social", explicou.
Para Chediek, a estratégia de aumentar gastos públicos para conter crises econômicas deveria ter sido seguida pelos países avançados "Recomendamos a adoção de políticas anticíclicas em momentos de instabilidade econômica. A receita não foi seguida nos países desenvolvidos, que cortaram gastos e agravaram o desemprego e a vulnerabilidade da população", comparou.
Segundo Andréa Bolzon, coordenadora do Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, a ajuda às populações mais pobres não se resumiu aos programas sociais. A ampliação do crédito e a valorização do salário mínimo ajudaram a manter a formalização do mercado de trabalho por meio do estímulo ao consumo interno.
"No mundo inteiro, existe a tendência de queda do emprego e aumento da informalidade. O Brasil é um dos poucos países a registrar aumento do emprego e diminuição do trabalho informal entre 2007 e 2010", apontou Andréa.
Para a coordenadora, as medidas adotadas pelo Brasil ajudaram o país a manter o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em alta contínua, mesmo após o agravamento da crise econômica global. "Ano a ano, a nota do Brasil aumenta. Muito disso tem a ver com as políticas de redução das vulnerabilidades", declarou. Em 2013, o Brasil ficou na 79º posição no ranking internacional de desenvolvimento humano, com índice de 0,744.
Além da adoção de políticas anticíclicas, o relatório recomenda a implementação de um piso de proteção social em todos os países. Segundo o documento, o nível mínimo de proteção social é possível mesmo nas nações mais pobres. Países desenvolvidos, como a Dinamarca e a Suécia, começaram a adotar essas políticas quando tinham uma renda per capita semelhante à observada atualmente na Índia.
Fonte: Agência Brasil
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