Caixa omite dados sobre condições de trabalho
No dia 13 de fevereiro ocorreu, em Brasília, a quarta reunião do fórum paritário sobre condições de trabalho, porém, sem avanços para os empregados.
A Caixa não apresentou as informações solicitadas pelos dirigentes. O banco havia se comprometido em divulgar a quantidade de empregados por unidade, o método utilizado para dimensionar o número de trabalhadores destinados às novas unidades, a média de horas extras trabalhadas e por quais cargos, entre outros dados.
“Consideramos uma falta de respeito. Os representantes da Caixa afirmaram não ter clareza do que foi pedido. Os dados têm sido solicitados desde a segunda reunião, esta foi a quarta. Os números são fundamentais para estabelecermos parâmetros para condições de trabalho. Só vamos retomar o fórum paritário quando o banco apresentar as informações pedidas”, afirmou o dirigente sindical Dionísio Reis. Confira os principais assuntos discutidos no fórum.
Logística e infraestrutura
A situação das áreas-meio - Gilog, Gipes e Giseg - também foram tratadas com desconsideração pelo banco. “A Caixa ampliou o número de unidades nos últimos anos, enquanto as áreas responsáveis pela infraestrutura, pessoal e segurança mantiveram-se iguais, gerando um excesso de trabalho terrível nos setores. Além das novas unidades, ainda têm de atender às antigas”, explicou o dirigente.
Por exemplo, um problema recorrente neste período do ano, são agências paralisadas e, muitas vezes, fechadas, devido à falta de refrigeração nas unidades. A Gilog é cobrada incessantemente, porém, também não possui condições de atender à demanda por estar sobrecarregada. “O banco, mais uma vez, esquivou-se e usou uma reestruturação como desculpa”, afirmou Dionísio.
Sipon
A Caixa prometeu uma solução definitiva para o problema, porém, mais uma vez, frustrou os empregados. De acordo com o banco, houve dificuldades operacionais em acertar o sistema de ponto dos bancários na função de caixa. Desde 2012, a Caixa concordou em implantar um sistema de login único de maneira que o Sipon não permitisse mais a jornada fraudulenta, no entanto, o sistema nunca funcionou. No último fórum, em 21 de janeiro, a Caixa afirmou que o registro seria corrigido a partir de 23 de janeiro. O banco alegou inconsistência entre o Sisag e a estação única. A nova previsão para a correção do Sipon é 25 de fevereiro.
Horas extras
A APCEF/SP tem recebido inúmeras denúncias de agências com até 15 empregados que estão sofrendo pressão para assinar um termo de compensação das horas extras. “A compensação de horas é opcional. O empregado não deve aceitar nenhum tipo de pressão e denunciar às entidades. A solução para o problema das horas extras é a contratação de mais empregados”, afirmou o diretor-presidente da APCEF/SP, Sérgio Takemoto.
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