09/01/2014
Instrumento contra assédio ganha agilidade
A Campanha Nacional Unificada 2013 reduziu o prazo, de 60 para 45 dias, para os bancos se posicionarem diante de denúncias feitas pelos trabalhadores ao Sindicato, por meio do instrumento de prevenção de conflitos no local de trabalho. Do total de reclamações em 2013, o maior número é relacionado ao assédio moral: 62%, segundo dados levantados pela entidade.
De acordo com o presidente em exercício do Sindicato, Luiz Eduardo Campolungo, “a conquista vem no bojo de uma grande vitória relacionada ao combate aos problemas no ambiente de trabalho, como o assédio moral”. O dirigente sindical destaca que a redução do prazo de resposta dos bancos é um avanço na luta da categoria, pois pressiona as instituições a constatar e a resolver problemas de forma mais rápida.
Conflitos – A cláusula que trata de prevenção de conflitos é uma conquista de 2010. A partir daquele ano, foram estabelecidos objetivos para promover práticas de respeito na construção de um ambiente de trabalho saudável. A adesão é voluntária, mas a maior parte dos bancos participa do acordo.
Segundo Campolungo, com a cláusula assinada, as instituições financeiras reconheceram a prática de assédio moral, mesmo que implicitamente. “Esse acordo, cuja adesão é grande, é um reconhecimento tácito feito pelos bancos de que o assédio moral é causado por eles e tem a ver com metas abusivas e inatingíveis”, diz. Para ele, “o acordo reforça a demonstração do INSS de que o adoecimento mental na categoria é causado pelas próprias empresas”.
Atrás do assédio moral, caracterizado pela recorrente exposição do trabalhador a situações constrangedoras e humilhantes, estão na lista de reclamações de 2013 problemas relacionados a condições de trabalho (15% das reclamações), aparelhos de ar-condicionado que não funcionam (13%), descumprimentos de acordo coletivos (7%) e outros.
Atuação sindical – Ao receber denúncias sobre conflitos enfrentados no ambiente de trabalho, o Sindicato faz uma apuração da procedência da reclamação e toma as medidas que considera necessárias. Dependendo da situação, a entidade faz denúncia formal ao banco, que deve responder em 45 dias, ou então parte para uma ação mais imediata, como uma atividade na agência ou uma negociação direta.
Além do link do instrumento de combate ao assédio, os bancários podem fazer denúncias através do Fale Conosco, de telefone (17 3522-2409) ou diretamente para um dirigente sindical.
Denuncie ao Sindicato – Para Campolungo, é importante que os trabalhadores façam a denúncia à sua entidade de classe. “O Sindicato é o canal de representação para que os trabalhadores defendam a si próprios e aos colegas. Qualquer outro instrumento oferecido pelos bancos deixa o trabalhador vulnerável. Só a unidade da categoria é capaz de dar proteção ao trabalhador.”
Com apoio Seeb São Paulo
Mariana de Castro Alves
De acordo com o presidente em exercício do Sindicato, Luiz Eduardo Campolungo, “a conquista vem no bojo de uma grande vitória relacionada ao combate aos problemas no ambiente de trabalho, como o assédio moral”. O dirigente sindical destaca que a redução do prazo de resposta dos bancos é um avanço na luta da categoria, pois pressiona as instituições a constatar e a resolver problemas de forma mais rápida.
Conflitos – A cláusula que trata de prevenção de conflitos é uma conquista de 2010. A partir daquele ano, foram estabelecidos objetivos para promover práticas de respeito na construção de um ambiente de trabalho saudável. A adesão é voluntária, mas a maior parte dos bancos participa do acordo.
Segundo Campolungo, com a cláusula assinada, as instituições financeiras reconheceram a prática de assédio moral, mesmo que implicitamente. “Esse acordo, cuja adesão é grande, é um reconhecimento tácito feito pelos bancos de que o assédio moral é causado por eles e tem a ver com metas abusivas e inatingíveis”, diz. Para ele, “o acordo reforça a demonstração do INSS de que o adoecimento mental na categoria é causado pelas próprias empresas”.
Atrás do assédio moral, caracterizado pela recorrente exposição do trabalhador a situações constrangedoras e humilhantes, estão na lista de reclamações de 2013 problemas relacionados a condições de trabalho (15% das reclamações), aparelhos de ar-condicionado que não funcionam (13%), descumprimentos de acordo coletivos (7%) e outros.
Atuação sindical – Ao receber denúncias sobre conflitos enfrentados no ambiente de trabalho, o Sindicato faz uma apuração da procedência da reclamação e toma as medidas que considera necessárias. Dependendo da situação, a entidade faz denúncia formal ao banco, que deve responder em 45 dias, ou então parte para uma ação mais imediata, como uma atividade na agência ou uma negociação direta.
Além do link do instrumento de combate ao assédio, os bancários podem fazer denúncias através do Fale Conosco, de telefone (17 3522-2409) ou diretamente para um dirigente sindical.
Denuncie ao Sindicato – Para Campolungo, é importante que os trabalhadores façam a denúncia à sua entidade de classe. “O Sindicato é o canal de representação para que os trabalhadores defendam a si próprios e aos colegas. Qualquer outro instrumento oferecido pelos bancos deixa o trabalhador vulnerável. Só a unidade da categoria é capaz de dar proteção ao trabalhador.”
Com apoio Seeb São Paulo
Mariana de Castro Alves
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Comando Nacional propõe “Pacto pela saúde dos bancários"
- STF confirma constitucionalidade da Lei da Igualdade Salarial e reforça obrigação de transparência das empresas
- Lucro contábil da Caixa é de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre de 2026
- Comando Nacional irá à mesa com Fenaban para exigir ambiente de trabalho saudável
- COE Bradesco debate renovação do Supera para 2026 e garante avanço para gestantes
- Lucro do Banco do Brasil despenca 53,5% no 1º trimestre de 2026
- Após cobrança, reunião sobre a Cassi é marcada para essa quinta-feira (14)
- Fechamento de agências e sobrecarga de trabalho dominam reunião entre COE Santander e direção do banco
- Pela Vida das Mulheres, a Luta é de todos: CUT lança campanha permanente de combate ao feminicídio
- 13 de Maio reforça luta antirracista e mobiliza categoria bancária para a Campanha Nacional
- Dieese realiza jornada de debates nacionais pelo fim da 6x1: confira locais e datas
- Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!
- Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil
- Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades